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Modelo de Agravo de Instrumento para Justiça Gratuita

Este guia explica quando cabe agravo de instrumento contra decisão que nega a justiça gratuita, quais documentos ajudam a demonstrar insuficiência de recursos e como estruturar o recurso. Inclui orientações práticas e um modelo editável para adaptar ao processo.

Publicado em 18 min de leitura
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Modelo de Agravo de Instrumento para Justiça Gratuita
Sumário
  1. 01 O que é agravo de instrumento para justiça gratuita
  2. 02 Quando usar este recurso
  3. Situações frequentes
  4. 03 Fundamentos legais da gratuidade da justiça
  5. Pessoa física e pessoa jurídica
  6. 04 Elementos indispensáveis do agravo
  7. Peças e documentos úteis
  8. 05 Passo a passo para preencher o modelo
  9. 06 Modelo de Modelo de Agravo de Instrumento para Justiça Gratuita
  10. 07 Tipos e variações do pedido
  11. Indeferimento integral
  12. Concessão parcial ou parcelamento
  13. Revogação do benefício
  14. 08 Cuidados e erros comuns
  15. 09 Tutela recursal e efeitos práticos
  16. 10 Perguntas frequentes
  17. Qual é o prazo para agravar da decisão sobre justiça gratuita?
  18. É obrigatório juntar comprovante de renda?
  19. Quem recebe salário pode pedir justiça gratuita?
  20. O agravo suspende automaticamente o pagamento das custas?
  21. A justiça gratuita elimina honorários de sucumbência?
  22. Posso usar o mesmo modelo para empresa?
  23. 11 Revisão final antes de protocolar
  24. 12 Referências
  25. 13 Vídeo explicativo
  26. 14 Aviso importante

O modelo de agravo de instrumento justiça gratuita é útil para a parte que teve negado, total ou parcialmente, o pedido de gratuidade da justiça e pretende levar a discussão ao tribunal. O recurso busca demonstrar que a decisão deve ser revista porque a pessoa física ou jurídica não tem condições de arcar com custas, despesas processuais e honorários sem comprometer sua subsistência ou atividade.

Embora um modelo facilite a organização da peça, o agravo exige atenção ao processo concreto. A fundamentação, os documentos financeiros e a identificação exata da decisão recorrida influenciam diretamente a análise do pedido. Antes de protocolar, confira os dados do processo, os prazos aplicáveis e as regras do tribunal competente.

O que é agravo de instrumento para justiça gratuita

O agravo de instrumento é um recurso dirigido ao tribunal para impugnar determinadas decisões tomadas pelo juízo de primeiro grau durante o andamento do processo. Entre as hipóteses expressamente previstas no Código de Processo Civil está a decisão que rejeita o pedido de gratuidade da justiça ou acolhe o pedido de sua revogação.

Assim, quando o juiz indefere o benefício ou retira uma gratuidade anteriormente concedida, a parte prejudicada pode utilizar o agravo para pedir a reforma da decisão. O objetivo não é rediscutir todo o mérito da ação principal, mas examinar especificamente a capacidade financeira da parte e a correção da decisão sobre as despesas processuais.

A gratuidade da justiça pode abranger, conforme o caso, taxas, custas, despesas, honorários periciais e outros gastos previstos na legislação. O benefício não elimina necessariamente todas as obrigações decorrentes de uma eventual sucumbência; ele produz efeitos conforme as regras legais e a situação processual da parte.

“Da decisão que indeferir a gratuidade ou a que acolher pedido de sua revogação caberá agravo de instrumento, exceto quando a questão for resolvida na sentença.”

Código de Processo Civil, art. 101, caput

Quando usar este recurso

O recurso é apropriado quando houver uma decisão interlocutória, isto é, uma decisão proferida no curso do processo que não encerra a fase de conhecimento ou a execução, negando ou revogando a gratuidade. O ponto de partida é verificar o conteúdo efetivo da decisão e a data em que a intimação ocorreu nos autos.

O modelo editável desta página foi estruturado para a situação mais comum: pedido de justiça gratuita apresentado pela parte, decisão de indeferimento e necessidade de recorrer ao tribunal. Ele também pode ser adaptado para hipóteses de revogação do benefício, desde que os fatos e pedidos sejam ajustados.

Situações frequentes

  • Indeferimento do pedido de gratuidade formulado na petição inicial, contestação, reconvenção ou petição incidental.
  • Exigência de recolhimento de custas apesar de documentos que apontam insuficiência de recursos.
  • Revogação da gratuidade antes concedida, com determinação para pagamento de despesas processuais.
  • Concessão parcial do benefício quando a parte busca demonstrar a necessidade de abrangência maior, observadas as circunstâncias do caso.

Se a questão for decidida somente na sentença, a impugnação deve seguir a via recursal cabível contra a sentença, e não o agravo de instrumento. Essa distinção é importante para evitar a utilização de recurso inadequado.

Fundamentos legais da gratuidade da justiça

A gratuidade da justiça é disciplinada, principalmente, pelos artigos 98 a 102 do Código de Processo Civil. O art. 98 estabelece que a pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com insuficiência de recursos para pagar custas, despesas processuais e honorários advocatícios, tem direito ao benefício na forma da lei.

Para consultar a redação legal diretamente, examine os dispositivos sobre gratuidade da justiça no Código de Processo Civil. A leitura é relevante porque o benefício pode ser pedido em diversos momentos do processo, pode ser parcial ou parcelado em determinadas situações e pode ser revisto se houver elementos que demonstrem mudança na condição econômica.

No agravo, a argumentação deve ligar os fatos aos requisitos legais. Não basta repetir uma afirmação genérica de dificuldade financeira quando há documentos disponíveis que possam esclarecer a realidade econômica. Por outro lado, a decisão que afasta a presunção decorrente da declaração apresentada por pessoa natural deve considerar os elementos concretos dos autos.

Pessoa física e pessoa jurídica

Para a pessoa física, a declaração de insuficiência econômica tem presunção de veracidade, nos termos do CPC, sem impedir o juiz de solicitar esclarecimentos ou documentos quando existirem elementos que justifiquem dúvida. A declaração deve ser verdadeira, atual e coerente com os demais dados do processo.

A pessoa jurídica também pode requerer gratuidade, mas precisa demonstrar efetivamente a impossibilidade de suportar os encargos processuais. Balanços, demonstrativos de resultados, extratos, endividamento, queda de faturamento e outros registros contábeis podem ser relevantes, conforme a realidade empresarial. Pequenas empresas devem evitar confundir faturamento com disponibilidade imediata de caixa, explicando os dados com documentação idônea.

Elementos indispensáveis do agravo

O agravo de instrumento deve observar os requisitos do Código de Processo Civil, especialmente quanto à petição recursal, às peças obrigatórias e à formação do instrumento no processo físico. Nos autos eletrônicos, a sistemática pode variar conforme o tribunal, mas a conferência das regras locais continua necessária.

Em termos práticos, uma peça bem estruturada identifica o processo de origem, informa qual decisão está sendo atacada, expõe os fatos relevantes, apresenta as razões jurídicas e formula pedidos claros. O recurso deve ser assinado por advogado habilitado, salvo situação excepcional em que a lei admita atuação sem representação profissional.

ElementoFinalidadeComo preencher
Identificação do processoVincular o recurso aos autos de origemInforme número, vara, comarca e nomes das partes.
Decisão agravadaDelimitar o objeto do recursoIndique a decisão que negou ou revogou a gratuidade e sua data de intimação.
Prova econômicaDemonstrar insuficiência de recursosRelacione documentos atuais e compatíveis com a situação alegada.
Pedido de tutela recursalEvitar prejuízo imediatoExplique a urgência, se houver cobrança de custas ou risco de extinção do processo.
Pedidos finaisPermitir julgamento objetivoPeça conhecimento, provimento e concessão ou restabelecimento do benefício.

Peças e documentos úteis

Além das peças processuais exigidas pela legislação e pelo sistema eletrônico, separe documentos que tenham relação direta com a alegação de insuficiência. A utilidade do documento importa mais do que a quantidade de anexos.

  • Cópia da decisão agravada e da certidão ou comprovação da respectiva intimação.
  • Petição em que foi formulado o pedido de gratuidade e declaração de hipossuficiência, quando existente.
  • Comprovantes de renda, extratos bancários, despesas essenciais, declaração de imposto de renda ou outros documentos pertinentes para pessoa física.
  • Demonstrativos contábeis, extratos, relação de passivos e registros de queda de receita, quando o agravante for pessoa jurídica.
  • Procurações outorgadas aos advogados, quando necessárias à formação do recurso.

Passo a passo para preencher o modelo

Preencher corretamente o recurso evita contradições e facilita a compreensão pelo relator. Antes de copiar qualquer informação, confira os autos e mantenha os dados financeiros atualizados.

  1. Leia a decisão agravada integralmente. Identifique qual foi a razão usada para negar ou revogar a gratuidade e se houve determinação de recolhimento de custas.
  2. Confirme o prazo recursal. Consulte a intimação no processo e conte o prazo conforme as regras processuais aplicáveis, observando feriados e suspensão de expediente quando cabível.
  3. Preencha os dados de identificação. Inclua tribunal competente, número do processo, vara de origem, nomes das partes e qualificação do agravante.
  4. Narre os fatos de forma objetiva. Explique quando o benefício foi pedido, qual decisão foi proferida e por que ela causa prejuízo à parte.
  5. Descreva a situação financeira real. Relacione renda, despesas indispensáveis, dívidas ou dados empresariais relevantes, sempre em conformidade com os documentos anexados.
  6. Fundamente o pedido. Vincule os fatos aos artigos 98 a 102 e 1.015 do CPC, sem inserir argumentos que não tenham suporte nos autos.
  7. Formule os pedidos. Peça a concessão de tutela recursal, se necessária, e ao final o provimento do agravo para deferir ou restabelecer a gratuidade.
  8. Revise anexos e protocolo. Verifique assinatura, documentos, sigilo de dados pessoais e exigências do sistema do tribunal.

Modelo editável

Modelo Editável Aqui

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AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE TUTELA RECURSAL E JUSTIÇA GRATUITA


EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DESEMBARGADOR(A) PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE [UF]


Processo de origem nº [NÚMERO DO PROCESSO]

Vara de origem: [NOME DA VARA]

Comarca de origem: [COMARCA] – [UF]


[NOME COMPLETO DO AGRAVANTE], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL], [PROFISSÃO], portador(a) do RG nº [NÚMERO DO RG] e inscrito(a) no CPF sob o nº [NÚMERO DO CPF], residente e domiciliado(a) à [ENDEREÇO COMPLETO], por seu advogado infra-assinado, [NOME COMPLETO DO ADVOGADO], inscrito(a) na OAB/[UF] sob o nº [NÚMERO DA OAB], com endereço profissional à [ENDEREÇO COMPLETO DO ADVOGADO], onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento nos artigos 98, 99, 101 e 1.015, inciso V, do Código de Processo Civil, interpor o presente


AGRAVO DE INSTRUMENTO

COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA RECURSAL


em face da decisão interlocutória proferida pelo(a) MM.(a) Juiz(a) de Direito da [NOME DA VARA] da Comarca de [COMARCA] – [UF], nos autos da ação proposta em face de [NOME COMPLETO DO AGRAVADO], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL], [PROFISSÃO], inscrito(a) no CPF ou CNPJ sob o nº [NÚMERO], pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.


1. DA TEMPESTIVIDADE

A decisão agravada foi disponibilizada ou intimada à parte agravante em [DATA DA INTIMAÇÃO], iniciando-se a contagem do prazo recursal em [DATA DE INÍCIO]. Assim, o presente recurso é tempestivo, pois interposto dentro do prazo de 15 (quinze) dias úteis previsto no Código de Processo Civil.


2. DO CABIMENTO DO RECURSO

O presente agravo de instrumento é cabível porque impugna decisão interlocutória que [INDEFERIU O PEDIDO DE GRATUIDADE DA JUSTIÇA / ACOLHEU O PEDIDO DE REVOGAÇÃO DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA] formulado pela parte agravante. O artigo 101 do Código de Processo Civil prevê expressamente o agravo de instrumento contra decisão que indefere a gratuidade ou acolhe pedido de sua revogação, ressalvada a hipótese de a matéria ser resolvida na sentença, o que não ocorre neste caso.


3. DA SÍNTESE DOS FATOS E DA DECISÃO AGRAVADA

A parte agravante ajuizou ou integra a ação de origem identificada acima, cujo objeto é [DESCREVER DE FORMA OBJETIVA O OBJETO DA AÇÃO]. Em [DATA], requereu a concessão dos benefícios da gratuidade da justiça, por não possuir condições de arcar com custas, despesas processuais e demais encargos sem prejuízo de sua subsistência e de sua família [OU, NO CASO DE PESSOA JURÍDICA, SEM COMPROMETER A CONTINUIDADE DE SUAS ATIVIDADES].

Para demonstrar sua situação econômica, a agravante apresentou [LISTAR OS DOCUMENTOS JUNTADOS: DECLARAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA, COMPROVANTES DE RENDA, EXTRATOS, DESPESAS ESSENCIAIS, DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA, BALANÇOS, DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS OU OUTROS].

Apesar disso, o juízo de origem proferiu decisão em [DATA DA DECISÃO], pela qual [TRANSCREVER OU RESUMIR FIELMENTE O FUNDAMENTO UTILIZADO PARA INDEFERIR OU REVOGAR O BENEFÍCIO]. Em consequência, foi determinado [DESCREVER A DETERMINAÇÃO: RECOLHIMENTO DE CUSTAS, PAGAMENTO EM PRAZO ESPECÍFICO, SOB PENA DE CANCELAMENTO DA DISTRIBUIÇÃO, EXTINÇÃO OU OUTRA CONSEQUÊNCIA].

A decisão merece reforma, pois a documentação dos autos demonstra que a agravante não possui disponibilidade econômica para suportar os encargos processuais exigidos.


4. DO DIREITO À GRATUIDADE DA JUSTIÇA

O artigo 98 do Código de Processo Civil assegura a gratuidade da justiça à pessoa natural ou jurídica que não disponha de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios. O benefício concretiza o acesso à Justiça e deve ser analisado à luz das circunstâncias econômicas efetivamente demonstradas nos autos.

No presente caso, a agravante percebe renda mensal aproximada de [VALOR EM REAIS] e possui despesas essenciais no valor aproximado de [VALOR EM REAIS], relacionadas a [MORADIA, ALIMENTAÇÃO, SAÚDE, EDUCAÇÃO, TRANSPORTE, DEPENDENTES, DÍVIDAS OU OUTRAS]. O pagamento das custas estimadas em [VALOR EM REAIS, SE HOUVER] compromete de maneira relevante seu orçamento e impede o adequado exercício do direito de ação ou defesa.

[SE O AGRAVANTE FOR PESSOA FÍSICA: A declaração de insuficiência apresentada pela agravante é compatível com os documentos juntados. Não há elemento concreto capaz de afastar a presunção de veracidade prevista no artigo 99, § 3º, do Código de Processo Civil.]

[SE O AGRAVANTE FOR PESSOA JURÍDICA: A agravante é pessoa jurídica e comprova sua insuficiência de recursos por meio de [DESCREVER BALANÇO, DEMONSTRATIVO DE RESULTADO, EXTRATOS, PASSIVO, QUEDA DE FATURAMENTO OU OUTROS DOCUMENTOS]. Os documentos evidenciam que o recolhimento imediato das despesas processuais comprometerá sua atividade regular e sua capacidade de defesa em juízo.]

A decisão agravada não examinou adequadamente [INDICAR O DOCUMENTO OU FATO RELEVANTE] ou atribuiu à agravante uma capacidade econômica que não corresponde à realidade comprovada. Por isso, deve ser concedida a gratuidade integral. Subsidiariamente, se este Egrégio Tribunal entender não ser cabível a isenção integral, requer-se a adoção da medida menos gravosa legalmente admitida, com [REDUÇÃO / PARCELAMENTO / LIMITAÇÃO] das despesas processuais, conforme as particularidades do caso.


5. DO PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA RECURSAL

Estão presentes os requisitos para a concessão da tutela provisória recursal. A probabilidade de provimento decorre da documentação financeira apresentada e da demonstração de que a agravante não dispõe de recursos para efetuar o pagamento exigido sem prejuízo de sua manutenção digna [OU DE SUA ATIVIDADE EMPRESARIAL].

O perigo de dano também é concreto, pois a decisão agravada determinou [RECOLHIMENTO DE CUSTAS / PAGAMENTO DE DESPESAS] no prazo de [NÚMERO] dias, sob pena de [DESCREVER A CONSEQUÊNCIA PROCESSUAL]. Caso a exigência seja mantida até o julgamento do recurso, a agravante poderá sofrer prejuízo processual grave e de difícil reparação, inclusive com restrição ao acesso à prestação jurisdicional.

Diante disso, requer-se a concessão de tutela provisória para suspender a exigibilidade das custas, despesas ou recolhimentos decorrentes da decisão agravada, até o julgamento final deste agravo, ou para assegurar provisoriamente os benefícios da gratuidade da justiça.


6. DAS PEÇAS E DOCUMENTOS QUE INSTRUEM O RECURSO

A agravante informa que o presente recurso é instruído com os documentos necessários à compreensão da controvérsia, incluindo, conforme aplicável: cópia da decisão agravada; comprovante de sua intimação; petição em que foi requerido o benefício; procurações outorgadas aos advogados; declaração de insuficiência econômica; comprovantes de renda, despesas e movimentação financeira; e demais documentos relevantes à demonstração da incapacidade de custeio do processo.

[EM PROCESSO ELETRÔNICO, ADAPTAR: OS AUTOS DE ORIGEM TRAMITAM ELETRONICAMENTE, ESTANDO AS PEÇAS PROCESSUAIS DISPONÍVEIS PARA CONSULTA NO SISTEMA UTILIZADO PELO TRIBUNAL, SEM PREJUÍZO DOS DOCUMENTOS JUNTADOS A ESTE RECURSO.]


7. DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer a Vossa Excelência:

  1. o recebimento e processamento do presente agravo de instrumento;
  2. a concessão da tutela provisória recursal para [SUSPENDER A EXIGIBILIDADE DAS CUSTAS / ASSEGURAR PROVISORIAMENTE A GRATUIDADE DA JUSTIÇA / OUTRA PROVIDÊNCIA NECESSÁRIA], até o julgamento definitivo do recurso;
  3. a intimação do(a) agravado(a), se cabível, para apresentar contrarrazões no prazo legal;
  4. ao final, o conhecimento e provimento do recurso para reformar a decisão agravada e conceder ou restabelecer à agravante os benefícios da gratuidade da justiça;
  5. subsidiariamente, caso não seja esse o entendimento, a concessão parcial da gratuidade, a redução ou o parcelamento das despesas processuais, na forma legalmente admitida;
  6. a comunicação da decisão ao juízo de origem, para cumprimento das providências cabíveis.


8. DO VALOR DA CAUSA

Para fins de registro, informa-se que o valor atribuído à causa na ação de origem é de R$ [VALOR EM REAIS] ([VALOR POR EXTENSO]).


Termos em que, pede deferimento.


[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].



________________________________________

[NOME COMPLETO DO ADVOGADO]

OAB/[UF] [NÚMERO DA OAB]


________________________________________

[NOME COMPLETO DO AGRAVANTE]

CPF/CNPJ: [NÚMERO DO CPF OU CNPJ]

Modo leitura

Tipos e variações do pedido

O agravo pode assumir diferentes enfoques conforme o teor da decisão e a condição da parte. A estrutura central do recurso permanece semelhante, mas os fatos, documentos e pedidos precisam refletir o caso concreto.

Indeferimento integral

É a situação em que o juiz rejeita completamente a gratuidade e determina ou pressupõe o pagamento integral das despesas. O recurso deve demonstrar a insuficiência econômica e, se necessário, pedir medida urgente para impedir que a exigência de custas inviabilize o andamento da ação.

Concessão parcial ou parcelamento

O CPC admite que a gratuidade seja concedida apenas em relação a determinados atos, que despesas sejam reduzidas ou que o pagamento seja parcelado. Quando a decisão concede medida insuficiente para a capacidade econômica demonstrada, o agravante deve explicar por que a solução adotada ainda impede o acesso efetivo à justiça.

Revogação do benefício

Se a gratuidade já havia sido deferida e posteriormente foi revogada, o agravo deve esclarecer se houve alteração financeira real, quais foram os elementos considerados pelo juízo e por que eles não justificam a perda do benefício. A documentação recente ganha especial importância nessa hipótese.

Cuidados e erros comuns

Recorrer sem examinar os autos pode gerar omissões e enfraquecer o pedido. A gratuidade não deve ser tratada como um formulário automático: a boa-fé e a consistência das informações são essenciais.

  • Perder o prazo: deixe para conferir a tempestividade antes de redigir a peça e antes do protocolo.
  • Usar dados financeiros desatualizados: apresente documentos próximos ao momento do recurso, quando disponíveis.
  • Declarar pobreza de forma incompatível com os autos: explique rendimentos, patrimônio ou movimentações relevantes que possam gerar dúvida.
  • Anexar documentos sem explicação: mencione no texto o que cada documento demonstra e sua relação com o pedido.
  • Confundir gratuidade com isenção definitiva: o benefício possui regras próprias e não impede, por si só, todas as consequências financeiras do processo.
  • Ignorar regras do tribunal: confirme a forma de protocolamento, formação do instrumento e eventuais exigências do sistema eletrônico.
  • Expor dados sensíveis sem cautela: verifique a possibilidade de sigilo ou de juntada adequada para proteger informações bancárias, fiscais e pessoais.

Tutela recursal e efeitos práticos

O simples protocolo do agravo não substitui automaticamente a providência judicial necessária para suspender a cobrança de custas ou afastar risco de cancelamento da distribuição. Quando houver perigo de dano ou risco ao resultado útil do recurso, a parte pode requerer tutela provisória recursal, expondo objetivamente a urgência e a probabilidade de provimento.

Esse pedido deve ser específico. Por exemplo, se o juízo de origem fixou prazo para recolhimento de custas sob pena de cancelamento da distribuição, o agravante pode informar esse fato, juntar a decisão correspondente e pedir que a exigibilidade seja suspensa até o julgamento. Não use alegações genéricas de urgência sem indicar a consequência concreta.

Também é prudente verificar as comunicações entre o tribunal e o juízo de origem. O Conselho Nacional de Justiça disponibiliza informações institucionais sobre o Poder Judiciário, mas cada tribunal mantém sistemas, normas de funcionamento e orientações próprias para peticionamento eletrônico.

Perguntas frequentes

Qual é o prazo para agravar da decisão sobre justiça gratuita?

Em regra, o agravo de instrumento é interposto no prazo de 15 dias úteis, observado o Código de Processo Civil e a forma de intimação registrada nos autos. A contagem deve ser conferida com cuidado no processo específico, pois feriados locais, indisponibilidades e regras de intimação podem influenciar o termo inicial ou final.

É obrigatório juntar comprovante de renda?

Não há uma resposta única para todos os casos. Para pessoa natural, a declaração de insuficiência possui presunção de veracidade, mas o juiz pode exigir elementos adicionais quando houver fundamento para tanto. Na prática, documentos de renda e despesas podem fortalecer o agravo. Para pessoa jurídica, a demonstração documental da incapacidade financeira tende a ser especialmente relevante.

Quem recebe salário pode pedir justiça gratuita?

Sim. Ter renda não impede automaticamente o pedido. A análise envolve a possibilidade real de pagar as despesas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou familiar, considerando as circunstâncias comprovadas. O pedido deve ser verdadeiro e acompanhado das explicações adequadas.

O agravo suspende automaticamente o pagamento das custas?

Não necessariamente. Conforme o caso, pode ser preciso formular pedido expresso de tutela recursal para suspender os efeitos da decisão agravada. A parte deve demonstrar a urgência e o risco prático de manter a cobrança enquanto o recurso é apreciado.

A justiça gratuita elimina honorários de sucumbência?

Não de modo absoluto. O CPC disciplina a responsabilidade do beneficiário pelas verbas decorrentes da sucumbência e estabelece regras para a exigibilidade dessas obrigações. A extensão dos efeitos depende da situação processual e da aplicação da lei ao caso concreto.

Posso usar o mesmo modelo para empresa?

O modelo pode servir como ponto de partida, mas precisa de adaptação. Para empresa, substitua a narrativa pessoal pela demonstração financeira empresarial, identifique corretamente o representante legal e anexe documentos contábeis ou financeiros que sustentem a alegação de insuficiência de recursos.

Revisão final antes de protocolar

Uma revisão organizada reduz o risco de falhas formais. Compare a petição com a decisão agravada e confirme se todos os argumentos respondem às razões usadas pelo juízo de origem. Evite anexar informações excessivas que não tenham relação com a controvérsia, principalmente quando contenham dados pessoais ou empresariais sensíveis.

O modelo editável desta página deve ser adaptado por profissional habilitado ou pela própria parte dentro dos limites legais aplicáveis. Se houver dúvida sobre o recurso correto, a tempestividade, a documentação financeira ou os efeitos de uma decisão, busque orientação jurídica individualizada antes do protocolo.

Referências

  1. Código de Processo Civil — Lei nº 13.105/2015.
  2. Constituição da República Federativa do Brasil.
  3. Conselho Nacional de Justiça.

Vídeo explicativo

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Sobre o autor

SB

Editor e curador de modelos de documentos

Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.

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