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Modelo de ação de alimentos com pedido de pensão

Entenda como preparar uma ação de alimentos para pedir pensão alimentícia: quem pode ajuizar, documentos necessários, definição dos pedidos, valor da causa, provas e cuidados processuais. Consulte também o modelo editável desta página e adapte os campos ao caso concreto.

Publicado em 17 min de leitura
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Modelo de ação de alimentos com pedido de pensão
Sumário
  1. 01 O que é a ação de alimentos e para que serve
  2. 02 Quando usar um modelo de ação de alimentos
  3. 03 Quem pode pedir e contra quem a ação é proposta
  4. Filhos menores de idade
  5. Filhos maiores de idade
  6. Outros vínculos familiares
  7. 04 Requisitos e informações que não podem faltar
  8. 05 Documentos e provas úteis para o pedido
  9. 06 Modelo de Modelo de ação de alimentos com pedido de pensão
  10. 07 Como preencher o modelo de ação de alimentos
  11. 08 Formas de fixação da pensão alimentícia
  12. Percentual sobre rendimentos
  13. Valor mensal fixo
  14. Pagamento direto de despesas
  15. 09 Cuidados e erros comuns na petição inicial
  16. 10 O que acontece depois do ajuizamento
  17. 11 Perguntas frequentes sobre modelo de ação de alimentos
  18. É obrigatório contratar advogado para ação de alimentos?
  19. Posso pedir alimentos provisórios na petição inicial?
  20. Qual é o valor correto da pensão alimentícia?
  21. Posso ajuizar a ação sem saber a renda exata do outro genitor?
  22. Os alimentos podem ser cobrados antes da sentença?
  23. O pagamento direto de escola substitui a pensão?
  24. 12 Referências
  25. 13 Vídeo explicativo
  26. 14 Aviso importante

A ação de alimentos é a medida judicial utilizada para pedir a fixação de pensão alimentícia quando não há acordo suficiente entre as partes ou quando o responsável deixa de contribuir de forma adequada para as despesas de quem necessita dos alimentos. O pedido pode abranger gastos essenciais como moradia, alimentação, saúde, educação, transporte, vestuário e lazer compatível com a realidade familiar.

Um modelo de ação de alimentos ajuda a organizar a petição inicial, mas não substitui a análise dos documentos, da necessidade de quem pede e da possibilidade econômica de quem deverá pagar. O conteúdo deve ser adaptado com atenção à situação familiar, à renda conhecida ou presumida do alimentante e às necessidades efetivas do alimentando.

O que é a ação de alimentos e para que serve

A ação de alimentos é uma demanda de direito de família destinada a obter uma decisão judicial que estabeleça o dever de prestar alimentos. Embora a expressão seja frequentemente associada à pensão paga aos filhos, os alimentos também podem ser requeridos em outras relações familiares previstas em lei, como entre cônjuges, ex-cônjuges e determinados parentes.

O termo “alimentos” possui sentido amplo no direito. Não se limita à compra de comida: abrange os recursos necessários para uma vida digna, considerados a condição social das pessoas envolvidas e as circunstâncias concretas do caso.

Nos pedidos em favor de crianças e adolescentes, a ação costuma ser proposta pelo pai, mãe, tutor ou representante legal em nome do menor. A obrigação parental decorre do dever de sustento e deve ser avaliada conforme as necessidades do filho e as possibilidades de contribuição de cada responsável.

“São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento.”

Código Civil, art. 1.695

A disciplina geral da obrigação alimentar está no Código Civil brasileiro. Para pedidos de alimentos, também é essencial observar a Lei nº 5.478/1968, conhecida como Lei de Alimentos, e as regras processuais aplicáveis.

Quando usar um modelo de ação de alimentos

O modelo editável desta página é útil como base para uma petição inicial quando a pessoa que tem direito aos alimentos precisa recorrer ao Judiciário para obter uma definição formal sobre o pagamento. Antes de ajuizar a ação, porém, vale verificar se existe possibilidade de acordo claro, documentado e juridicamente seguro.

A ação costuma ser indicada nas seguintes situações:

  • o responsável não realiza qualquer contribuição financeira para o filho;
  • os pagamentos são irregulares, insuficientes ou feitos sem previsibilidade;
  • não houve consenso sobre o valor da pensão ou sobre a divisão das despesas;
  • é necessário pedir alimentos provisórios logo no início do processo;
  • o alimentando é maior de idade, mas ainda demonstra necessidade e vínculo jurídico para o pedido;
  • há necessidade de formalizar judicialmente a obrigação para permitir futura cobrança em caso de inadimplemento.

Se já existe sentença ou acordo homologado que fixou pensão, mas as circunstâncias mudaram, a medida adequada pode não ser uma nova ação de alimentos. Dependendo do objetivo, pode caber ação revisional, exoneração de alimentos ou execução de alimentos. A escolha correta da medida evita atrasos, pedidos incompatíveis e despesas processuais desnecessárias.

Quem pode pedir e contra quem a ação é proposta

Em regra, o pedido é formulado por quem necessita dos alimentos contra quem tem dever legal e capacidade de prestá-los. Para filhos menores, a ação é apresentada pelo representante legal, em nome da criança ou do adolescente. O genitor que vive com o filho não pede pensão em nome próprio: ele representa o alimentando.

Filhos menores de idade

O cenário mais comum envolve filhos menores em face de um dos pais. A filiação pode ser comprovada por certidão de nascimento. Quando a paternidade ainda não está formalmente reconhecida, a situação exige avaliação específica, pois pode ser necessário cumular ou coordenar o pedido com investigação de paternidade.

Filhos maiores de idade

A maioridade não extingue automaticamente toda obrigação alimentar. Entretanto, quem é maior deve demonstrar a necessidade dos alimentos conforme as circunstâncias, por exemplo, por estar em formação educacional ou por não ter condições de prover a própria subsistência. A análise é individual e não deve ser presumida de forma absoluta.

Outros vínculos familiares

O Código Civil prevê obrigação alimentar recíproca entre ascendentes e descendentes e também entre irmãos, conforme a ordem legal e a necessidade comprovada. Cônjuges ou ex-cônjuges podem igualmente discutir alimentos, observadas as particularidades da relação, da necessidade e da capacidade contributiva.

Requisitos e informações que não podem faltar

A petição inicial deve atender aos requisitos do Código de Processo Civil, especialmente quanto à identificação das partes, aos fatos, fundamentos, pedidos e provas. Uma narrativa objetiva facilita a compreensão do juiz e reduz a necessidade de emendas.

Confira os elementos que devem ser reunidos antes de preencher o modelo:

  • qualificação do alimentando: nome, CPF se houver, data de nascimento, endereço e identificação do representante legal;
  • qualificação do alimentante: nome, CPF ou CNPJ quando conhecido, endereço para citação, profissão e informações sobre trabalho ou renda;
  • prova do vínculo: normalmente, certidão de nascimento, certidão de casamento ou documentos equivalentes;
  • descrição das necessidades: despesas mensais com escola, saúde, alimentação, transporte, moradia, roupas e demais gastos relevantes;
  • indícios da capacidade econômica: contracheques, informações de emprego, publicações, movimentação empresarial conhecida ou outros elementos lícitos;
  • pedido de alimentos provisórios: quando houver urgência na fixação de valor durante o processo;
  • forma de pagamento: percentual sobre rendimentos, valor fixo, desconto em folha, depósito bancário ou combinação compatível com o caso;
  • valor da causa: em regra, correspondente a 12 prestações mensais pretendidas, conforme a orientação processual aplicável.

O Código de Processo Civil determina que a petição inicial apresente pedido certo e determinado, além dos demais requisitos legais. Em ação de alimentos, é importante deixar claro o valor ou o critério pretendido, sem prejuízo de prova e definição judicial posteriores.

Documentos e provas úteis para o pedido

A qualidade da documentação influencia a clareza da demanda. Mesmo quando não se conhece a renda exata do alimentante, é possível apresentar o que estiver disponível e requerer providências compatíveis para apuração no processo. Não se deve, contudo, inventar renda, ocultar informações relevantes ou anexar documentos obtidos ilicitamente.

Documento ou informaçãoFinalidade na açãoExemplo prático
Certidão de nascimentoDemonstrar filiação e idade do alimentandoFilho menor representado pela mãe ou pelo pai
Comprovante de residênciaIndicar endereço e auxiliar na definição de competênciaConta de consumo ou contrato de locação
Planilha de despesasDemonstrar as necessidades mensaisEscola, remédios, alimentação e transporte
Recibos e notas fiscaisDar suporte aos gastos informadosMensalidade escolar ou despesas médicas
Provas de renda ou atividadeIndicar possibilidade econômica do alimentanteContracheque, vínculo empregatício ou dados empresariais públicos

Uma planilha simples e coerente pode ajudar. Ela não precisa transformar cada gasto cotidiano em prova impossível, mas deve refletir despesas reais e guardar correspondência com os documentos disponíveis. O objetivo é demonstrar a necessidade com transparência.

Modelo editável

Modelo Editável Aqui

Clique em “Editar documento” para preencher os campos entre colchetes. As alterações ficam salvas apenas neste navegador.

AÇÃO DE ALIMENTOS COM PEDIDO DE ALIMENTOS PROVISÓRIOS


EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA [NÚMERO]ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE [CIDADE] – [UF]


1. DA PARTE AUTORA E DA REPRESENTAÇÃO

[NOME COMPLETO DO ALIMENTANDO], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL], [PROFISSÃO, SE APLICÁVEL], nascido(a) em [DATA DE NASCIMENTO], inscrito(a) no CPF sob o nº [CPF], portador(a) da certidão de nascimento/matrícula nº [NÚMERO], residente e domiciliado(a) à [ENDEREÇO COMPLETO], neste ato representado(a) por seu(sua) [MÃE/PAI/TUTOR(A)/REPRESENTANTE LEGAL], [NOME COMPLETO DO REPRESENTANTE], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL], [PROFISSÃO], inscrito(a) no CPF sob o nº [CPF], portador(a) do RG nº [RG E ÓRGÃO EXPEDIDOR], residente e domiciliado(a) no mesmo endereço, por intermédio de seu(sua) advogado(a), conforme procuração anexa, vem, com o devido respeito, propor a presente AÇÃO DE ALIMENTOS COM PEDIDO DE ALIMENTOS PROVISÓRIOS em face de [NOME COMPLETO DO ALIMENTANTE], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL], [PROFISSÃO], inscrito(a) no CPF sob o nº [CPF, SE CONHECIDO], portador(a) do RG nº [RG, SE CONHECIDO], residente e domiciliado(a) à [ENDEREÇO COMPLETO], pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.


2. DA COMPETÊNCIA

A presente demanda é proposta perante este Juízo por ser competente para processar e julgar a ação de alimentos, considerando o domicílio do(a) alimentando(a), situado em [CIDADE] – [UF]. O foro escolhido busca assegurar proteção efetiva à parte que necessita da prestação alimentar e viabilizar a adequada tramitação do feito.


3. DOS FATOS

O(A) Autor(a) é filho(a) do(a) Réu(Ré), conforme demonstra a certidão de nascimento anexada. O vínculo de filiação impõe aos genitores o dever de contribuir para o sustento e para o desenvolvimento do(a) filho(a), de forma proporcional às necessidades deste(a) e às possibilidades econômicas de cada responsável.

Atualmente, o(a) Autor(a) reside com [NOME DO REPRESENTANTE LEGAL], que assume cotidianamente as despesas de cuidado, moradia, alimentação, vestuário, transporte, educação, saúde e demais necessidades ordinárias. O(A) Réu(Ré), contudo, [DESCREVER COM OBJETIVIDADE: NÃO PRESTA AUXÍLIO FINANCEIRO / PRESTA VALORES IRREGULARES / CONTRIBUI EM QUANTIA INSUFICIENTE / DEIXOU DE PAGAR DESDE [MÊS E ANO] / OUTRA SITUAÇÃO REAL].

As despesas mensais do(a) Autor(a) incluem, entre outras, [ALIMENTAÇÃO: R$ ___], [MORADIA: R$ ___], [EDUCAÇÃO: R$ ___], [SAÚDE: R$ ___], [TRANSPORTE: R$ ___], [VESTUÁRIO: R$ ___] e [OUTRAS DESPESAS ESSENCIAIS: R$ ___], conforme documentos, recibos e planilha que acompanham esta petição. Tais gastos são compatíveis com a idade, as necessidades e a realidade familiar do(a) Autor(a).

O(A) Réu(Ré) exerce a atividade de [PROFISSÃO/ATIVIDADE ECONÔMICA] e trabalha em [NOME DA EMPRESA OU LOCAL DE TRABALHO, SE CONHECIDO], percebendo renda aproximada de [VALOR OU INFORMAÇÃO DISPONÍVEL], ou possui condições econômicas que indicam capacidade de contribuir para o sustento do(a) Autor(a). Caso a renda exata não seja conhecida, requer-se que sejam adotadas as medidas processuais pertinentes para sua apuração, sem prejuízo da fixação inicial de alimentos em patamar razoável.


4. DO DIREITO AOS ALIMENTOS

A obrigação alimentar decorre do dever de sustento e da solidariedade familiar. O Código Civil estabelece que os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. No presente caso, estão evidenciadas as necessidades do(a) Autor(a), especialmente por sua condição de [MENOR DE IDADE/ESTUDANTE/PESSOA QUE NECESSITA DE AUXÍLIO], bem como há elementos que demonstram a possibilidade contributiva do(a) Réu(Ré).

A prestação alimentar deve assegurar participação efetiva do(a) Réu(Ré) nas despesas indispensáveis ao desenvolvimento digno do(a) Autor(a), sem impor encargo incompatível com a realidade econômica comprovada. A fixação pretendida observa, portanto, os critérios de necessidade, possibilidade e proporcionalidade.


5. DOS ALIMENTOS PROVISÓRIOS

A necessidade alimentar é atual e não pode aguardar o término do processo. As despesas de subsistência do(a) Autor(a) são contínuas e exigem recursos imediatos. Por essa razão, requer a fixação de alimentos provisórios em valor correspondente a [PERCENTUAL] dos rendimentos líquidos do(a) Réu(Ré), incluídas as verbas de natureza remuneratória [DESCREVER, SE APLICÁVEL], ou, inexistindo vínculo formal ou não sendo possível o desconto em folha, no valor mensal de R$ [VALOR NUMÉRICO] ([VALOR POR EXTENSO]).

O pagamento deverá ser realizado até o dia [DIA] de cada mês, mediante [DESCONTO EM FOLHA/DEPÓSITO/PIX/TRANSFERÊNCIA] na conta de titularidade de [NOME DO REPRESENTANTE], banco [NOME DO BANCO], agência [NÚMERO], conta [NÚMERO], chave PIX [CHAVE PIX], ou por outro meio que este Juízo determinar.


6. DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA

O(A) Autor(a) não possui recursos próprios para arcar com custas, despesas processuais e eventuais honorários sem prejuízo de sua manutenção. Assim, requer os benefícios da gratuidade da justiça, mediante declaração de hipossuficiência e documentos anexos, se necessários.


7. DAS PROVAS

O(A) Autor(a) pretende provar o alegado por todos os meios admitidos em direito, especialmente prova documental, testemunhal, depoimento pessoal do(a) Réu(Ré), expedição de ofícios para obtenção de informações sobre vínculo e rendimentos, bem como outras provas que se mostrarem necessárias no curso do processo.


8. DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer:

  1. o recebimento da presente ação de alimentos;
  2. a concessão dos benefícios da gratuidade da justiça, caso preenchidos os requisitos legais;
  3. a fixação de alimentos provisórios no valor de [PERCENTUAL] dos rendimentos líquidos do(a) Réu(Ré), ou, subsidiariamente, no valor mensal de R$ [VALOR NUMÉRICO] ([VALOR POR EXTENSO]), com vencimento todo dia [DIA] de cada mês;
  4. a citação do(a) Réu(Ré) no endereço informado para comparecer aos atos processuais e apresentar resposta, sob as consequências legais;
  5. a designação de audiência, na forma legal;
  6. a intimação do Ministério Público, quando obrigatória em razão do interesse de incapaz;
  7. ao final, a procedência do pedido para confirmar ou fixar definitivamente os alimentos em valor compatível com as necessidades do(a) Autor(a) e as possibilidades do(a) Réu(Ré);
  8. quando houver vínculo empregatício, a expedição de ofício ao empregador [NOME DA EMPRESA] para efetivação do desconto em folha, conforme valor ou percentual definido;
  9. a condenação do(a) Réu(Ré) ao pagamento das parcelas alimentares na forma e nos prazos que forem estabelecidos;
  10. a produção de todas as provas admitidas em direito.


9. DO VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ [VALOR NUMÉRICO] ([VALOR POR EXTENSO]), correspondente a 12 (doze) prestações mensais pretendidas, para os fins legais.


Termos em que, pede deferimento.


[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].



________________________________________

[NOME DO(A) ADVOGADO(A)]

OAB/[UF] [NÚMERO]


________________________________________

[NOME DO(A) REPRESENTANTE LEGAL]

CPF: [CPF]

Modo leitura

Como preencher o modelo de ação de alimentos

O modelo editável desta página deve ser personalizado antes do protocolo. Apague instruções internas, substitua todos os campos entre colchetes e confira se os fatos narrados correspondem aos documentos que serão juntados.

  1. Defina a parte autora e a representação. Em favor de menor, indique o nome da criança ou adolescente e o representante legal que assinará a peça.
  2. Identifique corretamente o réu. Informe nome, CPF se conhecido, endereço completo e elementos que auxiliem sua localização para citação.
  3. Descreva os fatos em ordem lógica. Explique o vínculo familiar, a convivência, a ausência ou insuficiência de contribuição e a realidade atual das despesas.
  4. Liste as despesas essenciais. Organize os gastos mensais e informe valores aproximados apenas quando forem reais e verificáveis.
  5. Apresente a possibilidade do alimentante. Cite vínculo de trabalho, profissão, atividade empresarial ou outros indícios lícitos conhecidos, sem fazer afirmações sem base.
  6. Formule o pedido de alimentos provisórios. Explique por que a fixação inicial é necessária e indique o valor ou percentual pretendido.
  7. Estabeleça os pedidos finais. Peça a citação, a confirmação dos alimentos em sentença, a definição da forma de pagamento, a produção de provas e os demais requerimentos pertinentes.
  8. Calcule o valor da causa. Utilize o critério aplicável ao pedido e revise o resultado antes do protocolo.
  9. Organize os anexos. Relacione documentos pessoais, prova do vínculo, despesas, comprovantes e demais itens que sustentem a petição.

Em processos judiciais, detalhes formais importam. A competência territorial, a gratuidade da justiça, a intervenção do Ministério Público quando cabível e a forma de citação precisam ser avaliadas à luz da situação concreta.

Formas de fixação da pensão alimentícia

Não existe percentual único obrigatório de pensão aplicável a todos os casos. A definição deve observar o chamado binômio necessidade-possibilidade, com proporcionalidade e participação de ambos os genitores quando se trata de filhos. Por isso, promessas de “percentual padrão” podem levar a expectativas equivocadas.

Percentual sobre rendimentos

Quando o alimentante possui emprego formal ou renda estável identificável, a pensão pode ser fixada em percentual dos rendimentos. A redação precisa esclarecer a base de cálculo, como verbas abrangidas, incidência sobre décimo terceiro e férias, e o tratamento de descontos obrigatórios, de acordo com o pedido e a decisão.

Valor mensal fixo

O valor fixo pode ser adequado para trabalhadores autônomos, informais, empresários ou pessoas com rendimento variável. Nessa hipótese, é recomendável estabelecer data de vencimento, meio de pagamento e índice de atualização quando houver previsão judicial ou acordo.

Pagamento direto de despesas

Também pode haver composição com pagamento direto de escola, plano de saúde ou outras despesas, além de quantia mensal. Essa modalidade exige descrição precisa, pois pagamentos isolados não devem gerar dúvida sobre o que efetivamente integra a obrigação alimentar.

Cuidados e erros comuns na petição inicial

Uma ação bem apresentada combina objetividade, documentos relevantes e pedidos compatíveis com a realidade. Exageros ou omissões podem prejudicar a credibilidade da narrativa e dificultar a análise do pedido urgente.

  • usar valores aleatórios, sem relacioná-los às despesas e à capacidade econômica conhecida;
  • confundir ação de alimentos com execução de pensão já fixada e não paga;
  • deixar de informar endereço útil para a citação do alimentante;
  • narrar conflitos pessoais sem conexão com a necessidade alimentar;
  • pedir desconto em folha sem indicar, quando conhecida, a fonte pagadora;
  • omitir eventual contribuição já realizada pelo alimentante;
  • não conferir o valor da causa e os documentos anexados;
  • protocolar o texto com campos em branco, dados contraditórios ou nomes incorretos;
  • assumir que a maioridade, por si só, encerra ou mantém automaticamente a pensão.

Também é importante preservar dados pessoais. A petição e os anexos podem conter informações sensíveis, como documentos de crianças, extratos, dados de saúde e comprovantes financeiros. Junte somente o necessário e siga as orientações do tribunal responsável pelo processo.

O que acontece depois do ajuizamento

Após o protocolo, o juiz examinará a petição, os documentos e o pedido de alimentos provisórios. Se estiverem presentes os requisitos legais, poderá fixar uma prestação inicial enquanto o processo tramita. O réu será citado para tomar conhecimento da ação e participar da audiência ou apresentar defesa, conforme o rito aplicável.

O processo pode terminar por acordo homologado ou por sentença. A decisão final poderá confirmar, aumentar, reduzir ou afastar o valor provisório, conforme as provas produzidas. A fixação dos alimentos não impede revisão futura quando houver mudança relevante nas necessidades de quem recebe ou nas possibilidades de quem paga.

Em caso de inadimplemento posterior de obrigação fixada em decisão judicial ou acordo homologado, existem mecanismos próprios de cobrança. A estratégia de execução depende do título existente, das parcelas em atraso e das particularidades do caso.

Perguntas frequentes sobre modelo de ação de alimentos

É obrigatório contratar advogado para ação de alimentos?

A necessidade de representação por advogado deve ser verificada conforme o juízo competente, o procedimento e as circunstâncias do caso. A Defensoria Pública pode prestar assistência jurídica a pessoas que preencham os critérios de atendimento. Mesmo com um modelo, a revisão profissional é recomendável, principalmente quando houver conflito sobre renda, paternidade, guarda ou violência familiar.

Posso pedir alimentos provisórios na petição inicial?

Sim. A Lei de Alimentos prevê a fixação de alimentos provisórios ao despachar o pedido, salvo declaração expressa do credor de que não necessita deles. A petição deve explicar a urgência e apresentar elementos que permitam uma análise inicial do valor solicitado.

Qual é o valor correto da pensão alimentícia?

Não há valor universal ou percentual automático. O montante resulta da avaliação das necessidades do alimentando, das possibilidades do alimentante e das circunstâncias familiares. Por isso, a petição deve demonstrar despesas e apresentar dados disponíveis sobre a capacidade de contribuição.

Posso ajuizar a ação sem saber a renda exata do outro genitor?

Sim, desde que sejam apresentados os elementos disponíveis e a narrativa seja verdadeira. É possível apontar profissão, local de trabalho, atividade econômica ou padrão de renda conhecido e requerer as providências processuais adequadas para esclarecer a capacidade contributiva.

Os alimentos podem ser cobrados antes da sentença?

A obrigação alimentar pode ter efeitos definidos conforme a legislação e a decisão judicial. Como a matéria envolve detalhes importantes sobre termo inicial, parcelas e procedimentos de cobrança, a orientação jurídica individualizada é essencial antes de calcular valores em atraso.

O pagamento direto de escola substitui a pensão?

Não necessariamente. Isso dependerá do que foi acordado ou determinado judicialmente. Se a obrigação prevê pagamento em dinheiro, o custeio unilateral de uma despesa específica pode não substituir integralmente a prestação. A forma de cumprimento deve ser clara para evitar conflitos futuros.

Referências

  1. Código Civil — Lei nº 10.406/2002.
  2. Código de Processo Civil — Lei nº 13.105/2015.
  3. Constituição da República Federativa do Brasil.
  4. Conselho Nacional de Justiça.

Vídeo explicativo

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Sobre o autor

SB

Editor e curador de modelos de documentos

Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.

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