Modelo de registro de riscos para gestão de segurança
Entenda como elaborar um modelo de registro de riscos para mapear perigos, avaliar impactos, definir controles e acompanhar medidas preventivas. Veja os elementos essenciais, o preenchimento correto, variações do documento, cuidados práticos e um modelo editável para adaptar à realidade da empresa.
Sumário
- 01 O que é um registro de riscos e para que serve
- 02 Relação com a prevenção de riscos ocupacionais
- 03 Quando usar o modelo de registro de riscos
- Situações recorrentes de uso
- 04 Informações que não podem faltar no documento
- 05 Como preencher o modelo de registro de riscos
- 06 Modelo de Modelo de registro de riscos para gestão de segurança
- 07 Tipos e variações do registro de riscos
- Registro por setor ou ambiente
- Registro por atividade ou função
- Registro de ações corretivas
- 08 Cuidados e erros comuns ao elaborar o registro
- 09 Como guardar, revisar e usar o documento na rotina
- 10 Perguntas frequentes sobre modelo de registro de riscos
- O registro de riscos substitui documentos técnicos de segurança do trabalho?
- Quem pode preencher o registro de riscos?
- Com que frequência o documento deve ser atualizado?
- É obrigatório usar uma escala numérica de risco?
- O trabalhador precisa assinar o registro?
- Posso usar o mesmo registro para riscos operacionais e administrativos?
- 11 Referências
- 12 Vídeo explicativo
- 13 Aviso importante
O modelo de registro de riscos é um instrumento de organização usado para identificar perigos nas atividades de uma empresa, avaliar os riscos relacionados e registrar as medidas necessárias para prevenir acidentes, doenças ocupacionais e outros impactos no trabalho. Para pequenos negócios, ele facilita uma visão prática das situações que exigem atenção e transforma decisões de segurança em ações acompanháveis.
O documento não substitui os programas, laudos, avaliações técnicas ou orientações profissionais exigidos conforme a atividade econômica e o porte da organização. Ainda assim, quando preenchido com cuidado e mantido atualizado, ajuda a empresa a documentar sua rotina de prevenção, atribuir responsáveis e demonstrar que os riscos foram analisados de forma organizada.
O que é um registro de riscos e para que serve
Registro de riscos é o documento, planilha ou formulário que reúne informações sobre eventos que podem afetar pessoas, operações, patrimônio, informações ou o cumprimento de obrigações da empresa. No contexto trabalhista, seu foco mais comum é a exposição de trabalhadores a perigos presentes no ambiente ou na execução das tarefas.
Em vez de apenas listar problemas, o registro estrutura uma sequência lógica: qual é o perigo, quem pode ser exposto, quais consequências podem ocorrer, quais controles já existem, qual prioridade deve ser dada e quem ficará responsável pela melhoria. Essa organização reduz improvisos e favorece decisões proporcionais à gravidade de cada situação.
O documento também serve para criar evidências internas. Se uma inspeção identificar piso escorregadio, cabo elétrico danificado, uso inadequado de ferramenta, ausência de sinalização ou sobrecarga de trabalho, o registro permite anotar a ocorrência, definir providências e verificar posteriormente se a medida foi cumprida.
Relação com a prevenção de riscos ocupacionais
A prevenção de riscos ocupacionais depende da identificação dos perigos e da avaliação dos riscos presentes no trabalho. O registro interno pode apoiar essa rotina, mas deve ser coerente com os documentos técnicos que a empresa precise elaborar, especialmente quando houver exigências específicas de saúde e segurança.
O Código Civil estabelece o dever de reparação diante de ato ilícito que cause dano:
“Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.”
Código Civil, art. 927
Por essa razão, a prevenção não deve ser vista apenas como formalidade. Identificar riscos e agir antes que um evento ocorra é uma prática de proteção às pessoas e de gestão responsável. Consulte a redação oficial do Código Civil brasileiro para compreender a base geral da responsabilidade civil.
Nas relações de trabalho, o registro pode ser usado como apoio para inspeções periódicas, diálogos de segurança, treinamentos, distribuição de equipamentos de proteção, adequações de layout e acompanhamento de não conformidades. A empresa deve avaliar a necessidade de apoio de profissional legalmente habilitado conforme seus riscos e obrigações aplicáveis.
Quando usar o modelo de registro de riscos
O modelo editável desta página pode ser utilizado sempre que a empresa precisar organizar e acompanhar riscos identificados em uma atividade, setor ou processo. Ele é útil tanto para negócios com poucos empregados quanto para equipes que desejam padronizar o controle interno.
Situações recorrentes de uso
- Antes do início de uma nova atividade, serviço, obra, atendimento ou operação.
- Durante inspeções de rotina em escritório, loja, depósito, cozinha, oficina, canteiro ou área externa.
- Após acidente, quase acidente, reclamação de empregado ou identificação de falha operacional.
- Quando houver alteração de equipamentos, produtos, instalações, jornada, equipe ou método de trabalho.
- Na elaboração de planos de ação para corrigir situações inseguras.
- Em reuniões internas de segurança, prevenção e acompanhamento de responsáveis.
O uso periódico é mais eficaz do que o preenchimento isolado. O ideal é estabelecer uma frequência compatível com a atividade e revisar o registro sempre que houver mudança relevante. Riscos dinâmicos, como aqueles ligados a máquinas, altura, eletricidade, substâncias químicas ou deslocamentos, merecem observação mais próxima.
Informações que não podem faltar no documento
Um bom registro precisa permitir que qualquer pessoa autorizada entenda o problema e verifique o andamento da solução. Textos genéricos, como “tomar cuidado” ou “melhorar segurança”, raramente ajudam. Prefira descrições objetivas, verificáveis e ligadas ao local ou à tarefa observada.
| Campo | O que registrar | Finalidade prática |
|---|---|---|
| Identificação | Número do registro, data, setor, local e atividade | Localizar a ocorrência e evitar duplicidades |
| Perigo e risco | Fonte de perigo, evento possível e consequência | Compreender o que pode acontecer e por quê |
| Pessoas expostas | Empregados, terceirizados, visitantes ou clientes envolvidos | Delimitar quem precisa de proteção |
| Controles existentes | Medidas já adotadas, como sinalização, treinamento ou proteção | Avaliar se o controle é suficiente |
| Plano de ação | Providência, responsável, prazo e status | Garantir execução e acompanhamento |
Além desses elementos, inclua uma classificação de prioridade definida pela própria empresa. É possível usar escalas simples, como baixo, médio e alto, desde que o critério seja compreensível e aplicado de modo consistente. A prioridade deve considerar a chance de ocorrência, a gravidade possível e a eficácia dos controles já existentes.
Como preencher o modelo de registro de riscos
O preenchimento deve ocorrer com base na observação do trabalho real, e não apenas no procedimento ideal. Se possível, ouça os trabalhadores que executam a atividade, pois eles conhecem dificuldades operacionais, improvisos recorrentes e situações que podem não ser perceptíveis em uma visita rápida.
- Identifique a atividade e o local. Informe o setor, a tarefa analisada, o ambiente e a data da verificação.
- Descreva o perigo observado. Registre a fonte com clareza, como piso molhado, produto inflamável, ruído, caixa pesada, equipamento sem proteção ou fiação exposta.
- Indique o evento e a consequência possível. Explique o que pode acontecer: queda, corte, queimadura, choque elétrico, lesão por esforço, intoxicação ou outro dano plausível.
- Defina os expostos. Liste as funções ou grupos que podem ser atingidos, inclusive prestadores e visitantes quando aplicável.
- Registre os controles existentes. Informe medidas efetivamente disponíveis, como treinamento realizado, EPI entregue, procedimento, guarda-corpo, manutenção ou sinalização.
- Avalie a prioridade. Aplique a escala adotada pela empresa, justificando a urgência quando o risco for relevante.
- Crie a ação corretiva ou preventiva. Descreva uma providência concreta, com responsável e prazo viável.
- Acompanhe o status. Marque se a ação está pendente, em andamento, concluída ou se exige nova verificação.
- Revise o registro. Depois da implantação, confirme se a medida eliminou ou reduziu o risco de forma adequada.
O modelo editável desta página permite adaptar os campos à realidade do negócio. Porém, não elimine informações essenciais apenas para reduzir o tamanho do documento. Um formulário simples deve continuar sendo útil para a tomada de decisão.
Modelo editável
Modelo Editável Aqui
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REGISTRO DE RISCOS OCUPACIONAIS E PLANO DE AÇÃO
A empresa [RAZÃO SOCIAL], inscrita no CNPJ sob o nº [CNPJ], com sede em [ENDEREÇO COMPLETO], neste ato representada por [NOME COMPLETO DO REPRESENTANTE], CPF nº [CPF], doravante denominada EMPRESA, institui o presente Registro de Riscos Ocupacionais e Plano de Ação para documentar a identificação, a avaliação, o tratamento e o acompanhamento de riscos relacionados às suas atividades laborais.
O presente documento refere-se ao setor, ambiente ou atividade identificado como [SETOR, LOCAL OU ATIVIDADE ANALISADA], situado em [ENDEREÇO OU DESCRIÇÃO DO LOCAL]. A verificação foi realizada por [NOME COMPLETO DO RESPONSÁVEL PELA VERIFICAÇÃO], função [FUNÇÃO], em [DIA] de [MÊS] de [ANO].
1. OBJETO E FINALIDADE
1.1. Este registro tem por finalidade identificar perigos, descrever os riscos decorrentes da exposição, apontar pessoas potencialmente expostas, registrar controles existentes e definir ações preventivas ou corretivas aplicáveis ao ambiente, processo ou atividade analisada.
1.2. O documento busca apoiar a prevenção de acidentes, incidentes, doenças ocupacionais, danos materiais, interrupções operacionais e outras ocorrências que possam afetar a segurança, a saúde e a continuidade das atividades da EMPRESA.
1.3. Este registro possui caráter interno e deve ser utilizado em conjunto com os procedimentos, treinamentos, avaliações e documentos técnicos aplicáveis à realidade da EMPRESA.
2. IDENTIFICAÇÃO DO RISCO REGISTRADO
2.1. Número ou código do registro: [NÚMERO OU CÓDIGO DO REGISTRO].
2.2. Setor, área ou local: [SETOR, ÁREA OU LOCAL].
2.3. Atividade ou tarefa analisada: [DESCREVER ATIVIDADE OU TAREFA].
2.4. Data da identificação: [DIA] de [MÊS] de [ANO].
2.5. Pessoa responsável pelo registro: [NOME COMPLETO], CPF nº [CPF], função [FUNÇÃO].
2.6. Pessoas ou grupos potencialmente expostos: [INDICAR EMPREGADOS, FUNÇÕES, TERCEIRIZADOS, VISITANTES OU OUTROS].
3. DESCRIÇÃO DO PERIGO E DO RISCO
3.1. Perigo ou condição identificada: [DESCREVER CLARAMENTE A FONTE DO PERIGO, COMO PISO MOLHADO, PRODUTO QUÍMICO, RUÍDO, FERRAMENTA CORTANTE, CARGA PESADA, FIO EXPOSTO OU OUTRA SITUAÇÃO].
3.2. Evento indesejado possível: [DESCREVER O QUE PODE OCORRER, COMO QUEDA, CORTE, CHOQUE ELÉTRICO, QUEIMADURA, COLISÃO, INTOXICAÇÃO OU OUTRO EVENTO].
3.3. Consequência ou dano possível: [DESCREVER POSSÍVEL LESÃO, AFASTAMENTO, DANO MATERIAL, INTERRUPÇÃO DE ATIVIDADE OU OUTRA CONSEQUÊNCIA].
3.4. Circunstância em que o risco pode ocorrer: [DESCREVER HORÁRIO, FREQUÊNCIA, ETAPA DA ATIVIDADE, CONDIÇÃO AMBIENTAL OU OUTRA CIRCUNSTÂNCIA RELEVANTE].
4. CONTROLES EXISTENTES
4.1. A EMPRESA informa que, no momento da verificação, estavam disponíveis ou em utilização os seguintes controles: [DESCREVER SINALIZAÇÃO, EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO, TREINAMENTO, PROCEDIMENTO, MANUTENÇÃO, BARREIRA FÍSICA, ORGANIZAÇÃO DO LOCAL OU OUTRAS MEDIDAS EXISTENTES].
4.2. Avaliação preliminar da eficácia dos controles existentes: [EFICAZ / PARCIALMENTE EFICAZ / INSUFICIENTE / NÃO APLICÁVEL].
4.3. Justificativa da avaliação: [DESCREVER POR QUE O CONTROLE É CONSIDERADO EFICAZ, PARCIAL OU INSUFICIENTE].
5. CLASSIFICAÇÃO DE PRIORIDADE
5.1. Probabilidade estimada de ocorrência: [BAIXA / MÉDIA / ALTA].
5.2. Gravidade potencial da consequência: [BAIXA / MÉDIA / ALTA].
5.3. Prioridade definida para tratamento: [BAIXA / MÉDIA / ALTA / CRÍTICA].
5.4. Fundamentação da prioridade: [EXPLICAR DE FORMA OBJETIVA A RELAÇÃO ENTRE EXPOSIÇÃO, POSSÍVEL DANO E CONTROLES EXISTENTES].
6. PLANO DE AÇÃO PREVENTIVA OU CORRETIVA
6.1. Ação a ser executada: [DESCREVER PROVIDÊNCIA CONCRETA, COMO REPARAR EQUIPAMENTO, INSTALAR SINALIZAÇÃO, REALIZAR TREINAMENTO, REORGANIZAR ÁREA, FORNECER EQUIPAMENTO OU REVISAR PROCEDIMENTO].
6.2. Responsável pela execução: [NOME COMPLETO OU SETOR RESPONSÁVEL], CPF ou CNPJ nº [CPF OU CNPJ, SE APLICÁVEL].
6.3. Prazo para conclusão: [DIA] de [MÊS] de [ANO].
6.4. Recursos necessários: [INDICAR MATERIAIS, SERVIÇOS, TREINAMENTO, AUTORIZAÇÕES OU OUTROS RECURSOS].
6.5. Forma de comprovação da execução: [NOTA DE MANUTENÇÃO, LISTA DE PRESENÇA, REGISTRO INTERNO, FOTO AUTORIZADA, ORDEM DE SERVIÇO OU OUTRA EVIDÊNCIA].
7. ACOMPANHAMENTO E VERIFICAÇÃO
7.1. Status inicial da ação: [PENDENTE / EM ANDAMENTO / CONCLUÍDA / SUSPENSA].
7.2. Data da verificação de conclusão: [DIA] de [MÊS] de [ANO].
7.3. Responsável pela verificação: [NOME COMPLETO], CPF nº [CPF], função [FUNÇÃO].
7.4. Resultado da verificação: [DESCREVER SE A AÇÃO FOI CONCLUÍDA, SE REDUZIU O RISCO E SE É NECESSÁRIA NOVA PROVIDÊNCIA].
7.5. Status final: [CONCLUÍDA / CONCLUÍDA COM PENDÊNCIA / REABERTA / CANCELADA COM JUSTIFICATIVA].
8. CIÊNCIA E COMPROMISSO
8.1. Os responsáveis indicados declaram ciência das informações registradas e comprometem-se a cumprir, dentro de suas atribuições, as medidas preventivas ou corretivas estabelecidas neste documento.
8.2. Caso sejam identificadas novas condições, alterações no processo de trabalho, falhas nos controles ou incidentes relacionados ao risco descrito, este registro deverá ser revisto e atualizado.
[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].
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[NOME COMPLETO DO RESPONSÁVEL PELO REGISTRO]
CPF nº [CPF]
Função: [FUNÇÃO]
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[NOME COMPLETO DO RESPONSÁVEL PELA AÇÃO]
CPF nº [CPF]
Função: [FUNÇÃO]
________________________________________
[NOME COMPLETO DO REPRESENTANTE DA EMPRESA]
CPF nº [CPF]
Representante de [RAZÃO SOCIAL] – CNPJ nº [CNPJ]
TESTEMUNHAS
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[NOME COMPLETO DA TESTEMUNHA 1]
CPF nº [CPF]
________________________________________
[NOME COMPLETO DA TESTEMUNHA 2]
CPF nº [CPF]
Tipos e variações do registro de riscos
Não existe um único formato adequado para todas as empresas. A escolha depende da complexidade da atividade, do número de setores, da frequência das inspeções e do nível de detalhamento necessário. O importante é preservar a rastreabilidade: deve ser possível saber o que foi identificado, o que foi decidido e se a providência foi concluída.
Registro por setor ou ambiente
Essa versão divide os riscos por áreas físicas, como recepção, estoque, cozinha, oficina, escritório, depósito e área de carga. É indicada para inspeções periódicas e funciona bem em pequenos estabelecimentos. Cada risco recebe um número próprio, facilitando a atualização.
Registro por atividade ou função
Nesse formato, a análise acompanha a tarefa executada. Por exemplo: descarregar mercadorias, atender clientes, limpar ambientes, operar máquina, dirigir veículo ou preparar alimentos. É uma alternativa útil quando a mesma função atua em diferentes locais ou quando a atividade apresenta riscos específicos.
Registro de ações corretivas
É uma versão mais direta, voltada ao acompanhamento de pendências já identificadas. Geralmente destaca a não conformidade, a ação requerida, o responsável, o prazo, a evidência de conclusão e a validação final. Pode complementar um levantamento mais amplo de riscos.
Cuidados e erros comuns ao elaborar o registro
O valor do documento está na qualidade da análise e no acompanhamento posterior. Preencher o formulário sem verificar a execução das providências transforma o registro em arquivo burocrático. O mesmo ocorre quando a empresa copia descrições prontas que não correspondem ao seu ambiente.
- Confundir perigo com risco: o perigo é a fonte com potencial de dano; o risco envolve a possibilidade e as consequências da exposição.
- Usar termos vagos: substitua “risco de acidente” por uma descrição específica do evento e da situação encontrada.
- Não indicar responsável: ações sem pessoa ou área responsável tendem a ficar sem execução.
- Fixar prazos impossíveis: defina datas realistas, mas compatíveis com a urgência identificada.
- Considerar apenas empregados: avalie também terceiros, visitantes e outras pessoas que circulem na área.
- Registrar controles que não funcionam: uma medida somente deve constar como existente se estiver disponível, adequada e utilizada de forma efetiva.
- Deixar de reavaliar: uma alteração no processo pode criar novos riscos ou tornar obsoleta a análise anterior.
Também é prudente manter o acesso ao documento restrito às pessoas que precisam usá-lo, especialmente quando houver identificação de trabalhadores ou informações internas. Se o registro contiver dados pessoais, a empresa deve observar os princípios aplicáveis da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, incluindo finalidade, necessidade e segurança no tratamento das informações.
Como guardar, revisar e usar o documento na rotina
Defina um local de guarda físico ou digital que permita consulta, controle de versões e preservação das evidências. Em formato digital, adote permissões de acesso e mantenha cópias organizadas por setor, atividade ou período de revisão. Em meio físico, use identificação clara e evite deixar documentos com dados pessoais em áreas abertas.
A revisão pode ocorrer após inspeções programadas, mudanças de processo, aquisição de equipamentos, ocorrência de incidentes ou recebimento de relatos dos trabalhadores. Ao fechar uma ação, registre a evidência correspondente, como foto interna autorizada, ordem de serviço, comprovante de manutenção, lista de treinamento ou declaração de verificação. A evidência deve ser pertinente e armazenada com cautela.
Para pequenas empresas, uma reunião breve e periódica com quem trabalha diretamente na operação pode ser suficiente para atualizar os principais pontos. O essencial é que os participantes entendam que a finalidade não é atribuir culpa, mas eliminar ou reduzir condições que possam causar danos.
Perguntas frequentes sobre modelo de registro de riscos
O registro de riscos substitui documentos técnicos de segurança do trabalho?
Não necessariamente. Ele é um instrumento de gestão e acompanhamento interno. Conforme a atividade, o número de trabalhadores, os agentes existentes e as obrigações aplicáveis, podem ser necessários documentos e avaliações técnicas específicos. Quando houver dúvida, procure orientação de profissional habilitado em segurança e saúde no trabalho.
Quem pode preencher o registro de riscos?
O responsável pela gestão, líder do setor, encarregado ou pessoa designada pela empresa pode registrar observações da rotina. Contudo, avaliações que exijam conhecimento técnico especializado devem contar com o profissional competente. A participação dos trabalhadores melhora a qualidade das informações e ajuda a identificar problemas reais.
Com que frequência o documento deve ser atualizado?
Não há uma frequência única adequada para todos os negócios. Atualize-o sempre que houver mudança relevante ou identificação de nova situação de risco. Além disso, estabeleça revisões periódicas compatíveis com a operação, dando prioridade a ambientes e tarefas de maior criticidade.
É obrigatório usar uma escala numérica de risco?
Não. Uma escala simples de prioridade pode ser suficiente para empresas menores, desde que seja compreensível e aplicada com coerência. Se a empresa adotar números, explique internamente o que cada faixa representa e como a classificação orienta os prazos e controles.
O trabalhador precisa assinar o registro?
A assinatura do trabalhador não é um requisito universal para todo registro interno. A empresa pode prever ciência, participação em inspeção ou confirmação de treinamento quando isso fizer sentido. Evite usar a assinatura como substituto de medidas de prevenção ou como transferência indevida de responsabilidade.
Posso usar o mesmo registro para riscos operacionais e administrativos?
Sim. O documento pode reunir riscos de segurança, operação, ergonomia, instalações, pessoas e processos, desde que os campos permitam uma descrição clara. Se o volume de informações crescer, separar por categoria ou setor torna o acompanhamento mais simples.
Referências
Vídeo explicativo
Sobre o autor
Stefano Barcellos
Editor e curador de modelos de documentos
Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.