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Modelo de Ficha de Investigação de Acidente de Trabalho

Entenda como usar um modelo de ficha de investigação de acidente de trabalho para apurar ocorrências, registrar fatos, identificar causas e definir ações preventivas. Veja os campos essenciais, cuidados de preenchimento, variações do documento e um modelo editável para adaptar à empresa.

Publicado em 14 min de leitura
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Modelo de Ficha de Investigação de Acidente de Trabalho
Sumário
  1. 01 O que é a ficha de investigação de acidente de trabalho
  2. 02 Para que serve esse registro interno
  3. Finalidades mais comuns
  4. 03 Quando usar o modelo de ficha de investigação de acidente
  5. Situações que normalmente justificam a apuração
  6. 04 Informações que não podem faltar no documento
  7. 05 Como preencher a ficha passo a passo
  8. 06 Modelo de Modelo de Ficha de Investigação de Acidente de Trabalho
  9. 07 Tipos e variações da ficha de investigação
  10. Ficha simplificada para pequenas empresas
  11. Ficha completa com plano de ação
  12. Registro de incidente ou quase acidente
  13. 08 Cuidados e erros comuns na investigação
  14. 09 Assinaturas, confidencialidade e valor do registro
  15. 10 Perguntas frequentes sobre ficha de investigação de acidente
  16. A ficha de investigação substitui a CAT?
  17. É preciso investigar acidente sem afastamento?
  18. Quem deve preencher a ficha?
  19. O trabalhador é obrigado a assinar?
  20. Por quanto tempo a ficha deve ser guardada?
  21. Posso usar assinatura eletrônica na ficha?
  22. 11 Como adaptar o modelo à realidade da empresa
  23. 12 Referências
  24. 13 Vídeo explicativo
  25. 14 Aviso importante

O modelo de ficha de investigação de acidente é um instrumento interno usado para organizar a apuração de ocorrências relacionadas ao trabalho. Ele ajuda a empresa a registrar, de forma objetiva, o que aconteceu, quem estava envolvido, quais condições estavam presentes e que providências devem ser adotadas para reduzir o risco de repetição.

Para pequenas empresas, gestores, profissionais de segurança e trabalhadores responsáveis por rotinas administrativas, uma ficha bem preenchida evita que informações importantes se percam após o evento. O registro não serve para atribuir culpa de forma automática: seu objetivo principal é identificar causas, corrigir falhas e fortalecer a prevenção. O modelo editável desta página pode ser adaptado ao porte da organização e ao tipo de atividade desenvolvida.

O que é a ficha de investigação de acidente de trabalho

A ficha de investigação de acidente de trabalho é um documento de controle interno destinado a reunir informações sobre um acidente, incidente ou quase acidente ocorrido durante a atividade profissional. Em geral, ela é preenchida após o atendimento inicial à pessoa envolvida e depois das medidas urgentes de preservação do local, quando cabíveis.

O documento pode ser elaborado por gestor, responsável pela segurança do trabalho, integrante da CIPA quando houver, profissional de recursos humanos ou pessoa designada pela empresa. A participação de quem conhece a atividade e o ambiente é importante, pois favorece uma análise baseada em fatos observáveis.

Em termos práticos, a ficha registra circunstâncias como data e horário da ocorrência, local, atividade executada, relato dos fatos, equipamentos utilizados, possíveis testemunhas, atendimento realizado e medidas corretivas. Ela também permite acompanhar se as providências definidas foram efetivamente concluídas.

“Cabe às empresas: cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho.”

Consolidação das Leis do Trabalho, art. 157

O dever geral de prevenção deve orientar a apuração. Consulte o texto da Consolidação das Leis do Trabalho para verificar as obrigações legais relacionadas à segurança e medicina do trabalho.

Para que serve esse registro interno

A principal função da ficha é transformar uma ocorrência em informação útil para a prevenção. Em vez de limitar o procedimento ao relato de uma lesão ou dano, a investigação busca entender a sequência de eventos, as condições do ambiente e as barreiras de segurança que não funcionaram ou não existiam.

Quando usada com consistência, a ficha pode apoiar decisões como revisão de procedimentos, manutenção de máquinas, troca de equipamentos de proteção, treinamento de equipes, reorganização do local e acompanhamento de riscos já conhecidos.

Finalidades mais comuns

  • Registrar fatos: preservar uma narrativa objetiva sobre o ocorrido enquanto as informações ainda estão disponíveis.
  • Identificar riscos: verificar fatores materiais, organizacionais, ambientais e comportamentais relacionados ao evento.
  • Definir ações: indicar responsáveis, prazos e prioridades para corrigir as causas identificadas.
  • Acompanhar providências: documentar a execução e a verificação das medidas preventivas.
  • Gerar aprendizado: orientar diálogos de segurança, treinamentos e melhorias em procedimentos internos.

A ficha não substitui documentos exigidos em situações específicas. Caso haja acidente ou doença relacionada ao trabalho que demande comunicação oficial, a empresa deve avaliar a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho conforme as regras aplicáveis. Também não substitui prontuários, laudos técnicos, registros de atendimento ou documentos previdenciários.

Quando usar o modelo de ficha de investigação de acidente

O uso é recomendado sempre que ocorrer um fato com potencial de lesão, adoecimento, dano material relevante ou interrupção da atividade por motivo de segurança. A investigação não precisa ficar restrita a acidentes com afastamento. Quase acidentes e incidentes sem lesão podem revelar falhas antes que produzam consequências mais graves.

O ideal é abrir o registro logo após a estabilização da situação. Quanto mais tempo passa, maior a chance de perda de detalhes, alteração do cenário e esquecimento por parte de envolvidos ou testemunhas.

Situações que normalmente justificam a apuração

  • Quedas, escorregões, tropeços, cortes, queimaduras ou choques elétricos.
  • Acidentes com máquinas, ferramentas, veículos, produtos químicos ou cargas.
  • Ocorrências no deslocamento interno durante a execução das atividades.
  • Incidentes que não causaram lesão, mas poderiam tê-la causado em circunstâncias ligeiramente diferentes.
  • Danos a equipamentos, instalações ou materiais que evidenciem risco operacional.
  • Relatos de condição insegura que exijam análise e correção formal.

Em todas essas hipóteses, a empresa deve evitar conclusões apressadas. Uma ficha preenchida sem ouvir as pessoas envolvidas ou sem observar o ambiente pode criar uma versão incompleta dos fatos e dificultar as medidas de prevenção.

Informações que não podem faltar no documento

Uma ficha útil combina identificação, descrição, análise e plano de ação. Campos vagos, como “descuido do empregado”, não explicam as condições que permitiram o evento e raramente ajudam a evitar repetição. Prefira informações verificáveis, como estado do piso, ausência de sinalização, falha de equipamento, treinamento recebido, jornada, iluminação e procedimento adotado.

Bloco da fichaInformações essenciaisFinalidade
Identificação da ocorrênciaNúmero do registro, data, hora, local e setorLocalizar e organizar o caso
Pessoa envolvidaNome, função, vínculo, tempo na função e contatoContextualizar a atividade exercida
Descrição dos fatosAtividade, sequência do evento, lesão aparente e atendimentoRegistrar o que foi observado e informado
Análise de causasCondições ambientais, equipamentos, procedimento e fatores organizacionaisIdentificar causas e falhas de barreira
Plano de açãoMedida, responsável, prazo e verificação de conclusãoTransformar a apuração em prevenção

Quando houver coleta de dados pessoais e informações de saúde, o acesso à ficha deve ser limitado a quem realmente precisa tratar essas informações. A empresa deve considerar os princípios e deveres de tratamento previstos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, especialmente quanto à finalidade, necessidade e segurança dos registros.

Como preencher a ficha passo a passo

O preenchimento deve ser realizado com linguagem simples, precisa e respeitosa. Não antecipe responsabilidade disciplinar nem classifique a conduta de alguém sem apuração adequada. Separe os fatos observados das hipóteses que ainda precisam ser verificadas.

  1. Numere o registro e identifique a empresa. Informe razão social, CNPJ, unidade, setor e responsável pela investigação.
  2. Registre data, horário e local. Indique com precisão onde a ocorrência aconteceu, inclusive área, máquina, corredor, veículo ou frente de serviço.
  3. Qualifique a pessoa envolvida. Preencha nome, função, matrícula se utilizada, tipo de vínculo, tempo na função e jornada no momento do evento.
  4. Descreva a atividade em execução. Explique o que a pessoa fazia imediatamente antes da ocorrência, quais ferramentas usava e qual procedimento deveria ser seguido.
  5. Relate a sequência dos fatos. Apresente os acontecimentos em ordem cronológica, com base em relatos, observação do local e evidências disponíveis.
  6. Indique atendimento e providências imediatas. Registre primeiros socorros, encaminhamento médico, isolamento de área, interrupção de equipamento ou outra medida urgente.
  7. Ouça testemunhas e registre evidências. Anote nomes, funções e relatos resumidos; liste fotos, documentos, registros de manutenção ou outros elementos que apoiem a análise.
  8. Analise causas e fatores contribuintes. Avalie condições inseguras, falhas de procedimento, treinamento, supervisão, manutenção, organização e uso de proteção.
  9. Defina o plano de ação. Estabeleça medidas concretas, responsáveis e prazos, sem se limitar a recomendações genéricas.
  10. Verifique a eficácia e finalize. Depois da execução das ações, registre a checagem e colha as assinaturas pertinentes.

Modelo editável

Modelo Editável Aqui

Clique em “Editar documento” para preencher os campos entre colchetes. As alterações ficam salvas apenas neste navegador.

FICHA DE INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO


1. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

RAZÃO SOCIAL: [RAZÃO SOCIAL DA EMPRESA]

NOME FANTASIA: [NOME FANTASIA]

CNPJ: [CNPJ]

ENDEREÇO: [RUA, NÚMERO, COMPLEMENTO, BAIRRO, CIDADE, UF E CEP]

UNIDADE/FILIAL: [IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE OU FILIAL]

SETOR RESPONSÁVEL PELO REGISTRO: [SETOR RESPONSÁVEL]

NÚMERO DA OCORRÊNCIA: [NÚMERO DO REGISTRO]


2. IDENTIFICAÇÃO DA PESSOA ENVOLVIDA

NOME COMPLETO: [NOME COMPLETO]

CPF: [CPF]

RG: [RG E ÓRGÃO EXPEDIDOR]

MATRÍCULA: [MATRÍCULA, SE HOUVER]

FUNÇÃO/CARGO: [FUNÇÃO OU CARGO]

SETOR: [SETOR]

TIPO DE VÍNCULO: [EMPREGADO/AUTÔNOMO/ESTAGIÁRIO/TERCEIRIZADO/OUTRO]

DATA DE ADMISSÃO OU INÍCIO DA ATIVIDADE: [DIA] de [MÊS] de [ANO]

TEMPO NA FUNÇÃO: [TEMPO NA FUNÇÃO]

JORNADA OU TURNO NO MOMENTO DA OCORRÊNCIA: [JORNADA/TURNO]


3. DADOS DA OCORRÊNCIA

DATA DA OCORRÊNCIA: [DIA] de [MÊS] de [ANO]

HORÁRIO APROXIMADO: [HORÁRIO]

LOCAL EXATO: [LOCAL, ÁREA, SETOR, MÁQUINA, VEÍCULO OU FRENTE DE SERVIÇO]

TIPO DE OCORRÊNCIA: [ACIDENTE COM LESÃO/ACIDENTE SEM AFASTAMENTO/INCIDENTE/QUASE ACIDENTE/DANO MATERIAL/OUTRO]

ATIVIDADE EXECUTADA NO MOMENTO DA OCORRÊNCIA: [DESCREVER A ATIVIDADE]

EQUIPAMENTOS, FERRAMENTAS, VEÍCULOS OU MATERIAIS ENVOLVIDOS: [DESCREVER OU INFORMAR NÃO APLICÁVEL]


4. DESCRIÇÃO OBJETIVA DOS FATOS

DESCREVA, EM ORDEM CRONOLÓGICA, O QUE OCORREU ANTES, DURANTE E APÓS A OCORRÊNCIA. INFORME AS CONDIÇÕES OBSERVADAS NO LOCAL, A ATIVIDADE QUE ESTAVA SENDO REALIZADA, A FORMA COMO O EVENTO SE DESENVOLVEU E AS MEDIDAS IMEDIATAS ADOTADAS. REGISTRE APENAS FATOS OBSERVADOS OU INFORMAÇÕES ATRIBUÍDAS A QUEM AS PRESTOU:

[DESCRIÇÃO DETALHADA E OBJETIVA DOS FATOS]


5. LESÃO, DANO E ATENDIMENTO PRESTADO

HOUVE LESÃO APARENTE? [SIM/NÃO]

DESCRIÇÃO DA LESÃO APARENTE OU QUEIXA RELATADA: [DESCREVER OU INFORMAR NÃO HOUVE]

PARTE DO CORPO ATINGIDA, SE APLICÁVEL: [INFORMAR]

HOUVE DANO MATERIAL? [SIM/NÃO]

DESCRIÇÃO DO DANO MATERIAL: [DESCREVER OU INFORMAR NÃO HOUVE]

PRIMEIROS SOCORROS OU ATENDIMENTO IMEDIATO: [DESCREVER OU INFORMAR NÃO APLICÁVEL]

ENCAMINHAMENTO REALIZADO: [UNIDADE DE SAÚDE/RESPONSÁVEL/OUTRO/ NÃO APLICÁVEL]

AFASTAMENTO INFORMADO NO MOMENTO DO REGISTRO: [SIM/NÃO/NÃO DEFINIDO]


6. PROVIDÊNCIAS IMEDIATAS ADOTADAS

REGISTRE AS MEDIDAS TOMADAS PARA PROTEGER AS PESSOAS, EVITAR NOVA OCORRÊNCIA E PRESERVAR AS INFORMAÇÕES RELEVANTES, COMO ISOLAMENTO DA ÁREA, SUSPENSÃO DO USO DE EQUIPAMENTO, SINALIZAÇÃO, COMUNICAÇÃO À GESTÃO, SUBSTITUIÇÃO DE MATERIAL OU OUTRA PROVIDÊNCIA:

[DESCREVER PROVIDÊNCIAS IMEDIATAS]


7. TESTEMUNHAS E PESSOAS OUVIDAS

TESTEMUNHA 1 — NOME COMPLETO: [NOME COMPLETO] | CPF: [CPF] | FUNÇÃO: [FUNÇÃO] | CONTATO: [TELEFONE OU E-MAIL]

RELATO RESUMIDO: [RELATO DA TESTEMUNHA]


TESTEMUNHA 2 — NOME COMPLETO: [NOME COMPLETO] | CPF: [CPF] | FUNÇÃO: [FUNÇÃO] | CONTATO: [TELEFONE OU E-MAIL]

RELATO RESUMIDO: [RELATO DA TESTEMUNHA]


OUTRAS PESSOAS OUVIDAS E RESUMO DAS INFORMAÇÕES: [NOMES, FUNÇÕES E RELATOS, SE HOUVER]


8. EVIDÊNCIAS E DOCUMENTOS ANALISADOS

ASSINALE E DESCREVA AS EVIDÊNCIAS DISPONÍVEIS: [FOTOGRAFIAS DO LOCAL] [REGISTRO DE MANUTENÇÃO] [PROCEDIMENTO OPERACIONAL] [TREINAMENTO] [ORDEM DE SERVIÇO] [REGISTRO DE ENTREGA DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO] [RELATO ESCRITO] [OUTRO].

DETALHAMENTO DAS EVIDÊNCIAS E LOCAL DE ARQUIVAMENTO: [DESCREVER]


9. ANÁLISE PRELIMINAR DAS CAUSAS E FATORES CONTRIBUINTES

CONDIÇÕES DO AMBIENTE: [ILUMINAÇÃO, PISO, ORGANIZAÇÃO, SINALIZAÇÃO, ESPAÇO, RUIDO, TEMPERATURA, OUTRAS]

CONDIÇÕES DE EQUIPAMENTOS OU FERRAMENTAS: [DESCREVER]

PROCEDIMENTOS E TREINAMENTO: [DESCREVER]

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO, SUPERVISÃO OU COMUNICAÇÃO: [DESCREVER]

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL OU COLETIVA: [DESCREVER]

CAUSAS IMEDIATAS IDENTIFICADAS: [DESCREVER]

FATORES CONTRIBUINTES OU CAUSAS SUBJACENTES: [DESCREVER]

CONCLUSÃO PRELIMINAR: [APRESENTAR CONCLUSÃO OBJETIVA, SEM ATRIBUIÇÃO AUTOMÁTICA DE CULPA]


10. PLANO DE AÇÃO PREVENTIVA E CORRETIVA

AÇÃO 1: [DESCREVER A MEDIDA]

RESPONSÁVEL: [NOME COMPLETO E FUNÇÃO] | PRAZO: [DIA] de [MÊS] de [ANO] | STATUS: [PENDENTE/EM ANDAMENTO/CONCLUÍDA]


AÇÃO 2: [DESCREVER A MEDIDA]

RESPONSÁVEL: [NOME COMPLETO E FUNÇÃO] | PRAZO: [DIA] de [MÊS] de [ANO] | STATUS: [PENDENTE/EM ANDAMENTO/CONCLUÍDA]


AÇÃO 3: [DESCREVER A MEDIDA]

RESPONSÁVEL: [NOME COMPLETO E FUNÇÃO] | PRAZO: [DIA] de [MÊS] de [ANO] | STATUS: [PENDENTE/EM ANDAMENTO/CONCLUÍDA]


11. VERIFICAÇÃO DE EFICÁCIA E ENCERRAMENTO

DATA DA VERIFICAÇÃO: [DIA] de [MÊS] de [ANO]

MEDIDAS IMPLEMENTADAS: [DESCREVER]

RESULTADO DA VERIFICAÇÃO: [EFICAZ/PARCIALMENTE EFICAZ/NÃO EFICAZ/EM ACOMPANHAMENTO]

OBSERVAÇÕES FINAIS: [DESCREVER]


DECLARO QUE AS INFORMAÇÕES DESTA FICHA FORAM REGISTRADAS COM BASE NOS ELEMENTOS DISPONÍVEIS NO MOMENTO DA APURAÇÃO. ESTE DOCUMENTO POSSUI FINALIDADE INTERNA DE REGISTRO E PREVENÇÃO, SEM PREJUÍZO DE OUTRAS PROVIDÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, TRABALHISTAS, PREVIDENCIÁRIAS OU LEGAIS QUE POSSAM SER CABÍVEIS.


[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].


________________________________________

[NOME COMPLETO DA PESSOA RESPONSÁVEL PELA INVESTIGAÇÃO]

CPF: [CPF] | FUNÇÃO: [FUNÇÃO]


________________________________________

[NOME COMPLETO DO GESTOR OU REPRESENTANTE DA EMPRESA]

CPF: [CPF] | FUNÇÃO: [FUNÇÃO]


________________________________________

[NOME COMPLETO DA PESSOA ENVOLVIDA]

CPF: [CPF]


________________________________________

[NOME COMPLETO DA TESTEMUNHA 1]

CPF: [CPF]


________________________________________

[NOME COMPLETO DA TESTEMUNHA 2]

CPF: [CPF]

Modo leitura

Tipos e variações da ficha de investigação

Não existe um único formato adequado para todas as organizações. O nível de detalhamento precisa acompanhar o risco da atividade, a gravidade da ocorrência e a estrutura da empresa. Um pequeno comércio pode usar formulário mais objetivo, enquanto atividades industriais, de transporte, construção ou manipulação de produtos perigosos costumam exigir análise mais aprofundada.

Ficha simplificada para pequenas empresas

É indicada para ocorrências de menor complexidade e para negócios que precisam organizar seus primeiros controles internos. Deve manter, no mínimo, identificação, descrição, análise básica, ações e assinaturas. A simplicidade não autoriza a omissão de informações relevantes.

Ficha completa com plano de ação

Além dos campos básicos, inclui registro de evidências, causas imediatas e subjacentes, responsáveis, prazos, status das ações e validação final. É útil quando há necessidade de acompanhar medidas por mais tempo ou envolver mais de um setor.

Registro de incidente ou quase acidente

Nessa versão, a pessoa envolvida pode não ter sofrido lesão. O foco é documentar o potencial de dano e atuar preventivamente. Exemplos incluem queda de objeto sem atingir ninguém, derramamento controlado, quase colisão de veículo interno ou defeito identificado antes do uso de uma máquina.

Cuidados e erros comuns na investigação

A qualidade do documento depende mais da forma de investigar do que da quantidade de campos. Uma apuração séria busca evidências e considera o contexto de trabalho. O objetivo não é produzir justificativas, mas identificar oportunidades reais de controle do risco.

  • Culpar a pessoa de imediato: expressões como “falta de atenção” podem ocultar problemas de treinamento, ritmo de trabalho, equipamento ou organização.
  • Deixar de registrar quase acidentes: esses eventos são fontes valiosas de prevenção e podem indicar falhas antes de uma lesão grave.
  • Usar relatos vagos: substitua “ocorreu um acidente” por descrição cronológica, clara e verificável.
  • Não preservar evidências: sempre que seguro e pertinente, registre condições do local, equipamentos, sinalização e documentos relacionados.
  • Definir ações genéricas: “orientar os empregados” não basta; informe quem será orientado, sobre qual tema, por quem e até quando.
  • Não acompanhar prazos: ação sem responsável, prazo e confirmação de execução tende a não produzir resultado.
  • Expor dados sensíveis: evite circulação desnecessária de informações sobre saúde e mantenha o acesso restrito.

Também é recomendável manter a ficha em arquivo organizado, com controle de acesso e possibilidade de consulta por número de ocorrência. A empresa deve observar suas políticas internas de retenção documental e as obrigações específicas aplicáveis ao seu segmento.

Assinaturas, confidencialidade e valor do registro

As assinaturas demonstram ciência e participação, mas não significam necessariamente concordância com todas as conclusões. Se a pessoa envolvida ou uma testemunha discordar do relato, a divergência pode ser anotada no próprio documento ou em declaração anexa.

É prudente colher assinatura do responsável pela apuração, do gestor da área e, quando aplicável, da pessoa envolvida e das testemunhas. Em ambiente com estrutura de segurança e saúde no trabalho, a ficha pode ser encaminhada aos responsáveis internos competentes, respeitando a necessidade de acesso e a proteção dos dados.

A ficha também não substitui a análise jurídica de eventuais responsabilidades. Dependendo do caso, podem ser necessários documentos complementares, comunicação aos órgãos pertinentes, perícia, atendimento médico, revisão de procedimentos e orientação profissional especializada.

Perguntas frequentes sobre ficha de investigação de acidente

A ficha de investigação substitui a CAT?

Não. A ficha é um registro interno de apuração e prevenção. A Comunicação de Acidente de Trabalho tem finalidade própria e deve ser avaliada conforme as regras previdenciárias aplicáveis ao caso. Uma não elimina a necessidade da outra.

É preciso investigar acidente sem afastamento?

Sim, é recomendável. Acidentes sem afastamento e incidentes sem lesão podem revelar riscos que, se não forem corrigidos, poderão causar danos mais graves posteriormente.

Quem deve preencher a ficha?

A empresa pode designar o responsável pela investigação conforme sua estrutura. Em regra, devem participar pessoas que conheçam a atividade, o local e as condições da ocorrência. Quando houver profissionais especializados, seu apoio pode melhorar a qualidade técnica da análise.

O trabalhador é obrigado a assinar?

A assinatura costuma registrar ciência ou participação no relato, mas não deve ser usada para forçar concordância com conclusões. Havendo recusa, a empresa pode registrar esse fato de maneira objetiva, preferencialmente com a presença de testemunhas.

Por quanto tempo a ficha deve ser guardada?

O prazo pode variar conforme o tipo de documento, o setor de atuação, obrigações administrativas e eventual necessidade de defesa ou acompanhamento do caso. A empresa deve estabelecer uma política de guarda compatível com suas obrigações e buscar orientação técnica quando necessário.

Posso usar assinatura eletrônica na ficha?

Sim, desde que o meio adotado permita identificar os signatários e preserve a integridade do documento de modo adequado ao contexto. A escolha da solução deve considerar a política interna da empresa e o grau de confiabilidade necessário.

Como adaptar o modelo à realidade da empresa

Antes de utilizar o modelo editável desta página, revise os campos de identificação para incluir a razão social, o setor e a unidade de trabalho. Empresas com diferentes frentes operacionais podem acrescentar campos específicos, como número do equipamento, produto envolvido, ordem de serviço, turno, condições climáticas ou procedimento operacional aplicável.

Evite alterar o documento de modo a eliminar a análise de causas e o plano de ação. Esses dois blocos transformam o registro em uma ferramenta de prevenção. Se o caso envolver lesão relevante, risco grave, afastamento, conflito de versões ou possível repercussão trabalhista e previdenciária, procure apoio de profissional habilitado.

Referências

  1. Consolidação das Leis do Trabalho — CLT.
  2. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — Lei nº 13.709/2018.
  3. eSocial — Portal oficial.
  4. Instituto Nacional do Seguro Social — INSS.

Vídeo explicativo

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Sobre o autor

SB

Editor e curador de modelos de documentos

Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.

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