Modelo de due diligence para avaliar negócios com segurança
O modelo de due diligence ajuda pessoas e pequenas empresas a organizar a verificação de documentos, contratos, finanças, tributos e riscos antes de uma negociação. Entenda quando usar, quais informações incluir, como preencher e quais cuidados adotar.
Sumário
- 01 O que é um modelo de due diligence e para que serve
- 02 Quando usar a diligência prévia
- Situações frequentes
- 03 Base jurídica e limites da análise
- 04 O que não pode faltar no documento
- 05 Documentos e informações normalmente verificados
- Frentes de análise mais comuns
- 06 Modelo de Modelo de due diligence para avaliar negócios com segurança
- 07 Como preencher o modelo de due diligence
- 08 Tipos e variações de due diligence
- Due diligence societária
- Due diligence contratual e comercial
- Due diligence financeira, tributária e trabalhista
- Due diligence de dados e tecnologia
- 09 Cuidados e erros comuns
- 10 Como usar a conclusão na negociação do contrato
- 11 Perguntas frequentes
- O modelo de due diligence substitui a revisão de um advogado ou contador?
- Quem deve preencher o relatório?
- É obrigatório anexar todos os documentos ao relatório?
- Posso usar o mesmo modelo para contratar um fornecedor?
- A due diligence impede que surjam problemas depois do contrato?
- 12 Referências
- 13 Vídeo explicativo
- 14 Aviso importante
O modelo de due diligence é uma ferramenta prática para registrar a análise de documentos, informações e riscos antes de uma operação relevante. Ele pode ser usado na compra de uma empresa, na entrada de sócios, na contratação de fornecedores estratégicos, na aquisição de ativos ou em outras negociações que exijam decisão informada.
Para pessoas e pequenas empresas, a diligência prévia reduz improvisos e facilita a comparação entre o que foi informado na negociação e o que está comprovado por documentos. O material não substitui auditoria jurídica, contábil, tributária ou técnica quando ela for necessária, mas cria um roteiro objetivo para reunir evidências, apontar pendências e definir responsáveis.
O que é um modelo de due diligence e para que serve
Due diligence é uma expressão usada para descrever a investigação prévia e razoável de uma operação. Na prática, consiste em solicitar informações, conferir documentos, identificar passivos, registrar inconsistências e avaliar se existem condições para prosseguir, renegociar ou desistir do negócio.
O modelo de due diligence funciona como um relatório ou checklist estruturado. Ele reúne dados da parte analisada, define o escopo da verificação, lista os documentos recebidos, registra conclusões e indica providências. Assim, a negociação deixa de depender apenas de conversas, promessas ou arquivos dispersos.
Em uma compra e venda de participação societária, por exemplo, a análise costuma abranger atos constitutivos, contratos em vigor, dívidas, obrigações trabalhistas, regularidade fiscal, propriedade de ativos e processos judiciais. Em uma contratação de fornecedor, o foco pode ser a capacidade de entrega, a regularidade cadastral, as autorizações necessárias e os riscos de continuidade.
Quando usar a diligência prévia
Não existe uma única situação em que a diligência seja obrigatória para todas as partes. Porém, seu uso é recomendável sempre que a decisão envolva valores relevantes, obrigações continuadas, compartilhamento de dados, aquisição de bens ou assunção de riscos de terceiros.
Situações frequentes
- Compra, venda ou investimento em empresa, estabelecimento ou participação societária.
- Entrada, retirada ou reorganização de sócios.
- Aquisição de máquinas, imóveis, marcas, carteira de clientes ou outros ativos importantes.
- Contratação de fornecedor, parceiro comercial ou prestador essencial à atividade.
- Formalização de franquias, distribuição, representação comercial ou licenciamento.
- Operações que envolvam dados pessoais, tecnologia, propriedade intelectual ou acesso a informações confidenciais.
- Negociações em que a outra parte declara não possuir dívidas, processos ou restrições e essa afirmação precisa ser verificada.
Quanto maior a complexidade do negócio, mais importante é delimitar o escopo da análise. Um pequeno contrato de prestação de serviços pode exigir uma checagem cadastral simples. Já a aquisição de uma empresa pode exigir a atuação integrada de advogados, contadores, consultores financeiros e especialistas técnicos.
Base jurídica e limites da análise
A due diligence não é um contrato com estrutura única prevista em lei. Ela é uma etapa de avaliação que deve respeitar a boa-fé, a finalidade da negociação, a confidencialidade e as regras aplicáveis ao caso. Os documentos usados para concluir a análise podem incluir relatório, checklist, termo de recebimento, acordo de confidencialidade, declarações e garantias contratuais.
O Código Civil estabelece que os contratantes devem agir com probidade e boa-fé tanto na conclusão como na execução do contrato. Esse dever é especialmente relevante quando uma parte disponibiliza informações para que a outra avalie riscos e tome sua decisão.
“Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.”
Código Civil, art. 422
Para consultas e conferência do texto legal, utilize a versão oficial do Código Civil. Se a análise envolver cadastro, compartilhamento ou tratamento de dados pessoais de clientes, trabalhadores, representantes ou sócios, é necessário observar também os princípios e as bases legais aplicáveis da legislação de proteção de dados.
O relatório deve registrar fatos verificáveis, fontes consultadas e limites do trabalho realizado. Não é adequado afirmar que uma empresa está livre de riscos apenas porque determinados documentos foram entregues. A ausência de evidência em uma análise delimitada não equivale a garantia absoluta de inexistência de passivos.
O que não pode faltar no documento
Um bom relatório precisa permitir que outra pessoa compreenda o que foi analisado, quais documentos serviram de base, quais pontos continuam pendentes e qual é a recomendação final. O modelo editável desta página foi organizado para apoiar esse registro.
| Campo | Finalidade | Exemplo de registro |
|---|---|---|
| Identificação da operação | Delimitar o negócio avaliado | Aquisição de quotas, contratação de fornecedor ou compra de ativo |
| Partes envolvidas | Identificar quem presta e quem recebe as informações | Empresa analisada, interessado, representantes e consultores |
| Escopo | Definir áreas e período da verificação | Societário, contratual, fiscal, trabalhista, financeiro e dados |
| Documentos examinados | Demonstrar as fontes utilizadas | Contrato social, certidões, contratos, balanços e licenças |
| Achados e riscos | Registrar inconformidades ou incertezas | Contrato sem assinatura, débito declarado ou documento vencido |
| Providências e conclusão | Orientar a decisão e os próximos passos | Solicitar complemento, renegociar condição ou aprovar com ressalvas |
Além desses elementos, o documento deve informar a data de corte das informações. Certidões, demonstrativos e consultas podem se tornar desatualizados rapidamente. Portanto, indique até quando os dados foram considerados e se haverá atualização antes da assinatura do contrato principal.
Documentos e informações normalmente verificados
A lista de documentos depende do negócio. Não é eficiente pedir tudo indiscriminadamente, pois isso aumenta o custo da análise e dificulta a identificação do que realmente importa. Comece pelo risco que a operação apresenta e solicite evidências proporcionais a ele.
Frentes de análise mais comuns
- Societária: ato constitutivo, alterações, quadro societário, poderes de representação e autorizações internas.
- Contratual: contratos relevantes, prazos, cláusulas de exclusividade, multas, garantias, cessão e hipóteses de rescisão.
- Financeira: demonstrações, fluxo de caixa, empréstimos, garantias, contas a pagar e recebíveis.
- Fiscal e tributária: enquadramento tributário, declarações pertinentes, parcelamentos, notificações e certidões aplicáveis.
- Trabalhista e previdenciária: vínculos, prestadores, acordos, passivos conhecidos e obrigações relacionadas.
- Judicial e regulatória: processos informados, autos, notificações, licenças e autorizações ligadas à atividade.
- Proteção de dados e tecnologia: políticas, contratos com operadores, medidas de segurança e incidentes conhecidos.
Quando dados pessoais forem necessários, limite o acesso ao mínimo indispensável, estabeleça finalidade e controle quem receberá os arquivos. Para conhecer o texto legal aplicável, consulte a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Informações sensíveis ou excessivas não devem ser copiadas para o relatório sem necessidade.
Modelo editável
Modelo Editável Aqui
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RELATÓRIO DE DUE DILIGENCE
ANÁLISE PRÉVIA DE DOCUMENTOS E RISCOS
IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES E DA OPERAÇÃO
1. PARTE ANALISADA: [NOME EMPRESARIAL OU NOME COMPLETO], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL, SE PESSOA FÍSICA], [PROFISSÃO, SE PESSOA FÍSICA], inscrita no [CPF/CNPJ] sob nº [NÚMERO], com endereço em [ENDEREÇO COMPLETO], neste relatório denominada PARTE ANALISADA.
2. INTERESSADO NA OPERAÇÃO: [NOME EMPRESARIAL OU NOME COMPLETO], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL, SE PESSOA FÍSICA], [PROFISSÃO, SE PESSOA FÍSICA], inscrito no [CPF/CNPJ] sob nº [NÚMERO], com endereço em [ENDEREÇO COMPLETO], neste relatório denominado INTERESSADO.
3. RESPONSÁVEL PELO PREENCHIMENTO: [NOME COMPLETO], [CARGO OU QUALIFICAÇÃO], inscrito no [CPF] sob nº [NÚMERO], responsável pela consolidação das informações descritas neste relatório.
1. OBJETO E FINALIDADE DA ANÁLISE
1.1. O presente Relatório de Due Diligence tem por objeto registrar a análise prévia de documentos, informações, declarações e evidências relacionadas à seguinte operação: [DESCREVER A OPERAÇÃO, EX.: AQUISIÇÃO DE QUOTAS SOCIAIS, COMPRA DE ATIVO, CONTRATAÇÃO DE FORNECEDOR, PARCERIA COMERCIAL OU INVESTIMENTO].
1.2. A finalidade deste relatório é identificar documentos recebidos, informações pendentes, riscos observados, providências recomendadas e condições que poderão ser consideradas pelo INTERESSADO antes da formalização ou continuidade da operação.
1.3. Este relatório não constitui garantia de inexistência de passivos, dívidas, processos, irregularidades ou eventos futuros. As conclusões estão limitadas aos documentos e informações efetivamente disponibilizados, ao escopo definido e à data de corte indicada.
2. ESCOPO DA DUE DILIGENCE
2.1. A análise abrangerá, conforme aplicável à operação, os seguintes temas: [SOCietÁRIO], [CONTRATUAL], [FINANCEIRO], [FISCAL E TRIBUTÁRIO], [TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIO], [JUDICIAL], [REGULATÓRIO], [IMOBILIÁRIO], [PROPRIEDADE INTELECTUAL], [TECNOLOGIA], [PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS] e [OUTROS].
2.2. O período examinado compreende [DATA INICIAL] até [DATA FINAL], ressalvadas as informações cuja vigência, emissão ou disponibilidade seja distinta e esteja indicada em cada registro específico.
2.3. A data de corte das informações consideradas neste relatório é [DIA] de [MÊS] de [ANO]. Informações, fatos, atos ou documentos ocorridos, emitidos ou conhecidos após essa data deverão ser objeto de atualização própria.
3. DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES SOLICITADOS
3.1. Foram solicitados à PARTE ANALISADA, conforme a pertinência da operação, os seguintes documentos e informações: [CONTRATO SOCIAL OU ESTATUTO], [ALTERAÇÕES SOCIETÁRIAS], [DOCUMENTOS DE REPRESENTAÇÃO], [CONTRATOS RELEVANTES], [RELAÇÃO DE CLIENTES E FORNECEDORES ESTRATÉGICOS], [DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS], [INFORMAÇÕES SOBRE DÍVIDAS], [CERTIDÕES], [LICENÇAS], [RELAÇÃO DE PROCESSOS], [INFORMAÇÕES SOBRE EMPREGADOS E PRESTADORES], [POLÍTICAS DE DADOS] e [OUTROS DOCUMENTOS].
3.2. Cada documento recebido deverá ser identificado pelo nome do arquivo ou referência, data de emissão, período a que se refere, origem, responsável pelo envio e observação sobre seu estado de validade, integridade ou necessidade de complementação.
3.3. Documentos não entregues, ilegíveis, incompletos, sem assinatura quando necessária, vencidos ou divergentes de outras informações examinadas deverão ser registrados como pendência, com indicação do impacto potencial e da providência solicitada.
4. ANÁLISE SOCIETÁRIA E DE REPRESENTAÇÃO
4.1. Foram examinados os seguintes documentos societários ou de identificação: [DESCREVER DOCUMENTOS ANALISADOS].
4.2. A composição societária ou a titularidade informada pela PARTE ANALISADA é a seguinte: [DESCREVER SÓCIOS, ADMINISTRADORES, TITULARES OU REPRESENTANTES, CONFORME APLICÁVEL].
4.3. Quanto aos poderes de representação para assinatura da operação, foi verificado o seguinte: [DESCREVER PODERES, LIMITAÇÕES, NECESSIDADE DE APROVAÇÃO INTERNA OU DOCUMENTOS PENDENTES].
4.4. Achados e riscos societários identificados: [DESCREVER OU INFORMAR “NÃO FORAM IDENTIFICADOS ACHADOS RELEVANTES DENTRO DO ESCOPO E DOS DOCUMENTOS RECEBIDOS”].
5. ANÁLISE CONTRATUAL E COMERCIAL
5.1. Foram examinados os contratos considerados relevantes para a operação, incluindo, quando aplicável, contratos com clientes, fornecedores, parceiros, locadores, financiadores, distribuidores, representantes e prestadores de serviços.
5.2. Para cada contrato relevante, deverão ser considerados: objeto, prazo, valor, condições de reajuste, garantias, exclusividade, multa, hipóteses de rescisão, necessidade de consentimento de terceiros, impedimento de cessão e obrigações pendentes.
5.3. Contratos analisados e conclusão: [IDENTIFICAR CONTRATO, PARTES, DATA, VIGÊNCIA, PONTO RELEVANTE E CONCLUSÃO].
5.4. Achados e riscos contratuais identificados: [DESCREVER PENDÊNCIAS, RESTRIÇÕES, MULTAS, PRAZOS PRÓXIMOS DO ENCERRAMENTO OU OUTROS RISCOS].
6. ANÁLISE FINANCEIRA, FISCAL E TRIBUTÁRIA
6.1. Foram disponibilizados para análise os seguintes documentos financeiros, fiscais ou tributários: [DESCREVER DOCUMENTOS].
6.2. A PARTE ANALISADA informou as seguintes obrigações financeiras, empréstimos, garantias, parcelamentos, débitos ou contingências: [DESCREVER OU INFORMAR “NÃO INFORMADO”].
6.3. Quanto à situação fiscal e tributária, foram observados os seguintes pontos: [DESCREVER CERTIDÕES, REGIME TRIBUTÁRIO INFORMADO, PENDÊNCIAS OU LIMITAÇÕES DA ANÁLISE].
6.4. Achados e riscos financeiros, fiscais ou tributários identificados: [DESCREVER].
7. ANÁLISE TRABALHISTA, JUDICIAL E REGULATÓRIA
7.1. A PARTE ANALISADA apresentou as seguintes informações sobre empregados, prestadores, obrigações trabalhistas e previdenciárias: [DESCREVER].
7.2. Foram informados ou identificados os seguintes processos judiciais, administrativos, notificações, autos de infração ou procedimentos: [DESCREVER NÚMERO, ÓRGÃO, OBJETO, FASE PROCESSUAL, VALOR ENVOLVIDO QUANDO INFORMADO E SITUAÇÃO].
7.3. Quanto a licenças, autorizações, registros ou requisitos regulatórios necessários à atividade, foi verificado o seguinte: [DESCREVER].
7.4. Achados e riscos trabalhistas, judiciais ou regulatórios identificados: [DESCREVER].
8. PROTEÇÃO DE DADOS, TECNOLOGIA E CONFIDENCIALIDADE
8.1. Quando aplicável, foram examinadas informações sobre tratamento de dados pessoais, sistemas relevantes, contratos de tecnologia, controles de acesso, incidentes conhecidos e medidas de segurança descritas pela PARTE ANALISADA.
8.2. A análise considerou apenas os dados estritamente necessários à finalidade da operação. Dados pessoais não necessários não deverão ser inseridos neste relatório, devendo ser adotadas medidas de acesso restrito e guarda adequada dos documentos de suporte.
8.3. Achados e riscos relacionados a dados, tecnologia ou confidencialidade: [DESCREVER OU INFORMAR “NÃO APLICÁVEL”].
9. PENDÊNCIAS E PROVIDÊNCIAS RECOMENDADAS
9.1. As pendências identificadas nesta data são: [DESCREVER CADA PENDÊNCIA, O DOCUMENTO OU FATO RELACIONADO, O RESPONSÁVEL PELA RESPOSTA E O PRAZO SUGERIDO].
9.2. Para cada risco relevante, recomenda-se uma das seguintes providências, conforme o caso: solicitação de documento complementar, confirmação por escrito, regularização prévia, negociação de preço, previsão de garantia, condição para assinatura, retenção de valores, indenização contratual, consulta especializada ou encerramento da negociação.
9.3. Responsáveis pelas providências: [NOME DO RESPONSÁVEL] ficará responsável por [PROVIDÊNCIA], com prazo até [DATA]; [NOME DO RESPONSÁVEL] ficará responsável por [PROVIDÊNCIA], com prazo até [DATA].
10. CONCLUSÃO
10.1. Com base no escopo definido, nos documentos recebidos e nas limitações expressamente registradas, a conclusão preliminar desta due diligence é: [PROSSEGUIR COM A OPERAÇÃO], [PROSSEGUIR COM RESSALVAS E CONDIÇÕES], [SUSPENDER ATÉ A ENTREGA OU REGULARIZAÇÃO DAS PENDÊNCIAS] ou [NÃO PROSSEGUIR].
10.2. A presente conclusão não dispensa a análise técnica, jurídica, contábil, tributária, financeira ou regulatória que seja recomendável diante do porte, da complexidade ou dos riscos específicos da operação.
10.3. A decisão final do INTERESSADO deverá considerar este relatório, os documentos de suporte, as respostas às pendências e os termos que venham a ser negociados no instrumento contratual principal.
11. CONFIDENCIALIDADE E GUARDA
11.1. As informações e documentos utilizados nesta análise deverão ser tratados como confidenciais e utilizados exclusivamente para avaliação da operação descrita neste relatório, salvo obrigação legal, regulatória ou autorização expressa das partes envolvidas.
11.2. O acesso ao relatório e aos documentos de suporte será restrito às pessoas que necessitem conhecê-los para a finalidade da operação, observadas as medidas de segurança adequadas e as regras aplicáveis ao tratamento de dados pessoais.
[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].
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[NOME DO RESPONSÁVEL PELO RELATÓRIO]
CPF: [NÚMERO DO CPF]
[CARGO OU QUALIFICAÇÃO]
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[NOME DO REPRESENTANTE DA PARTE ANALISADA]
CPF: [NÚMERO DO CPF] | CNPJ: [NÚMERO DO CNPJ, SE APLICÁVEL]
[CARGO OU QUALIFICAÇÃO]
TESTEMUNHAS
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[NOME COMPLETO DA TESTEMUNHA 1]
CPF: [NÚMERO DO CPF]
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[NOME COMPLETO DA TESTEMUNHA 2]
CPF: [NÚMERO DO CPF]
Como preencher o modelo de due diligence
O preenchimento deve ser objetivo, cronológico e baseado em documentos identificáveis. Evite usar conclusões genéricas, como “situação regular”, sem dizer quais elementos foram conferidos. Se um arquivo não foi apresentado, registre a ausência e seu possível impacto.
- Identifique a operação. Informe qual negócio está em estudo, quem são as partes, qual ativo ou relação será avaliada e qual decisão a análise pretende apoiar.
- Defina o escopo e a data de corte. Indique as áreas abrangidas, o período dos documentos e as limitações expressas do trabalho.
- Liste os materiais recebidos. Registre nome, data, versão, origem e, se possível, o responsável pelo envio de cada documento relevante.
- Confira consistência e validade. Compare informações entre contrato social, contratos, certidões, demonstrativos e declarações. Verifique assinaturas, prazos e possíveis divergências.
- Classifique os achados. Descreva o fato, o documento de origem, o risco estimado e a providência sugerida. Diferencie pendência documental de irregularidade comprovada.
- Indique responsáveis e prazos. Defina quem deve entregar complemento, corrigir informação, negociar garantia ou aprovar exceção.
- Registre a conclusão. Informe se a recomendação é prosseguir, prosseguir com condições, suspender até complementação ou encerrar a negociação.
- Formalize ciência. Colha assinaturas ou aceite das pessoas responsáveis quando o relatório integrar a documentação interna ou contratual da operação.
O modelo editável desta página deve ser adaptado ao porte da operação. Uma lista muito ampla, sem análise efetiva, gera falsa sensação de segurança. Prefira um escopo claro, com evidências rastreáveis e providências viáveis.
Tipos e variações de due diligence
A estrutura pode mudar conforme o objetivo da negociação. Em vez de utilizar um formulário genérico para todos os casos, escolha os blocos de análise que correspondem ao risco concreto.
Due diligence societária
É indicada para entrada de sócio, investimento, compra de quotas ou aquisição de empresa. Examina atos societários, poderes dos administradores, participação dos sócios, restrições à transferência e deliberações necessárias.
Due diligence contratual e comercial
É útil para avaliar fornecedores, distribuidores, clientes relevantes ou parceiros. Seu foco recai sobre contratos estratégicos, obrigações de desempenho, reajustes, exclusividades, garantias e possibilidade de rescisão.
Due diligence financeira, tributária e trabalhista
Essa variação busca identificar obrigações que possam afetar preço, fluxo de caixa ou continuidade da operação. Requer cuidado técnico na leitura de documentos contábeis, fiscais e trabalhistas, especialmente quando houver passivos relevantes ou períodos extensos a examinar.
Due diligence de dados e tecnologia
É recomendada quando a empresa trata dados pessoais, usa plataformas digitais, desenvolve software ou depende de sistemas essenciais. Avalia, entre outros aspectos, contratos de tecnologia, controles de acesso, incidentes conhecidos e regras de tratamento de dados.
Cuidados e erros comuns
A diligência funciona melhor quando há organização e independência de análise. O objetivo não é acumular documentos, mas tomar uma decisão com base em fatos, riscos e condições negociais adequadas.
- Usar um escopo vago: sem delimitação, a equipe não sabe o que procurar nem quando o trabalho termina.
- Confiar apenas em declarações verbais: informações relevantes devem ser confirmadas por documentos, registros ou cláusulas de garantia.
- Confundir documento recebido com documento validado: o simples recebimento não comprova autenticidade, vigência ou suficiência.
- Ignorar a data de corte: uma certidão ou demonstrativo antigo pode não refletir a situação no momento da assinatura.
- Não registrar documentos ausentes: a pendência deve ficar explícita, assim como o risco de prosseguir sem a informação.
- Copiar dados pessoais desnecessários: o relatório deve conter apenas o necessário para sua finalidade.
- Deixar de transformar achados em ações: cada risco relevante precisa de responsável, prazo e tratamento definido.
- Tratar o relatório como garantia total: a análise possui limites e deve declarar as fontes e restrições adotadas.
Como usar a conclusão na negociação do contrato
Os resultados da diligência podem alterar preço, prazo, garantias, condições suspensivas ou obrigações pós-fechamento. Se houver uma dívida identificada, por exemplo, as partes podem negociar quitação prévia, retenção de parte do valor, indenização contratual ou outra solução juridicamente adequada ao negócio.
Quando a conclusão apontar risco relevante, documente a decisão tomada. A parte interessada pode optar por não seguir com a operação, pedir documentação complementar ou celebrar o contrato com cláusulas específicas de declaração, responsabilidade e prazo para regularização. A redação dessas cláusulas merece revisão jurídica, sobretudo em operações societárias, patrimoniais ou de valor significativo.
Também é recomendável guardar os documentos de suporte em ambiente organizado e com acesso controlado. O relatório deve remeter a cada evidência de maneira clara, para que a análise possa ser revisada se houver discussão posterior.
Perguntas frequentes
O modelo de due diligence substitui a revisão de um advogado ou contador?
Não. O modelo organiza a coleta e o registro das informações, mas questões jurídicas, tributárias, contábeis, trabalhistas ou financeiras complexas devem ser analisadas por profissionais habilitados conforme o caso.
Quem deve preencher o relatório?
O preenchimento pode ser feito pelo empresário, gestor, equipe administrativa ou consultor responsável pela operação. O ideal é que cada área confirme as informações sob sua responsabilidade e que os limites da análise sejam registrados.
É obrigatório anexar todos os documentos ao relatório?
Não necessariamente. O relatório pode listar e identificar os arquivos examinados, mantendo-os em pasta própria. Contudo, documentos decisivos, declarações ou evidências de pendências devem ser preservados de forma acessível e segura.
Posso usar o mesmo modelo para contratar um fornecedor?
Sim, desde que adapte o escopo. Em uma contratação de fornecedor, pode fazer mais sentido priorizar identificação, capacidade operacional, contratos, regularidade aplicável, histórico de entrega e proteção de informações do que analisar itens societários extensos.
A due diligence impede que surjam problemas depois do contrato?
Não. A finalidade é reduzir incertezas com base no que foi examinado. Podem existir fatos não informados, documentos incompletos ou eventos posteriores à data de corte. Por isso, o contrato principal pode prever declarações, garantias e mecanismos de proteção compatíveis com o risco.
Referências
Vídeo explicativo
Sobre o autor
Stefano Barcellos
Editor e curador de modelos de documentos
Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.