Modelo de Considerações Finais para Trabalhos Acadêmicos
O modelo de considerações finais ajuda a encerrar TCCs, artigos, relatórios e outros trabalhos acadêmicos com uma retomada objetiva dos objetivos, resultados, limites e possíveis desdobramentos. Veja quando usar, o que incluir e como personalizar o texto.
Sumário
- 01 O que são considerações finais e para que servem
- 02 Quando usar o modelo de considerações finais
- 03 Diferença entre introdução, desenvolvimento e conclusão
- 04 Elementos que não podem faltar no texto
- Retomada do objetivo e do problema
- Síntese dos principais achados
- Resposta ao problema de pesquisa
- Limitações e sugestões futuras
- 05 Passo a passo para preencher as considerações finais
- 06 Modelo de Modelo de Considerações Finais para Trabalhos Acadêmicos
- 07 Tipos de considerações finais conforme o trabalho
- Considerações finais para TCC e monografia
- Considerações finais para artigo científico
- Considerações finais para relatório de estágio
- Considerações finais para pesquisa aplicada
- 08 Cuidados e erros comuns ao concluir um trabalho acadêmico
- 09 Como deixar o encerramento mais claro e objetivo
- 10 Perguntas frequentes
- Considerações finais e conclusão são a mesma coisa?
- Posso citar autores nas considerações finais?
- Quantos parágrafos devem ter as considerações finais?
- É obrigatório mencionar limitações da pesquisa?
- Posso apresentar recomendações práticas?
- O modelo pode ser usado em qualquer curso?
- 11 Referências
- 12 Vídeo explicativo
- 13 Aviso importante
As considerações finais encerram um trabalho acadêmico ao retomar o caminho percorrido pela pesquisa e apresentar uma síntese coerente do que foi desenvolvido. Mais do que repetir capítulos ou resultados, esse trecho deve responder ao problema proposto, relacionar os achados aos objetivos e indicar o alcance das conclusões.
Um modelo de considerações finais facilita a organização dessa etapa, especialmente em TCCs, artigos científicos, relatórios, projetos de pesquisa e trabalhos escolares. O texto, porém, precisa ser adaptado ao tema, ao método utilizado, aos dados efetivamente obtidos e às orientações da instituição de ensino.
O que são considerações finais e para que servem
Considerações finais são a parte de encerramento de uma produção acadêmica. Nela, o autor sintetiza a contribuição do trabalho sem abrir discussões inteiramente novas, sem inserir dados que não foram analisados e sem transformar a conclusão em uma mera cópia da introdução.
Em geral, esse item permite demonstrar que a pesquisa seguiu uma linha lógica: partiu de um problema, definiu objetivos, utilizou procedimentos de pesquisa, examinou informações e chegou a conclusões compatíveis com o material estudado. Em trabalhos aplicados, também pode apresentar recomendações práticas relacionadas aos resultados.
A função não é declarar uma verdade absoluta sobre o tema. Uma boa conclusão delimita o que a pesquisa conseguiu demonstrar, reconhece eventuais restrições e aponta possibilidades de continuidade. Essa postura fortalece a qualidade acadêmica do texto e revela cuidado metodológico.
Quando usar o modelo de considerações finais
O modelo editável desta página pode ser utilizado quando o trabalho exigir uma seção de encerramento analítico. Ele é útil para organizar ideias, mas não substitui o conteúdo desenvolvido nos capítulos anteriores nem as regras do manual acadêmico da instituição.
É comum usar considerações finais nos seguintes documentos:
- TCCs, monografias e trabalhos de conclusão de curso;
- artigos científicos e artigos de revisão;
- relatórios de estágio, pesquisa, extensão ou atividades práticas;
- projetos de pesquisa já concluídos ou relatórios de resultados;
- dissertações, teses e trabalhos de disciplinas;
- estudos técnicos elaborados por profissionais, empreendedores ou equipes internas.
Antes de escrever, verifique se a instituição solicita o título “Conclusão”, “Considerações finais”, “Conclusões” ou outra denominação. Embora a finalidade seja semelhante, o regulamento pode estabelecer critérios específicos de extensão, formatação e conteúdo.
Diferença entre introdução, desenvolvimento e conclusão
Cada parte do trabalho cumpre uma função própria. Confundir essas etapas pode gerar repetição, falta de foco ou conclusões que não decorrem da pesquisa realizada. A conclusão deve dialogar com o que já foi apresentado, mantendo unidade textual.
| Parte do trabalho | Função principal | O que evitar |
|---|---|---|
| Introdução | Apresentar tema, problema, justificativa, objetivos e estrutura do estudo. | Antecipar conclusões sem análise. |
| Desenvolvimento | Expor referencial teórico, método, dados, análise e discussão. | Abandonar os objetivos definidos. |
| Considerações finais | Sintetizar os resultados e responder ao problema investigado. | Incluir argumentos ou fontes inéditas. |
| Referências | Identificar as obras e documentos efetivamente utilizados. | Listar materiais não citados no texto. |
Em especial, as considerações finais não são espaço para desenvolver um novo capítulo teórico. Se uma informação é indispensável para sustentar a conclusão, ela deve estar adequadamente apresentada e discutida no desenvolvimento.
Elementos que não podem faltar no texto
O conteúdo varia conforme o tipo de pesquisa, mas alguns elementos costumam ser essenciais para uma conclusão clara. O leitor deve entender qual questão orientou o estudo, o que foi apurado e quais são os limites da afirmação apresentada.
Retomada do objetivo e do problema
Comece retomando, de maneira reescrita e objetiva, o propósito da pesquisa. Informe se o objetivo geral foi alcançado e como os objetivos específicos contribuíram para essa resposta. Evite copiar a redação da introdução.
Síntese dos principais achados
Apresente os resultados mais relevantes, sem reproduzir todos os dados, tabelas ou citações. Se o trabalho foi bibliográfico, explique as conclusões construídas a partir da literatura consultada. Se houve pesquisa de campo, indique o que os dados analisados revelaram dentro do recorte adotado.
Resposta ao problema de pesquisa
A conclusão deve enfrentar diretamente a pergunta formulada no início do trabalho. A resposta pode ser parcial, condicionada ou limitada pelo método e pela amostra. O importante é que ela seja sustentada pelo desenvolvimento, e não por opinião isolada.
Limitações e sugestões futuras
Reconhecer limites não enfraquece o estudo. Pelo contrário, demonstra precisão. Podem ser mencionados limites de tempo, recorte geográfico, disponibilidade de fontes, tamanho da amostra ou método. Na sequência, apresente sugestões de novos estudos ou ações futuras que façam sentido para o tema.
“Não se incluem nas referências as fontes que não tenham sido citadas no texto.”
Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 6023
O princípio de coerência indicado para as referências também é útil na conclusão: toda afirmação final deve estar ligada ao conteúdo efetivamente tratado no trabalho. Não acrescente uma conclusão baseada em fonte, dado ou argumento que não tenha sido trabalhado antes.
Passo a passo para preencher as considerações finais
O modelo editável desta página traz campos entre colchetes para facilitar a personalização. Substitua-os apenas por informações verdadeiras e mantenha a linguagem compatível com o nível de formalidade exigido.
- Leia a introdução e os objetivos. Identifique o problema de pesquisa, o objetivo geral e os objetivos específicos que precisam ser retomados.
- Revise os resultados e a discussão. Selecione os achados mais importantes e descarte detalhes secundários que já foram explicados.
- Formule a resposta ao problema. Escreva uma resposta clara, proporcional ao método e às evidências obtidas.
- Relacione resultados e objetivos. Explique de que modo cada objetivo foi atendido, total ou parcialmente.
- Registre as limitações relevantes. Cite apenas restrições reais que possam afetar o alcance da análise.
- Indique desdobramentos. Sugira pesquisas, medidas ou análises futuras relacionadas diretamente ao estudo.
- Revise a coerência. Confirme que não há informação nova, contradição com o desenvolvimento ou promessa que o trabalho não cumpriu.
Uma revisão final de ortografia, concordância, citações e padronização também é indispensável. Quando o trabalho seguir normas institucionais ou padrões de apresentação, consulte as regras de formatação adotadas pela instituição e as normas técnicas aplicáveis.
Modelo editável
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho, intitulado [TÍTULO DO TRABALHO], foi desenvolvido por [NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A)], no âmbito do curso de [NOME DO CURSO], da instituição [NOME DA INSTITUIÇÃO], sob orientação de [NOME COMPLETO DO(A) ORIENTADOR(A)]. A pesquisa teve como tema [TEMA DA PESQUISA] e partiu do seguinte problema de pesquisa: [PERGUNTA OU PROBLEMA DE PESQUISA].
1. SÍNTESE DA FINALIDADE DO ESTUDO
Este trabalho teve como objetivo geral [DESCREVER O OBJETIVO GERAL]. Para alcançar essa finalidade, foram definidos os seguintes objetivos específicos: [OBJETIVO ESPECÍFICO 1]; [OBJETIVO ESPECÍFICO 2]; e [OBJETIVO ESPECÍFICO 3]. A investigação foi conduzida com o propósito de ampliar a compreensão sobre [DELIMITAÇÃO DO TEMA], considerando o contexto de [ÁREA, LOCAL, PÚBLICO, PERÍODO OU RECORTE ADOTADO].
A relevância do estudo está relacionada a [JUSTIFICATIVA DA IMPORTÂNCIA ACADÊMICA, SOCIAL, PROFISSIONAL OU CIENTÍFICA]. Ao abordar esse tema, buscou-se reunir informações, analisar evidências e construir uma reflexão fundamentada sobre [ASSUNTO CENTRAL], sem ultrapassar os limites definidos pelo objeto de estudo e pelos procedimentos empregados.
2. PROCEDIMENTOS ADOTADOS
Para o desenvolvimento da pesquisa, adotou-se a metodologia [TIPO DE PESQUISA: BIBLIOGRÁFICA, DOCUMENTAL, QUALITATIVA, QUANTITATIVA, ESTUDO DE CASO, PESQUISA DE CAMPO OU OUTRA]. Foram utilizados [DESCREVER FONTES, DOCUMENTOS, ENTREVISTAS, QUESTIONÁRIOS, BASES DE DADOS, OBSERVAÇÕES OU OUTROS INSTRUMENTOS], com análise realizada a partir de [DESCREVER CRITÉRIOS, MÉTODO OU PROCEDIMENTO DE ANÁLISE].
A escolha desses procedimentos permitiu examinar o problema proposto de forma compatível com os objetivos da pesquisa. O percurso metodológico também possibilitou organizar as informações obtidas, confrontá-las com o referencial utilizado e identificar aspectos relevantes para a compreensão de [TEMA OU FENÔMENO ANALISADO].
3. PRINCIPAIS RESULTADOS E ANÁLISE
A análise desenvolvida indicou que [APRESENTAR O PRINCIPAL RESULTADO OU ACHADO]. Verificou-se, ainda, que [APRESENTAR SEGUNDO RESULTADO RELEVANTE], o que demonstra [EXPLICAR O SIGNIFICADO DO RESULTADO]. Esses achados estão relacionados aos objetivos estabelecidos, pois evidenciam que [EXPLICAR COMO OS RESULTADOS RESPONDEM AOS OBJETIVOS].
No que se refere a [ASPECTO, VARIÁVEL OU QUESTÃO ESPECÍFICA], observou-se que [APRESENTAR RESULTADO CONCRETO]. Tal constatação permite compreender que [INTERPRETAÇÃO FUNDAMENTADA]. Quando comparados ao referencial teórico e às fontes analisadas, os resultados apontam para [SÍNTESE DA RELAÇÃO ENTRE A ANÁLISE E A LITERATURA CONSULTADA].
Também foi possível identificar que [TERCEIRO ACHADO, DIFICULDADE, PADRÃO OU CONTRASTE RELEVANTE]. Esse aspecto merece atenção porque [JUSTIFICAR A RELEVÂNCIA]. Assim, o estudo contribui para uma leitura mais clara de [TEMA], dentro do recorte definido e das condições em que a pesquisa foi realizada.
4. RESPOSTA AO PROBLEMA DE PESQUISA
Com base no percurso realizado, conclui-se que o problema de pesquisa — [REPETIR A PERGUNTA OU PROBLEMA DE FORMA RESUMIDA] — pode ser respondido da seguinte forma: [APRESENTAR A RESPOSTA FUNDAMENTADA]. Essa conclusão decorre da análise de [INDICAR, DE FORMA SINTÉTICA, AS EVIDÊNCIAS, FONTES OU DADOS QUE SUSTENTAM A RESPOSTA].
Os resultados demonstram que [SÍNTESE FINAL DA CONCLUSÃO]. Contudo, essa afirmação deve ser compreendida de acordo com os limites do estudo, especialmente quanto a [RECORTE, AMOSTRA, PERÍODO, LOCAL, FONTES OU OUTRA DELIMITAÇÃO]. Portanto, não se pretende generalizar as conclusões para situações que não tenham sido examinadas nesta pesquisa.
5. ALCANCE DOS OBJETIVOS
Considera-se que o objetivo geral foi [ALCANÇADO, PARCIALMENTE ALCANÇADO OU OUTRA SITUAÇÃO JUSTIFICADA], uma vez que [EXPLICAR A RAZÃO]. O objetivo específico relacionado a [OBJETIVO ESPECÍFICO 1] foi atendido por meio de [EXPLICAR COMO FOI ATENDIDO]. Da mesma forma, o objetivo referente a [OBJETIVO ESPECÍFICO 2] foi desenvolvido a partir de [EXPLICAR COMO FOI ATENDIDO].
Quanto ao objetivo de [OBJETIVO ESPECÍFICO 3], verificou-se que [EXPLICAR O RESULTADO OBTIDO]. Caso algum objetivo não tenha sido integralmente alcançado, registrar: [INFORMAR O OBJETIVO PARCIALMENTE ATENDIDO E JUSTIFICAR DE FORMA OBJETIVA]. Essa avaliação reforça a necessidade de manter coerência entre o planejamento inicial, o desenvolvimento do estudo e as conclusões apresentadas.
6. LIMITAÇÕES DO ESTUDO
A pesquisa apresentou limitações relacionadas a [DESCREVER LIMITAÇÃO: TEMPO, ACESSO A DADOS, NÚMERO DE PARTICIPANTES, RECORTE GEOGRÁFICO, DISPONIBILIDADE DE FONTES, MÉTODO OU OUTRA]. Tais aspectos não invalidam a análise realizada, mas delimitam o alcance dos resultados e devem ser considerados na interpretação das conclusões.
Além disso, [DESCREVER OUTRA LIMITAÇÃO RELEVANTE, SE HOUVER]. O reconhecimento dessas condições é importante para garantir transparência acadêmica e para evitar interpretações que extrapolem o objeto examinado. As conclusões deste trabalho devem, portanto, ser lidas à luz do recorte e dos procedimentos adotados.
7. SUGESTÕES PARA ESTUDOS E AÇÕES FUTURAS
Como possibilidade de continuidade, recomenda-se que pesquisas futuras investiguem [SUGESTÃO DE NOVO TEMA, GRUPO, REGIÃO, MÉTODO OU VARIÁVEL]. Também pode ser relevante aprofundar a análise de [ASPECTO AINDA NÃO EXPLORADO], especialmente para compreender [FINALIDADE DA NOVA INVESTIGAÇÃO].
No campo prático, os resultados podem contribuir para [INDICAR POSSÍVEL APLICAÇÃO EM EMPRESAS, INSTITUIÇÕES, COMUNIDADES, SERVIÇOS OU POLÍTICAS], desde que sejam consideradas as particularidades de cada contexto. Sugere-se que eventuais medidas sejam planejadas com base em dados atualizados, avaliação técnica e participação dos envolvidos.
8. ENCERRAMENTO
Em síntese, o presente trabalho permitiu compreender que [RETOMAR A PRINCIPAL CONCLUSÃO EM UMA OU DUAS FRASES]. A pesquisa reforça a importância de [APONTAR A CONTRIBUIÇÃO PRINCIPAL DO ESTUDO] e oferece elementos para reflexões acadêmicas e práticas sobre [TEMA]. Espera-se que este estudo contribua para o debate e incentive novas análises comprometidas com a qualidade das informações, a ética na pesquisa e a coerência entre objetivos, método e resultados.
[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].
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[NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A)]
[CURSO] – [NOME DA INSTITUIÇÃO]
Tipos de considerações finais conforme o trabalho
Não existe uma fórmula única. A estrutura deve acompanhar o objetivo e o método do documento. A seguir, veja variações frequentes e como adequá-las.
Considerações finais para TCC e monografia
Em TCCs e monografias, é comum retomar o problema, explicar o alcance dos objetivos, sintetizar os capítulos e registrar limitações. Como esses trabalhos geralmente têm maior extensão, a conclusão pode conter mais de um parágrafo, desde que mantenha objetividade.
Considerações finais para artigo científico
Em artigo, a conclusão costuma ser mais concisa. O texto deve destacar a contribuição central do estudo, sua relação com a questão investigada e, se pertinente, recomendações de pesquisa. Atenção às regras da revista, congresso ou instituição, que podem prever seção própria de conclusão.
Considerações finais para relatório de estágio
Nos relatórios de estágio, o encerramento deve relacionar atividades desenvolvidas, competências mobilizadas, aprendizados e contribuições da experiência para a formação. Evite avaliações genéricas; mencione situações e resultados que tenham sido efetivamente observados.
Considerações finais para pesquisa aplicada
Em pesquisas voltadas a empresas, comunidades ou serviços, a conclusão pode incluir recomendações práticas. Ainda assim, toda proposta deve decorrer dos dados coletados e da análise realizada. Recomendações sem fundamento prejudicam a credibilidade do documento.
Cuidados e erros comuns ao concluir um trabalho acadêmico
A etapa final exige síntese, mas não deve simplificar indevidamente a pesquisa. Alguns problemas são recorrentes e podem ser evitados com planejamento e revisão cuidadosa.
- Copiar a introdução: retome objetivos e problema com nova redação e acrescente a resposta construída no estudo.
- Inserir dados novos: informações inéditas devem ser discutidas antes, no desenvolvimento.
- Fazer afirmações absolutas: respeite o recorte, a metodologia e os limites da pesquisa.
- Ignorar resultados contrários à hipótese: apresente-os com transparência e explique seu significado.
- Usar frases genéricas: expressões como “o tema é importante” precisam ser conectadas a resultados concretos.
- Confundir sugestão com obrigação: recomendações devem ser apresentadas como propostas justificadas, não como certezas sem base.
- Não seguir o manual institucional: confirme título da seção, extensão, formatação e exigências do curso.
Também é importante preservar a autoria. O uso de modelos serve como apoio estrutural, não como substituição da pesquisa, da redação própria ou da análise crítica. Adapte o conteúdo ao seu trabalho e mantenha as citações e referências em conformidade com as fontes consultadas.
Como deixar o encerramento mais claro e objetivo
Uma conclusão eficiente usa linguagem direta e evita excesso de adjetivos. Prefira verbos que descrevam o que o estudo fez: “analisou”, “identificou”, “verificou”, “indicou”, “permitiu compreender” e “sugere”. Escolha o verbo de acordo com o grau de evidência alcançado.
Também ajuda construir uma sequência lógica: primeiro, apresente a finalidade do estudo; depois, sintetize os achados; em seguida, responda ao problema; por fim, trate das limitações e perspectivas. Essa ordem reduz repetições e facilita a leitura.
Para aprofundar a consulta de materiais jurídicos, normativos e legislativos brasileiros durante a elaboração de pesquisas, é possível utilizar a base oficial LexML Brasil. Quando o tema envolver direitos, políticas públicas ou normas constitucionais, a leitura do texto da Constituição Federal pode contribuir para a conferência da fonte primária.
Perguntas frequentes
Considerações finais e conclusão são a mesma coisa?
Na prática acadêmica, os termos muitas vezes designam a seção que encerra o trabalho. A diferença pode depender do manual da instituição ou do tipo de pesquisa. “Considerações finais” costuma indicar uma síntese aberta a limites e novos estudos, enquanto “conclusão” pode ter redação mais assertiva. Siga a nomenclatura exigida pelo curso.
Posso citar autores nas considerações finais?
Sim, desde que a citação seja necessária e o autor já tenha sido trabalhado adequadamente no texto. Porém, a conclusão geralmente privilegia a síntese da análise do próprio pesquisador. Evite introduzir novas referências apenas para preencher a seção.
Quantos parágrafos devem ter as considerações finais?
Não há um número universal. A extensão deve ser suficiente para retomar objetivos, resultados, resposta ao problema, limites e perspectivas sem repetir o desenvolvimento. Em trabalhos mais curtos, poucos parágrafos bem organizados podem bastar; em TCCs, a seção pode ser mais ampla.
É obrigatório mencionar limitações da pesquisa?
Nem todo regulamento exige esse item de forma expressa, mas mencioná-lo costuma ser recomendável quando há fatores que delimitam a interpretação dos resultados. A apresentação deve ser objetiva e honesta, sem desqualificar indevidamente o próprio trabalho.
Posso apresentar recomendações práticas?
Sim, sobretudo em relatórios, estudos aplicados e pesquisas voltadas a problemas concretos. As recomendações devem estar vinculadas aos resultados e não podem extrapolar o que a pesquisa permite afirmar.
O modelo pode ser usado em qualquer curso?
O modelo editável desta página oferece uma estrutura geral aplicável a diversas áreas. Antes de finalizar, adapte vocabulário, método, exigências de normalização e orientações específicas da instituição, do orientador ou da publicação acadêmica.
Referências
- Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil.
- LexML Brasil. Rede de informação legislativa e jurídica.
- Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6023: informação e documentação — referências — elaboração.
Vídeo explicativo
Sobre o autor
Stefano Barcellos
Editor e curador de modelos de documentos
Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.