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Modelo de Demonstração de Resultados para Pequenas Empresas

Entenda como preparar uma demonstração de resultados para acompanhar receitas, custos, despesas e lucro ou prejuízo. Veja os elementos indispensáveis, o passo a passo de preenchimento, variações do relatório, cuidados de conferência e um modelo editável para pequenas empresas.

Publicado em 14 min de leitura
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Modelo de Demonstração de Resultados para Pequenas Empresas
Sumário
  1. 01 O que é uma demonstração de resultados e para que serve
  2. 02 Quando usar o modelo de demonstração de resultados
  3. 03 Informações que não podem faltar no relatório
  4. 04 Estrutura básica da demonstração de resultados
  5. Receita bruta e deduções
  6. Custos e resultado bruto
  7. Despesas, outras receitas e resultado
  8. 05 Como preencher o modelo editável desta página
  9. 06 Modelo de Modelo de Demonstração de Resultados para Pequenas Empresas
  10. 07 Tipos e variações mais comuns
  11. Demonstração mensal simplificada
  12. Demonstração gerencial por centro de resultado
  13. Demonstração contábil do exercício
  14. 08 Cuidados e erros comuns ao elaborar a DRE
  15. 09 Como usar a demonstração de resultados na gestão
  16. 10 Perguntas frequentes
  17. Quem pode elaborar uma demonstração de resultados?
  18. A demonstração de resultados substitui o fluxo de caixa?
  19. Posso incluir retirada dos sócios como despesa?
  20. Qual é a frequência ideal para preparar a DRE?
  21. Uma empresa sem faturamento precisa fazer o relatório?
  22. O modelo serve para qualquer atividade?
  23. 11 Referências
  24. 12 Vídeo explicativo
  25. 13 Aviso importante

O modelo de demonstração de resultados ajuda a transformar os registros financeiros de uma empresa em uma visão organizada do desempenho do negócio. Por meio dele, é possível identificar se as operações geraram lucro ou prejuízo em determinado período, observando receitas, custos, despesas e demais valores que afetam o resultado.

Para pessoas empreendedoras e pequenas empresas, esse relatório é uma ferramenta prática de gestão. Ele não substitui a escrituração contábil quando ela for exigida, mas pode apoiar decisões diárias, como ajustar preços, reduzir gastos, avaliar margens e planejar investimentos. O modelo editável desta página foi estruturado para facilitar essa organização inicial.

O que é uma demonstração de resultados e para que serve

A demonstração de resultados, frequentemente chamada de DRE, é um relatório que apresenta a formação do resultado econômico de uma atividade em um período definido. Em linguagem simples, ela parte das vendas ou receitas e desconta custos, despesas, tributos e outras ocorrências para indicar o lucro ou o prejuízo.

O documento é diferente do fluxo de caixa. O fluxo de caixa mostra entradas e saídas de dinheiro conforme os pagamentos e recebimentos acontecem. Já a demonstração de resultados procura evidenciar o desempenho do período a que os fatos pertencem. Uma venda faturada em um mês, por exemplo, pode integrar o resultado daquele mês mesmo que seja recebida depois, conforme o critério adotado pela empresa e sua contabilidade.

Em empresas obrigadas à escrituração contábil, a elaboração das demonstrações deve observar as regras aplicáveis e a orientação profissional. O Código Civil determina que o empresário e a sociedade empresária devem manter sistema de contabilidade e levantar anualmente balanço patrimonial e de resultado econômico. Consulte o texto do Código Civil brasileiro para conhecer a base legal.

“O balanço de resultado econômico, ou demonstração da conta de lucros e perdas, acompanhará o balanço patrimonial e dele constarão crédito e débito...”

Código Civil, art. 1.189

Quando usar o modelo de demonstração de resultados

O relatório pode ser preparado mensalmente para acompanhamento gerencial, trimestralmente para reuniões de sócios ou anualmente em apoio ao fechamento do exercício. Quanto menor for o intervalo de análise, mais rapidamente a empresa tende a perceber mudanças nas margens e nos gastos.

O modelo é especialmente útil nas seguintes situações:

  • acompanhar se a operação principal está gerando resultado suficiente;
  • comparar receitas e despesas entre períodos;
  • avaliar a necessidade de rever preços, descontos ou comissões;
  • identificar custos que cresceram acima das vendas;
  • preparar informações preliminares para contador, sócios ou gestores;
  • organizar dados antes de buscar crédito, investimento ou parceria comercial.

Para o microempreendedor individual, profissional autônomo ou pequeno negócio sem estrutura contábil interna, o documento pode funcionar como um painel de gestão. Ainda assim, obrigações fiscais, declarações e demonstrações formais devem ser verificadas com contador habilitado, pois variam conforme a atividade, o porte e o regime tributário.

Informações que não podem faltar no relatório

Uma demonstração de resultados precisa ser clara, comparável e baseada em documentos verificáveis. O primeiro cuidado é informar o nome do negócio e o período abrangido. Em seguida, os valores devem ser agrupados de modo coerente, sem misturar retiradas pessoais, investimentos dos sócios e despesas operacionais.

CampoO que registrarPor que é importante
IdentificaçãoNome empresarial ou nome do negócio, CPF ou CNPJ e período analisadoDefine a quem pertencem os dados e qual intervalo foi avaliado
Receita brutaVendas de produtos, mercadorias ou serviços antes das deduçõesMostra o volume total da atividade principal
Deduções da receitaDevoluções, descontos incondicionais, tributos e cancelamentos, quando aplicáveisPermite chegar à receita líquida de forma transparente
CustosGastos diretamente relacionados ao que foi vendido ou prestadoAjuda a calcular a margem bruta do negócio
Despesas operacionaisAluguel, marketing, salários, serviços, tarifas e gastos administrativosEvidencia o custo de manter a operação funcionando
Resultado finalLucro ou prejuízo após os grupos de receitas e despesasResume o desempenho econômico do período

Também é recomendável manter uma pasta física ou digital com notas fiscais, recibos, extratos, contratos, comprovantes de pagamento, relatórios de vendas e outros documentos que sustentem cada lançamento. A organização facilita a conferência e reduz a chance de erros.

Estrutura básica da demonstração de resultados

Uma estrutura simples permite que o leitor acompanhe a formação do resultado sem dificuldade. Nem toda empresa utilizará todos os itens, mas a ordem lógica deve ser preservada. A classificação correta dos gastos é mais relevante do que a quantidade de linhas do relatório.

Receita bruta e deduções

A receita bruta reúne os valores das vendas e prestações de serviços antes das reduções pertinentes. Das receitas brutas podem ser deduzidos, conforme o caso, cancelamentos, devoluções, descontos incondicionais e tributos incidentes sobre a venda. O resultado dessa etapa é a receita líquida.

Custos e resultado bruto

Os custos estão ligados diretamente à entrega do produto ou serviço. Para uma loja, podem incluir aquisição das mercadorias vendidas, frete de compra e outros componentes diretamente atribuíveis. Para uma prestadora de serviços, podem abranger materiais aplicados e mão de obra diretamente relacionada ao atendimento, de acordo com a organização adotada.

Ao subtrair os custos da receita líquida, chega-se ao resultado bruto. Esse indicador ajuda a avaliar a margem antes das despesas administrativas, comerciais e financeiras.

Despesas, outras receitas e resultado

As despesas operacionais mantêm a estrutura da empresa: aluguel, internet, publicidade, pró-labore quando adequadamente classificado, folha de pagamento, sistemas, honorários e tarifas, por exemplo. Receitas e despesas financeiras devem ser demonstradas separadamente quando relevantes, pois juros recebidos ou pagos podem alterar de forma importante o resultado.

O resultado final deve ser identificado como lucro ou prejuízo. Evite chamar de lucro um valor ainda sem a dedução de despesas conhecidas ou de obrigações vinculadas ao período.

Como preencher o modelo editável desta página

Antes de começar, defina o período do relatório e reúna os documentos correspondentes. Um modelo bem preenchido depende de dados consistentes. Se a empresa utiliza sistema de vendas, emissão fiscal ou planilha de controle, exporte os relatórios e faça a conferência com extratos e comprovantes.

  1. Identifique o negócio e o período. Informe razão social ou nome do empreendedor, CPF ou CNPJ, atividade principal e as datas inicial e final abrangidas pelo demonstrativo.
  2. Liste a receita bruta. Some as vendas de produtos, mercadorias e serviços do período. Mantenha categorias separadas se isso ajudar na análise.
  3. Registre as deduções. Lance devoluções, cancelamentos, descontos incondicionais e tributos incidentes sobre a receita, se aplicáveis à sua realidade.
  4. Apure a receita líquida. Subtraia as deduções da receita bruta e confira se os valores correspondem aos documentos de apoio.
  5. Classifique os custos diretos. Registre apenas os gastos diretamente ligados ao produto vendido ou ao serviço prestado. Não misture aqui despesas de administração.
  6. Calcule o resultado bruto. Diminua os custos da receita líquida. Compare a margem obtida com períodos anteriores, quando houver.
  7. Inclua as despesas operacionais. Organize despesas comerciais, administrativas, de pessoal e financeiras em grupos que façam sentido para o negócio.
  8. Apresente outras receitas e despesas. Registre eventos não recorrentes separadamente, com descrição suficiente para que não sejam confundidos com a atividade habitual.
  9. Determine o lucro ou prejuízo. Faça a soma e subtração final, revise as fórmulas e indique o responsável pela elaboração.
  10. Guarde a documentação. Arquive o demonstrativo com os documentos que comprovam os lançamentos e, quando necessário, encaminhe-o ao contador para validação técnica.

Modelo editável

Modelo Editável Aqui

Clique em “Editar documento” para preencher os campos entre colchetes. As alterações ficam salvas apenas neste navegador.

MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS


IDENTIFICAÇÃO DO NEGÓCIO

Nome empresarial ou nome do negócio: [NOME EMPRESARIAL OU NOME DO NEGÓCIO].

Razão social, se aplicável: [RAZÃO SOCIAL].

CPF/CNPJ: [CPF OU CNPJ].

Endereço: [RUA, NÚMERO, COMPLEMENTO, BAIRRO, CIDADE, UF E CEP].

Atividade principal: [DESCREVER A ATIVIDADE PRINCIPAL].

Período de apuração: de [DIA/MÊS/ANO] até [DIA/MÊS/ANO].


1. FINALIDADE DO DEMONSTRATIVO

O presente demonstrativo tem por finalidade apresentar, de forma organizada, as receitas, deduções, custos, despesas e demais eventos econômicos relacionados às atividades de [NOME DO NEGÓCIO] no período de apuração identificado neste documento. As informações devem ser preenchidas com base em documentos de suporte, tais como notas fiscais, recibos, contratos, relatórios de vendas, extratos, comprovantes de pagamento e registros internos.


2. RECEITA BRUTA

Receita bruta com venda de produtos ou mercadorias: R$ [VALOR].

Receita bruta com prestação de serviços: R$ [VALOR].

Outras receitas operacionais relacionadas à atividade principal: R$ [VALOR].

Total da receita bruta: R$ [VALOR POR EXTENSO] ([VALOR NUMÉRICO]).

Descrição complementar das receitas, se necessária: [DESCREVER ORIGEM, LINHA DE PRODUTO, SERVIÇO, PROJETO OU OUTRA INFORMAÇÃO RELEVANTE].


3. DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA

Devoluções e cancelamentos de vendas: R$ [VALOR].

Descontos incondicionais concedidos: R$ [VALOR].

Tributos incidentes sobre vendas ou serviços, quando aplicáveis: R$ [VALOR].

Outras deduções diretamente relacionadas à receita: R$ [VALOR].

Total das deduções da receita bruta: R$ [VALOR POR EXTENSO] ([VALOR NUMÉRICO]).

Observações sobre as deduções: [INFORMAR DOCUMENTOS, MOTIVOS DE CANCELAMENTO, DEVOLUÇÃO OU OUTROS ESCLARECIMENTOS].


4. RECEITA LÍQUIDA

A receita líquida do período corresponde ao total da receita bruta, no valor de R$ [VALOR], menos o total das deduções, no valor de R$ [VALOR], resultando em R$ [VALOR POR EXTENSO] ([VALOR NUMÉRICO]).


5. CUSTOS DIRETAMENTE RELACIONADOS À ATIVIDADE

Custo de aquisição de mercadorias, produtos ou insumos utilizados: R$ [VALOR].

Materiais aplicados diretamente na prestação de serviços: R$ [VALOR].

Fretes, armazenagem ou gastos diretamente vinculados à venda, quando aplicáveis: R$ [VALOR].

Mão de obra diretamente vinculada à produção ou ao serviço, quando aplicável: R$ [VALOR].

Outros custos diretos: R$ [VALOR].

Total dos custos diretos: R$ [VALOR POR EXTENSO] ([VALOR NUMÉRICO]).

Critério utilizado para identificação dos custos: [DESCREVER O CRITÉRIO UTILIZADO, COMO DOCUMENTOS DE COMPRA, RELATÓRIO DE ESTOQUE, ORDEM DE SERVIÇO OU OUTRO].


6. RESULTADO BRUTO

O resultado bruto do período corresponde à receita líquida de R$ [VALOR] menos os custos diretos de R$ [VALOR], totalizando R$ [VALOR POR EXTENSO] ([VALOR NUMÉRICO]).


7. DESPESAS OPERACIONAIS

Despesas com pessoal, pró-labore ou serviços contratados: R$ [VALOR].

Despesas com aluguel, condomínio, água, energia, internet e telefone: R$ [VALOR].

Despesas com publicidade, marketing, comissões e divulgação: R$ [VALOR].

Despesas administrativas, sistemas, materiais de escritório e honorários: R$ [VALOR].

Despesas com manutenção, transporte e deslocamentos: R$ [VALOR].

Tarifas bancárias, juros, multas e outras despesas financeiras: R$ [VALOR].

Outras despesas operacionais: R$ [VALOR].

Total das despesas operacionais: R$ [VALOR POR EXTENSO] ([VALOR NUMÉRICO]).

Observações sobre as despesas operacionais: [DESCREVER DESPESAS RELEVANTES, EXTRAORDINÁRIAS OU QUE EXIJAM EXPLICAÇÃO].


8. OUTRAS RECEITAS E OUTRAS DESPESAS

Outras receitas não relacionadas diretamente à atividade principal: R$ [VALOR].

Outras despesas não recorrentes ou não relacionadas diretamente à atividade principal: R$ [VALOR].

Descrição dos eventos registrados neste item: [DESCREVER A NATUREZA, A ORIGEM E OS DOCUMENTOS DE APOIO].


9. RESULTADO DO PERÍODO

Após a consideração da receita líquida, dos custos diretos, das despesas operacionais, das outras receitas e das outras despesas, o resultado apurado para o período é de R$ [VALOR POR EXTENSO] ([VALOR NUMÉRICO]), classificado como [LUCRO/PREJUÍZO].

Fórmula de conferência: resultado bruto de R$ [VALOR] menos despesas operacionais de R$ [VALOR], acrescido ou reduzido das outras receitas e despesas no valor líquido de R$ [VALOR], resultando no valor final de R$ [VALOR].


10. DECLARAÇÃO DE CONFERÊNCIA

Declaro que as informações deste demonstrativo foram reunidas com base nos registros e documentos disponíveis para o período indicado. Este documento possui finalidade gerencial e de organização financeira, devendo ser submetido à análise de profissional da contabilidade quando necessário para escrituração, obrigações fiscais, apresentação a terceiros ou emissão de demonstrações contábeis formais.


[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].


________________________________________

[NOME COMPLETO DO RESPONSÁVEL]

CPF/CNPJ: [CPF OU CNPJ]

Cargo/Função: [CARGO OU FUNÇÃO]


________________________________________

[NOME DO CONTADOR, SE APLICÁVEL]

CPF: [CPF]

CRC: [NÚMERO DO CRC, SE APLICÁVEL]

Modo leitura

Tipos e variações mais comuns

Não existe uma única apresentação gerencial adequada para todos os negócios. A variação deve respeitar o objetivo do relatório e a complexidade da operação. O essencial é manter o mesmo critério ao longo do tempo para permitir comparações úteis.

Demonstração mensal simplificada

Indicada para profissionais autônomos, MEIs e pequenos negócios com poucos lançamentos. Costuma apresentar receita, custos, despesas e resultado final. É útil para acompanhamento interno, desde que os documentos de apoio sejam mantidos organizados.

Demonstração gerencial por centro de resultado

Empresas com mais de uma loja, serviço, linha de produto ou projeto podem separar receitas e gastos por centro de resultado. Dessa maneira, conseguem identificar quais áreas contribuem mais para o lucro e quais exigem ajustes.

Demonstração contábil do exercício

A demonstração preparada para fins contábeis exige classificação técnica e integração com a escrituração da empresa. Esse trabalho deve ser alinhado com profissional da contabilidade. Para empreendedores enquadrados em regimes simplificados, é importante conferir as orientações oficiais aplicáveis no Portal do Empreendedor e com o contador responsável.

Cuidados e erros comuns ao elaborar a DRE

Um relatório perde utilidade quando os registros são incompletos ou quando os grupos são usados de forma inconsistente. A revisão mensal reduz erros acumulados e melhora a qualidade das decisões.

  • Confundir lucro com saldo bancário: dinheiro disponível em conta não é, necessariamente, resultado do período.
  • Misturar contas pessoais e empresariais: compras particulares, retiradas e transferências dos sócios devem ser tratadas com critério próprio.
  • Duplicar lançamentos: uma despesa paga por cartão e depois quitada na fatura não deve aparecer duas vezes.
  • Ignorar cancelamentos e devoluções: receitas que não se concretizaram distorcem a análise se permanecerem no total de vendas.
  • Registrar custos como despesas ou o contrário: isso dificulta a avaliação da margem bruta.
  • Não definir o período: comparar meses com datas de início e fim diferentes gera conclusões equivocadas.
  • Usar estimativas sem identificação: se houver valor provisório, sinalize-o e atualize o relatório após a confirmação.
  • Alterar critérios sem explicação: mudanças na forma de classificar gastos comprometem a comparação entre períodos.

Como usar a demonstração de resultados na gestão

Depois de preencher o documento, a análise deve ir além do lucro final. Compare a receita líquida com os custos, observe a participação das despesas sobre as vendas e identifique rubricas que cresceram de forma incomum. Uma queda de lucro pode ocorrer mesmo com aumento das vendas se os custos ou as despesas crescerem em ritmo maior.

Também é útil comparar o relatório com o orçamento e com a realidade do caixa. Se a demonstração aponta lucro, mas faltam recursos para pagar compromissos imediatos, pode haver descasamento entre prazos de recebimento e pagamento. Nesse caso, a empresa precisa analisar seu fluxo de caixa e suas condições de crédito, não concluir que o relatório está errado.

Para decisões relevantes, como distribuição de resultados, contratação de dívida, entrada de sócio ou alteração do regime tributário, utilize informações atualizadas e busque orientação contábil e jurídica conforme a necessidade.

Perguntas frequentes

Quem pode elaborar uma demonstração de resultados?

O próprio empreendedor pode montar um relatório gerencial para acompanhar o negócio. Contudo, demonstrações destinadas à escrituração contábil, a obrigações formais ou a finalidades que exijam responsabilidade técnica devem ser tratadas com contador habilitado.

A demonstração de resultados substitui o fluxo de caixa?

Não. A DRE mostra a formação do resultado econômico no período, enquanto o fluxo de caixa acompanha entradas e saídas financeiras. Os dois controles se complementam e devem ser analisados em conjunto.

Posso incluir retirada dos sócios como despesa?

É necessário distinguir corretamente pró-labore, distribuição de lucros, retiradas e adiantamentos. A classificação depende da natureza do valor e da estrutura da empresa. Para evitar erro contábil, confirme o tratamento com o contador.

Qual é a frequência ideal para preparar a DRE?

Para a maioria das pequenas empresas, a preparação mensal permite acompanhar mudanças com rapidez. Negócios com muitas transações podem precisar de relatórios semanais de apoio, sem prejuízo de um fechamento mensal mais completo.

Uma empresa sem faturamento precisa fazer o relatório?

Sim, se houve custos ou despesas no período, o demonstrativo evidencia o prejuízo e ajuda a mensurar o esforço necessário para manter a atividade. Se não houve movimentação, o relatório pode registrar a ausência de receitas e os gastos eventualmente existentes.

O modelo serve para qualquer atividade?

Ele serve como estrutura inicial para comércio, prestação de serviços e outras pequenas operações. Porém, negócios com estoque complexo, indústria, construção, atividades reguladas ou regras específicas podem precisar de contas adicionais e acompanhamento técnico especializado.

Referências

  1. Código Civil — Lei nº 10.406/2002.
  2. Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte — Lei Complementar nº 123/2006.
  3. Receita Federal do Brasil.
  4. Portal do Empreendedor.

Vídeo explicativo

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Sobre o autor

SB

Editor e curador de modelos de documentos

Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.

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