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Modelo de documento de arquitetura de software completo

Entenda como elaborar um modelo de documento de arquitetura de software para formalizar objetivos, requisitos, componentes, integrações, segurança, responsáveis e critérios de aceite. Veja itens indispensáveis, orientações de preenchimento, cuidados e um modelo editável para adaptar ao projeto.

Publicado em 16 min de leitura
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Modelo de documento de arquitetura de software completo
Sumário
  1. 01 O que é um documento de arquitetura de software
  2. 02 Para que serve esse documento na ordem de serviço
  3. 03 Quando usar um modelo de documento de arquitetura de software
  4. Criação de sistemas e funcionalidades
  5. Integrações e migrações
  6. Manutenção evolutiva e correções relevantes
  7. 04 Informações que não podem faltar
  8. 05 Como preencher o documento passo a passo
  9. 06 Modelo de Modelo de documento de arquitetura de software completo
  10. 07 Tipos e variações do documento
  11. Documento de arquitetura para novo sistema
  12. Arquitetura de integração
  13. Arquitetura para manutenção evolutiva
  14. Documento simplificado para ordem de serviço
  15. 08 Cuidados jurídicos, operacionais e de segurança
  16. 09 Erros comuns ao elaborar a arquitetura
  17. 10 Perguntas frequentes
  18. O documento de arquitetura de software substitui um contrato?
  19. É obrigatório incluir diagramas?
  20. Quem deve aprovar o documento?
  21. Como registrar uma mudança após a aprovação?
  22. Posso usar o modelo para serviços de manutenção?
  23. 11 Referências
  24. 12 Vídeo explicativo
  25. 13 Aviso importante

Um modelo de documento de arquitetura de software organiza as decisões técnicas que orientam a criação, a evolução ou a manutenção de uma solução digital. Ele registra, em linguagem acessível e verificável, o que será construído, quais componentes participarão da solução, como ocorrerão as integrações e quais limites devem ser observados pela equipe.

Para profissionais autônomos, agências, pequenas empresas de tecnologia e clientes contratantes, esse documento também funciona como apoio à ordem de serviço. Ao alinhar escopo, responsabilidades, premissas, riscos e critérios de aceite antes da execução, reduz interpretações divergentes e facilita o acompanhamento das entregas.

O que é um documento de arquitetura de software

O documento de arquitetura de software é um registro técnico que descreve a estrutura essencial de um sistema. Seu objetivo não é reproduzir todo o código nem substituir tarefas de desenvolvimento. Ele estabelece a visão que guia decisões relevantes: tecnologias, módulos, dados, comunicação entre sistemas, segurança, hospedagem, desempenho e operação.

Em uma ordem de serviço, ele pode ser usado como anexo técnico ou como parte integrante do próprio registro de atendimento. Assim, o contratante sabe o que será analisado ou implementado, e o responsável técnico dispõe de uma referência para executar o trabalho de modo consistente.

O modelo editável desta página foi estruturado para servir a projetos de diferentes portes. Ainda assim, ele deve ser preenchido de acordo com a realidade da contratação, o ambiente já existente, as necessidades do negócio e os documentos comerciais que disciplinam preço, prazo e pagamento.

Para que serve esse documento na ordem de serviço

A arquitetura transforma uma necessidade de negócio em uma visão técnica compreensível. Por exemplo, uma solicitação para criar uma área de agendamentos pode envolver autenticação de usuários, banco de dados, notificações, integração com calendário, permissões de acesso e rotina de cópia de segurança. Registrar essas escolhas reduz o risco de a equipe entregar algo diferente do esperado.

O documento também contribui para a continuidade do serviço. Se houver troca de desenvolvedor, expansão da equipe ou necessidade de manutenção futura, as informações registradas ajudam a entender o funcionamento da solução sem depender apenas da memória de quem a criou.

  • Delimita o escopo técnico: identifica o que integra e o que não integra a entrega.
  • Orienta a execução: reúne decisões que afetam desenvolvimento, testes, implantação e suporte.
  • Facilita a validação: apresenta critérios que permitem verificar a entrega.
  • Registra responsabilidades: indica quem fornece acessos, conteúdos, aprovações e informações.
  • Apoia a gestão de riscos: evidencia dependências, restrições e premissas.

Quando usar um modelo de documento de arquitetura de software

O uso é recomendável sempre que a atividade técnica exigir mais do que um atendimento simples. Não é preciso esperar um projeto grande: mesmo uma automação, uma integração entre plataformas ou uma reformulação de sistema pode gerar impactos em dados, acessos e operação.

Criação de sistemas e funcionalidades

Utilize o documento ao desenvolver um site com área restrita, aplicativo, sistema interno, painel administrativo, plataforma de vendas ou funcionalidade nova. Ele ajuda a converter requisitos em componentes e fluxos técnicos.

Integrações e migrações

Também é útil em integrações por API, importação de cadastros, mudança de hospedagem, troca de banco de dados ou implantação de ferramentas de terceiros. Nesses casos, indique claramente origem e destino dos dados, credenciais sob responsabilidade do cliente, limites de acesso e plano de reversão, quando aplicável.

Manutenção evolutiva e correções relevantes

Quando uma alteração interfere em módulos existentes, permissões, desempenho, segurança ou disponibilidade, a documentação evita que a ordem de serviço descreva o trabalho de maneira genérica. Uma correção pequena pode não exigir um documento extenso, mas deve conter informação suficiente para ser compreendida e validada.

Informações que não podem faltar

Um bom documento deve equilibrar precisão e utilidade. Informações excessivamente abstratas dificultam a execução; detalhes sem relevância para a decisão tornam a leitura confusa. O ponto central é permitir que as partes entendam o que será realizado e sob quais condições.

ElementoO que registrarPor que é importante
Identificação da solicitaçãoNúmero da ordem de serviço, cliente, responsável técnico e projeto.Permite localizar o documento e vincular a atividade contratada.
Objetivo e escopoProblema a resolver, resultado esperado e limites da entrega.Reduz pedidos adicionais sem alinhamento prévio.
Arquitetura da soluçãoMódulos, tecnologias, integrações, ambiente e fluxo de dados.Orienta escolhas técnicas e manutenção posterior.
Segurança e dadosPerfis de acesso, dados tratados, controles e responsabilidades.Ajuda a proteger informações e a organizar a operação.
Aceite e implantaçãoTestes, critérios de aprovação, entrega e condições de publicação.Define como a conclusão do serviço será conferida.

Quando a solução tratar dados pessoais, avalie as medidas necessárias conforme o contexto. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais estabelece regras para o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais. No documento, descreva apenas as informações necessárias para orientar o serviço e evite inserir senhas, chaves privadas ou dados pessoais sem necessidade.

Como preencher o documento passo a passo

Antes de preencher, reúna a solicitação do cliente, propostas comerciais relacionadas, informações do ambiente atual e as premissas levantadas na reunião de diagnóstico. Se houver pontos ainda indefinidos, registre-os como pendências, hipóteses ou dependências; não apresente suposições como requisitos aprovados.

  1. Identifique as partes e a ordem de serviço. Informe dados do contratante e do responsável técnico, além do número interno da solicitação, se existir.
  2. Descreva o objetivo. Explique qual necessidade será atendida e qual resultado prático se espera da solução.
  3. Defina o escopo e as exclusões. Liste funcionalidades, módulos, integrações e atividades incluídas. Indique expressamente o que não será entregue.
  4. Registre a arquitetura proposta. Explique frontend, backend, banco de dados, serviços externos, hospedagem, ambientes e comunicação entre componentes.
  5. Mapeie requisitos não funcionais. Inclua necessidades de segurança, desempenho, disponibilidade, compatibilidade, registro de eventos e cópias de segurança, quando pertinentes.
  6. Indique dados e acessos. Relacione dados utilizados, responsáveis por fornecer credenciais, perfis de usuários e orientações para armazenamento seguro dos acessos.
  7. Estabeleça entregas e aceite. Determine quais evidências serão fornecidas, como documentação, código, configuração, relatório de testes ou treinamento, e como o cliente aprovará a execução.
  8. Formalize alterações. Preveja que mudanças relevantes de escopo, prazo ou requisitos devem ser registradas por escrito antes da implementação.

Ao final, revise se os termos usados são compreensíveis para o cliente. Expressões técnicas podem permanecer quando necessárias, mas devem ser acompanhadas de breve explicação. O objetivo é produzir um registro aplicável, não apenas um texto sofisticado.

Modelo editável

Modelo Editável Aqui

Clique em “Editar documento” para preencher os campos entre colchetes. As alterações ficam salvas apenas neste navegador.

DOCUMENTO DE ARQUITETURA DE SOFTWARE E ORDEM DE SERVIÇO TÉCNICA


IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES

CONTRATANTE: [NOME COMPLETO OU RAZÃO SOCIAL], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL, SE PESSOA FÍSICA], [PROFISSÃO, SE PESSOA FÍSICA], inscrito(a) no [CPF OU CNPJ] sob o nº [NÚMERO], com endereço em [ENDEREÇO COMPLETO], e-mail [E-MAIL] e telefone [TELEFONE], neste ato representado(a) por [NOME DO REPRESENTANTE, QUANDO APLICÁVEL], doravante denominado(a) CONTRATANTE.

CONTRATADO(A): [NOME COMPLETO OU RAZÃO SOCIAL], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL, SE PESSOA FÍSICA], [PROFISSÃO OU ATIVIDADE], inscrito(a) no [CPF OU CNPJ] sob o nº [NÚMERO], com endereço em [ENDEREÇO COMPLETO], e-mail [E-MAIL] e telefone [TELEFONE], doravante denominado(a) CONTRATADO(A).


As partes acima identificadas registram a presente Ordem de Serviço Técnica e Documento de Arquitetura de Software, vinculada à solicitação nº [NÚMERO DA ORDEM DE SERVIÇO], observadas as condições descritas nos itens seguintes.


1. OBJETO DA ORDEM DE SERVIÇO

1.1. O presente documento tem por objeto o planejamento, a especificação técnica, o desenvolvimento, a configuração, a manutenção, a integração e/ou a implantação da solução de software denominada [NOME DO PROJETO OU SISTEMA], conforme o escopo detalhado neste instrumento.

1.2. A necessidade apresentada pelo(a) CONTRATANTE consiste em: [DESCREVER DE FORMA OBJETIVA O PROBLEMA, A DEMANDA OU A FINALIDADE DO SERVIÇO].

1.3. O resultado esperado é: [DESCREVER O RESULTADO PRÁTICO ESPERADO, OS USUÁRIOS BENEFICIADOS E O PROCESSO QUE SERÁ MELHORADO OU IMPLEMENTADO].


2. ESCOPO DA SOLUÇÃO

2.1. Estão incluídas nesta ordem de serviço as seguintes atividades: [LISTAR FUNCIONALIDADES, MÓDULOS, CONFIGURAÇÕES, DESENVOLVIMENTOS, INTEGRAÇÕES, TESTES, TREINAMENTOS OU ENTREGAS].

2.2. A solução deverá contemplar, quando aplicável: [CADASTRO DE USUÁRIOS], [AUTENTICAÇÃO], [PAINEL ADMINISTRATIVO], [RELATÓRIOS], [INTEGRAÇÃO COM SISTEMA EXTERNO], [NOTIFICAÇÕES], [IMPORTAÇÃO OU EXPORTAÇÃO DE DADOS], [PERFIS DE ACESSO] e [OUTROS ITENS].

2.3. Não fazem parte do escopo, salvo aprovação expressa e escrita em aditivo, ordem de serviço complementar ou registro de mudança: [LISTAR EXCLUSÕES, TAIS COMO CRIAÇÃO DE CONTEÚDO, AQUISIÇÃO DE LICENÇAS, SUPORTE CONTÍNUO, HOSPEDAGEM, MANUTENÇÃO DE TERCEIROS, MIGRAÇÃO COMPLETA DE DADOS OU NOVAS FUNCIONALIDADES].


3. ARQUITETURA PROPOSTA

3.1. A arquitetura da solução será composta pelos seguintes elementos: interface de usuário em [TECNOLOGIA OU PLATAFORMA], camada de serviços ou backend em [TECNOLOGIA], banco de dados [TIPO OU TECNOLOGIA], ambiente de hospedagem ou infraestrutura [AMBIENTE], e demais componentes necessários descritos neste documento.

3.2. Os módulos principais serão: [MÓDULO 1], responsável por [FUNÇÃO]; [MÓDULO 2], responsável por [FUNÇÃO]; [MÓDULO 3], responsável por [FUNÇÃO]; e [OUTROS MÓDULOS], conforme a necessidade do projeto.

3.3. O fluxo principal de informações ocorrerá da seguinte forma: [DESCREVER A ORIGEM DOS DADOS, O PROCESSAMENTO REALIZADO, O ARMAZENAMENTO, OS USUÁRIOS QUE ACESSAM AS INFORMAÇÕES E O DESTINO OU SAÍDA DOS DADOS].

3.4. As decisões técnicas indicadas neste documento poderão ser ajustadas pelo(a) CONTRATADO(A) quando houver necessidade de compatibilidade, segurança, disponibilidade, atualização de fornecedor, limitação do ambiente ou inviabilidade técnica, devendo eventual impacto relevante no escopo, prazo ou custo ser previamente comunicado ao(à) CONTRATANTE.


4. INTEGRAÇÕES E DEPENDÊNCIAS EXTERNAS

4.1. A solução poderá integrar-se aos seguintes serviços, plataformas ou sistemas: [NOME DOS SISTEMAS, APIS, GATEWAYS, SERVIÇOS DE E-MAIL, SISTEMAS DE PAGAMENTO, ERP, CRM OU OUTROS].

4.2. Para cada integração, o(a) CONTRATANTE deverá fornecer, quando estiver sob sua responsabilidade, os acessos, autorizações, contas, licenças, credenciais de teste, documentação e aprovações necessárias, no prazo de [PRAZO].

4.3. Não serão inseridas neste documento senhas, tokens, chaves privadas, certificados ou outras credenciais sigilosas. Tais informações deverão ser compartilhadas por meio seguro definido entre as partes.

4.4. A disponibilidade, as regras de uso, os limites técnicos e as alterações promovidas por serviços de terceiros podem influenciar a execução ou o funcionamento da integração, não sendo o(a) CONTRATADO(A) responsável por indisponibilidades ou modificações causadas exclusivamente por tais terceiros.


5. DADOS, ACESSOS E SEGURANÇA

5.1. A solução poderá tratar as seguintes categorias de informações: [DADOS CADASTRAIS], [DADOS OPERACIONAIS], [DADOS DE CONTATO], [DADOS DE TRANSAÇÃO], [DADOS DE USUÁRIOS] e [OUTRAS CATEGORIAS], estritamente conforme a finalidade definida no item 1.

5.2. Os perfis de acesso previstos são: [ADMINISTRADOR], [GESTOR], [OPERADOR], [USUÁRIO FINAL] e [OUTROS]. Cada perfil terá as permissões descritas em [DOCUMENTO, ANEXO OU CAMPO DE DETALHAMENTO].

5.3. Serão adotadas, conforme aplicável ao escopo, medidas como controle de acesso, autenticação, registro de eventos, cópias de segurança, uso de conexão segura, segregação de ambientes e revisão de permissões.

5.4. O(A) CONTRATANTE declara ser responsável pela legitimidade das informações, dos conteúdos e dos dados disponibilizados para a execução do serviço, bem como pelas orientações de negócio fornecidas ao(à) CONTRATADO(A).


6. REQUISITOS NÃO FUNCIONAIS

6.1. A solução deverá observar os seguintes requisitos, quando aplicáveis: [COMPATIBILIDADE COM NAVEGADORES], [RESPONSIVIDADE], [DESEMPENHO ESPERADO], [DISPONIBILIDADE], [REGISTRO DE LOGS], [ROTINA DE BACKUP], [RECUPERAÇÃO DE FALHAS], [ESCALABILIDADE] e [OUTROS].

6.2. Os requisitos acima serão atendidos dentro das limitações do escopo contratado, do ambiente disponibilizado, das tecnologias utilizadas e das dependências de terceiros.


7. ENTREGAS E EVIDÊNCIAS

7.1. O(A) CONTRATADO(A) entregará, conforme aplicável: [CÓDIGO-FONTE], [CONFIGURAÇÕES], [DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA], [INSTRUÇÕES DE IMPLANTAÇÃO], [RELATÓRIO DE TESTES], [ACESSOS AO AMBIENTE], [MANUAL DE USO], [TREINAMENTO] e [OUTROS ITENS].

7.2. As entregas serão realizadas por meio de [REPOSITÓRIO, E-MAIL, PLATAFORMA DE GESTÃO, AMBIENTE DE HOSPEDAGEM OU OUTRO MEIO], nos termos e prazos acordados entre as partes.


8. PRAZOS E MARCOS TÉCNICOS

8.1. A execução terá início em [DATA DE INÍCIO OU CONDIÇÃO PARA INÍCIO], desde que estejam disponíveis as informações e os acessos necessários.

8.2. Os marcos técnicos estimados são: levantamento e validação até [DATA]; desenvolvimento ou configuração até [DATA]; testes até [DATA]; implantação ou entrega final até [DATA].

8.3. Os prazos poderão ser revistos caso ocorram alterações de escopo, atrasos no fornecimento de informações, indisponibilidade de ambientes, pendências de terceiros ou outras circunstâncias que afetem a execução.


9. CRITÉRIOS DE ACEITE

9.1. A entrega será considerada apta à validação quando os itens previstos no escopo estiverem disponibilizados no ambiente definido pelas partes e forem acompanhados das evidências aplicáveis.

9.2. O(A) CONTRATANTE realizará a validação no prazo de [NÚMERO] dias úteis contados do recebimento da comunicação de entrega, apresentando por escrito eventual não conformidade objetiva em relação ao escopo aprovado.

9.3. Caso não haja manifestação no prazo indicado, as partes poderão registrar a conclusão conforme o procedimento previamente ajustado, sem prejuízo da correção de defeitos identificados dentro das condições de suporte ou garantia eventualmente contratadas.


10. ALTERAÇÕES DE ESCOPO

10.1. Qualquer solicitação que acrescente, remova ou modifique funcionalidade, integração, requisito, prazo, ambiente ou entrega deverá ser registrada por escrito.

10.2. O(A) CONTRATADO(A) avaliará os impactos técnicos, operacionais, financeiros e de prazo da alteração solicitada. A execução da mudança dependerá de aprovação expressa das partes quando houver impacto relevante.


11. RESPONSABILIDADES DAS PARTES

11.1. Compete ao(à) CONTRATANTE fornecer informações corretas, aprovar definições necessárias, disponibilizar acessos sob sua responsabilidade e indicar pessoa apta a esclarecer dúvidas relativas ao negócio.

11.2. Compete ao(à) CONTRATADO(A) executar os serviços com diligência técnica compatível com o escopo, comunicar impedimentos relevantes e manter sigilo sobre informações não públicas recebidas para a execução da ordem de serviço.


12. DISPOSIÇÕES FINAIS

12.1. Este documento complementa os instrumentos comerciais eventualmente celebrados entre as partes e deverá ser interpretado em conjunto com a proposta, contrato, termo de confidencialidade ou demais registros aplicáveis.

12.2. As partes declaram que leram e compreenderam o conteúdo desta Ordem de Serviço Técnica e Documento de Arquitetura de Software, comprometendo-se a comunicar por escrito qualquer necessidade de revisão.


[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].


________________________________________

[NOME DO(A) CONTRATANTE OU REPRESENTANTE]

CPF/CNPJ: [NÚMERO]


________________________________________

[NOME DO(A) CONTRATADO(A) OU REPRESENTANTE]

CPF/CNPJ: [NÚMERO]


________________________________________

[NOME DA TESTEMUNHA 1]

CPF: [NÚMERO]


________________________________________

[NOME DA TESTEMUNHA 2]

CPF: [NÚMERO]

Modo leitura

Tipos e variações do documento

Não existe um formato único para toda demanda. A extensão e a profundidade do documento devem acompanhar a complexidade, o risco e o impacto da atividade. A seguir estão algumas variações comuns.

Documento de arquitetura para novo sistema

Indicado para projetos iniciados do zero. Costuma apresentar objetivo de negócio, perfis de usuários, módulos, fluxo de dados, integrações previstas, tecnologias, requisitos não funcionais e estratégia de implantação.

Arquitetura de integração

Foca na troca de informações entre sistemas. Deve identificar sistemas envolvidos, eventos ou dados trocados, formato esperado, autenticação, limites de consumo, responsáveis e comportamento em caso de indisponibilidade.

Arquitetura para manutenção evolutiva

Serve para mudanças em uma solução existente. Além da alteração proposta, descreva o estado atual conhecido, componentes afetados, compatibilidades que precisam ser preservadas, riscos de regressão e testes necessários.

Documento simplificado para ordem de serviço

É adequado a tarefas delimitadas, como configurar uma integração específica, criar um relatório, ajustar permissões ou implantar um serviço. Mesmo simplificado, deve identificar escopo, ambiente, responsável, critérios de aceite e exclusões.

Cuidados jurídicos, operacionais e de segurança

A documentação técnica não substitui contrato, proposta, termo de confidencialidade ou política de privacidade quando esses instrumentos forem necessários. Porém, ela pode complementar esses documentos ao detalhar a execução prática do serviço. As partes devem agir com boa-fé e manter coerência entre a contratação comercial e a arquitetura aprovada.

“Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.”

Código Civil, art. 422

Esse princípio reforça a importância de comunicar limitações, dependências e impactos conhecidos. Consulte o texto atualizado do Código Civil para verificar a redação legal aplicável e, em situações complexas, busque orientação profissional.

  • Evite promessas absolutas. Não declare que o sistema será inviolável, livre de falhas ou permanentemente disponível se isso não puder ser demonstrado e sustentado.
  • Não exponha segredos. Senhas, tokens, chaves de API e certificados não devem constar no documento compartilhado. Registre apenas a responsabilidade pelo fornecimento e pela guarda.
  • Separe escopo de desejo futuro. Ideias ainda não aprovadas devem ser listadas como possíveis evoluções, e não como entrega contratada.
  • Defina dependências externas. Serviços de terceiros, aprovações, licenças, domínios, contas e acessos podem afetar prazo e viabilidade.
  • Controle versões. Identifique a versão do documento e registre aprovações ou alterações relevantes para evitar o uso de arquivo desatualizado.
  • Documente o aceite. A confirmação por meio rastreável, conforme o processo adotado pelas partes, reduz dúvidas sobre o conteúdo aprovado.

Erros comuns ao elaborar a arquitetura

O erro mais frequente é transformar o documento em uma lista vaga de ferramentas, sem explicar o problema que elas resolvem. Dizer apenas que será usado determinado banco de dados ou linguagem não esclarece módulos, responsabilidades, fluxo de informações, regras de acesso ou critérios de sucesso.

Outro problema recorrente é confundir arquitetura com cronograma comercial. A arquitetura pode indicar marcos técnicos e dependências, mas prazo, preço, condições de pagamento e penalidades devem estar alinhados aos instrumentos negociais adotados pelas partes. Se essas informações forem incluídas, precisam ser consistentes com a proposta ou contrato.

Também é arriscado copiar um modelo sem adaptar campos como dados pessoais, integrações, ambiente de produção, níveis de acesso e exclusões. O modelo editável desta página é um ponto de partida e precisa refletir a situação concreta da ordem de serviço.

Perguntas frequentes

O documento de arquitetura de software substitui um contrato?

Não necessariamente. Ele descreve a solução e a execução técnica. Um contrato ou proposta pode tratar de preço, pagamento, propriedade intelectual, confidencialidade, responsabilidades, vigência e outras condições comerciais. Os documentos podem ser usados de forma complementar.

É obrigatório incluir diagramas?

Não em todos os casos. Diagramas podem facilitar a compreensão de sistemas complexos, mas um texto claro pode ser suficiente para demandas simples. Quando usados, os diagramas devem ser identificados e coerentes com o conteúdo escrito.

Quem deve aprovar o documento?

Em geral, o responsável técnico valida a viabilidade da solução, e o cliente ou representante autorizado confirma que o escopo atende à necessidade apresentada. Em projetos maiores, podem participar responsáveis pelo negócio, segurança, infraestrutura e operação.

Como registrar uma mudança após a aprovação?

Descreva a alteração, o motivo, os componentes afetados, impactos em prazo ou custo e a nova versão do documento. A aprovação da mudança deve ocorrer antes da execução sempre que houver impacto relevante.

Posso usar o modelo para serviços de manutenção?

Sim. Adapte o texto para identificar o sistema existente, a falha ou melhoria solicitada, os itens afetados, o ambiente em que o serviço ocorrerá e os testes que demonstrarão a conclusão da atividade.

Referências

  1. Código Civil — Lei nº 10.406/2002.
  2. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — Lei nº 13.709/2018.
  3. Lei das Assinaturas Eletrônicas — Lei nº 14.063/2020.

Vídeo explicativo

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Sobre o autor

SB

Editor e curador de modelos de documentos

Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.

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