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Modelo de Instrução Normativa para Padronizar Procedimentos

O modelo de instrução normativa ajuda empresas e instituições a estabelecer procedimentos internos, responsáveis, prazos e formas de controle. Entenda quando utilizar o documento, quais elementos incluir, como preencher cada item e quais cuidados adotam maior segurança e clareza.

Publicado em 14 min de leitura
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Modelo de Instrução Normativa para Padronizar Procedimentos
Sumário
  1. 01 O que é instrução normativa e para que serve
  2. 02 Quando usar um modelo de instrução normativa
  3. Situações práticas de uso
  4. 03 O que não pode faltar no documento
  5. Dados de identificação e competência
  6. Objeto, finalidade e alcance
  7. Regras operacionais e controles
  8. 04 Como preencher o modelo de instrução normativa
  9. 05 Modelo de Modelo de Instrução Normativa para Padronizar Procedimentos
  10. 06 Tipos e variações de instrução normativa
  11. Instrução normativa administrativa
  12. Instrução normativa de recursos humanos
  13. Instrução normativa de documentos e dados
  14. Instrução normativa para entidades e associações
  15. 07 Cuidados e erros comuns ao elaborar a norma
  16. 08 Vigência, divulgação e atualização
  17. 09 Perguntas frequentes
  18. Quem pode emitir uma instrução normativa?
  19. Instrução normativa é igual a regulamento interno?
  20. É obrigatório numerar a instrução normativa?
  21. A instrução normativa precisa de testemunhas?
  22. É possível assinar a instrução normativa eletronicamente?
  23. Uma instrução normativa pode alterar direitos previstos em contrato ou lei?
  24. 10 Referências
  25. 11 Vídeo explicativo
  26. 12 Aviso importante

A instrução normativa é um documento usado para organizar procedimentos, estabelecer rotinas e orientar a atuação de pessoas em uma empresa, associação, órgão público ou outra instituição. Ela transforma uma regra operacional em uma orientação escrita, padronizada e acessível aos envolvidos.

Com um modelo de instrução normativa, é possível estruturar o texto com objetivo, abrangência, responsabilidades, etapas de execução e disposições finais. O documento editável desta página oferece uma base formal que pode ser adaptada à realidade da organização, sem substituir a análise jurídica, trabalhista, tributária ou regulatória necessária em casos específicos.

O que é instrução normativa e para que serve

Instrução normativa é um ato escrito que detalha como uma regra, atividade ou processo deve ser aplicado na prática. Em instituições públicas, pode disciplinar procedimentos internos dentro dos limites de competência da autoridade que a expede. No ambiente privado, é frequentemente utilizada como norma interna para uniformizar condutas e fluxos de trabalho.

Seu propósito é reduzir dúvidas, evitar tratamentos diferentes para situações equivalentes e registrar parâmetros de execução. Por exemplo, uma pequena empresa pode editar uma instrução normativa para orientar o reembolso de despesas, o recebimento de documentos, a aprovação de compras, a guarda de arquivos ou o atendimento de solicitações de clientes.

O documento não deve contrariar leis, contratos, convenções coletivas, estatutos, regulamentos já vigentes ou decisões de autoridades competentes. Também não pode criar obrigações que ultrapassem o poder de quem o assina.

“A liberdade contratual será exercida nos limites da função social do contrato.”

Código Civil, art. 421

Embora esse dispositivo trate de relações contratuais, ele reforça um cuidado relevante para regras internas privadas: a organização deve exercer sua autonomia de modo responsável e compatível com os direitos e deveres aplicáveis. Consulte o texto atualizado do Código Civil brasileiro quando a instrução normativa afetar obrigações entre particulares.

Quando usar um modelo de instrução normativa

O modelo é indicado quando a organização precisa formalizar uma orientação que será repetida ao longo do tempo, aplicada a mais de uma pessoa ou utilizada como referência por setores distintos. Ele é mais apropriado do que um simples aviso quando há etapas, responsáveis, critérios de aprovação ou necessidade de comprovação do cumprimento da rotina.

Situações práticas de uso

  • Definição do fluxo para solicitação, cotação e aprovação de compras.
  • Padronização da prestação de contas e do reembolso de despesas.
  • Orientação sobre protocolo, arquivamento e guarda de documentos.
  • Estabelecimento de rotinas de atendimento, cadastro e resposta a solicitações.
  • Organização de responsabilidades para uso de equipamentos, veículos ou recursos da instituição.
  • Disciplina de procedimentos internos de segurança da informação e tratamento de dados.

Quando a norma interna envolver dados pessoais, é essencial avaliar a finalidade do tratamento, os acessos autorizados, a necessidade de coleta e as medidas de segurança. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais estabelece regras que podem afetar formulários, cadastros, controles e arquivos abrangidos pela instrução.

O que não pode faltar no documento

Uma instrução normativa útil precisa ser objetiva, verificável e compatível com a estrutura da instituição. Quem lê deve entender a quem a regra se aplica, qual situação ela disciplina, o que precisa fazer e como registrar as providências adotadas.

ElementoFinalidadeExemplo de informação
IdentificaçãoIndividualizar o atoNúmero, título e unidade emissora
ObjetoDelimitar o tema reguladoProcedimento de aprovação de despesas
AbrangênciaIndicar quem deve cumprirSetores, empregados, prestadores ou associados
ProcedimentoDefinir as etapas práticasSolicitação, análise, autorização e arquivamento
ResponsabilidadesDistribuir atribuiçõesSolicitante, gestor e responsável financeiro
VigênciaIndicar início da aplicaçãoEntrada em vigor na data da assinatura

Dados de identificação e competência

Comece pelo nome da instituição, pelo número do ato, se houver controle interno, e pelo título que descreve o tema. Indique também a autoridade ou área que emite a norma. Essa identificação permite localizar o documento futuramente e verificar se ele foi produzido por pessoa ou setor com atribuição para tanto.

Objeto, finalidade e alcance

O objeto deve ser apresentado logo no início, em linguagem direta. Em vez de escrever apenas “dispõe sobre procedimentos”, informe qual procedimento será disciplinado. A abrangência precisa apontar quais áreas, cargos, colaboradores, associados ou terceiros estão sujeitos à regra.

Regras operacionais e controles

O núcleo da instrução normativa deve descrever as providências em ordem lógica. Quando necessário, estabeleça documentos exigidos, prazos internos, responsáveis por analisar cada etapa, meios de comunicação e forma de arquivamento. Se houver exceções, explique quem pode autorizá-las e de que modo a autorização deve ser registrada.

Como preencher o modelo de instrução normativa

Antes de preencher o documento editável desta página, reúna as informações sobre o procedimento atual, as pessoas responsáveis e os problemas que a regra busca evitar. O texto final deve refletir a rotina que realmente poderá ser cumprida.

  1. Defina o assunto. Escolha um tema específico, como controle de compras, uso de veículos ou recebimento de documentos.
  2. Verifique a competência. Confirme quem pode aprovar e assinar a instrução conforme o contrato social, estatuto, regimento ou estrutura interna.
  3. Descreva a finalidade. Explique o resultado esperado, como padronizar a análise de pedidos ou assegurar a guarda adequada de comprovantes.
  4. Delimite os destinatários. Informe quais setores, pessoas ou unidades deverão observar as regras.
  5. Organize o fluxo. Escreva as etapas em sequência, indicando documentos, prazos e responsáveis por cada providência.
  6. Preveja controles. Determine como a execução será comprovada, por exemplo, por protocolo, e-mail institucional, formulário ou sistema interno.
  7. Inclua vigência e revogação. Esclareça quando a norma passa a valer e se substitui algum ato interno anterior.
  8. Revise e comunique. Confira a coerência do texto, obtenha as aprovações necessárias e divulgue a versão final aos destinatários.

Evite copiar uma regra genérica sem adaptar os campos, as atribuições e os prazos. Uma instrução normativa só cumpre sua função quando corresponde à operação real da organização e pode ser compreendida por quem deverá executá-la.

Modelo editável

Modelo Editável Aqui

Clique em “Editar documento” para preencher os campos entre colchetes. As alterações ficam salvas apenas neste navegador.

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº [NÚMERO]/[ANO]

DISPÕE SOBRE [DESCREVER O ASSUNTO OU PROCEDIMENTO] NO ÂMBITO DE [NOME DA INSTITUIÇÃO]


[NOME COMPLETO DA AUTORIDADE OU REPRESENTANTE LEGAL], [CARGO], no uso das atribuições que lhe são conferidas por [CONTRATO SOCIAL, ESTATUTO, REGIMENTO INTERNO, PROCURAÇÃO OU OUTRO DOCUMENTO APLICÁVEL], considerando a necessidade de padronizar, organizar e registrar o procedimento de [DESCREVER O PROCEDIMENTO], resolve expedir a presente INSTRUÇÃO NORMATIVA, a ser observada por [INDICAR SETORES, EMPREGADOS, COLABORADORES, ASSOCIADOS, PRESTADORES OU DEMAIS DESTINATÁRIOS].


1. DO OBJETO

1.1. Esta Instrução Normativa estabelece regras, responsabilidades, etapas e controles para a realização de [DESCREVER O PROCEDIMENTO OU ATIVIDADE], no âmbito de [NOME DA INSTITUIÇÃO].

1.2. O procedimento disciplinado por este ato tem por finalidade [DESCREVER A FINALIDADE, COMO PADRONIZAR ATIVIDADES, ASSEGURAR REGISTROS, REDUZIR FALHAS, DEFINIR APROVAÇÕES OU PROTEGER DOCUMENTOS].

1.3. As disposições desta Instrução Normativa deverão ser interpretadas de forma compatível com a legislação aplicável, com o [CONTRATO SOCIAL/ESTATUTO/REGIMENTO INTERNO] e com os demais atos internos vigentes da instituição.


2. DA ABRANGÊNCIA

2.1. Esta Instrução Normativa aplica-se a [INDICAR ÁREAS, UNIDADES, CARGOS, EMPREGADOS, COLABORADORES, ASSOCIADOS OU PRESTADORES], sempre que participarem, direta ou indiretamente, de atividades relacionadas a [DESCREVER O PROCEDIMENTO].

2.2. Os destinatários deverão observar as regras previstas neste documento, bem como adotar as providências necessárias para a correta execução das atividades sob sua responsabilidade.

2.3. Quando houver participação de terceiros, fornecedores ou prestadores de serviços, a área responsável deverá comunicar as orientações aplicáveis e adotar os registros necessários, observados os contratos e demais documentos firmados.


3. DAS DEFINIÇÕES

3.1. Para os fins desta Instrução Normativa, considera-se:

I – SOLICITANTE: a pessoa ou área que inicia a demanda relacionada a [DESCREVER A DEMANDA];

II – RESPONSÁVEL PELA ANÁLISE: a pessoa ou área encarregada de verificar a regularidade, a necessidade e a documentação da solicitação;

III – APROVADOR: a pessoa ou autoridade com competência para autorizar a continuidade, a realização ou a conclusão do procedimento;

IV – REGISTRO: todo documento, formulário, e-mail, protocolo, arquivo ou lançamento em sistema utilizado para comprovar as etapas do procedimento.


4. DAS RESPONSABILIDADES

4.1. Compete ao SOLICITANTE apresentar a demanda de forma clara, completa e tempestiva, anexando os documentos exigidos e prestando informações verdadeiras e suficientes para a análise.

4.2. Compete ao RESPONSÁVEL PELA ANÁLISE conferir os documentos recebidos, solicitar complementações quando necessário, registrar as providências adotadas e encaminhar a demanda para aprovação ou execução.

4.3. Compete ao APROVADOR avaliar a solicitação dentro de sua atribuição, aprovar, rejeitar ou devolver o pedido para ajuste, registrando a decisão pelo meio definido pela instituição.

4.4. Compete à área de [NOME DA ÁREA RESPONSÁVEL] manter os registros do procedimento organizados e disponíveis para consulta interna autorizada, pelo prazo aplicável à natureza dos documentos.


5. DO PROCEDIMENTO

5.1. O procedimento de [NOME DO PROCEDIMENTO] deverá ser iniciado mediante [FORMULÁRIO, E-MAIL INSTITUCIONAL, SISTEMA, PROTOCOLO OU OUTRO MEIO], com a indicação de [INFORMAÇÕES OBRIGATÓRIAS].

5.2. A solicitação deverá ser acompanhada, quando aplicável, dos seguintes documentos:

  • Documento de identificação da demanda ou solicitação;
  • [DOCUMENTO OU COMPROVANTE EXIGIDO];
  • [ORÇAMENTO, RELATÓRIO, AUTORIZAÇÃO OU OUTRO ANEXO NECESSÁRIO];
  • Demais documentos que venham a ser solicitados pela área responsável para análise adequada.

5.3. Recebida a solicitação, o RESPONSÁVEL PELA ANÁLISE verificará o preenchimento das informações e a existência dos documentos necessários no prazo interno de [PRAZO].

5.4. Caso sejam identificadas pendências, o SOLICITANTE será comunicado por [MEIO DE COMUNICAÇÃO] para apresentar os esclarecimentos ou documentos complementares no prazo de [PRAZO].

5.5. Após a análise, a demanda será encaminhada ao APROVADOR, quando a aprovação for exigida, ou seguirá diretamente para a etapa de execução, conforme as regras internas aplicáveis.

5.6. A conclusão do procedimento deverá ser registrada por [DESCREVER FORMA DE REGISTRO], com indicação da data, do responsável e do resultado adotado.


6. DOS PRAZOS E DAS EXCEÇÕES

6.1. Os prazos previstos nesta Instrução Normativa são contados em [DIAS CORRIDOS/DIAS ÚTEIS], salvo disposição expressa em sentido diverso ou necessidade específica justificada.

6.2. Situações excepcionais que impeçam o cumprimento do procedimento deverão ser comunicadas imediatamente à área de [NOME DA ÁREA OU AUTORIDADE], com justificativa e indicação das providências propostas.

6.3. A flexibilização de qualquer etapa dependerá de autorização expressa de [CARGO OU ÁREA COMPETENTE], devendo ser registrada e arquivada junto aos documentos do respectivo procedimento.


7. DA CONFIDENCIALIDADE E DA PROTEÇÃO DE INFORMAÇÕES

7.1. Os destinatários desta Instrução Normativa deverão preservar a confidencialidade das informações a que tiverem acesso em razão do procedimento, utilizando-as apenas para as finalidades autorizadas.

7.2. O acesso a documentos e dados deverá ser limitado às pessoas que necessitem dessas informações para executar suas atribuições, observadas as políticas internas e a legislação aplicável.

7.3. É vedado compartilhar documentos, dados ou informações obtidas em razão deste procedimento com pessoas não autorizadas, salvo quando houver obrigação legal, determinação de autoridade competente ou autorização formal da instituição.


8. DO DESCUMPRIMENTO

8.1. O descumprimento desta Instrução Normativa deverá ser comunicado à área ou autoridade competente para análise das circunstâncias e adoção das medidas internas cabíveis, respeitados os direitos das pessoas envolvidas e as normas aplicáveis.

8.2. A constatação de falhas no procedimento poderá resultar em orientação, revisão de fluxo, solicitação de regularização e outras providências compatíveis com a natureza do caso.


9. DA VIGÊNCIA E DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

9.1. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua assinatura, ou em [DATA DE INÍCIO DA VIGÊNCIA], produzindo efeitos para os procedimentos iniciados a partir de então.

9.2. Ficam revogadas as disposições internas em contrário, especialmente [IDENTIFICAR ATO ANTERIOR, SE HOUVER].

9.3. Os casos omissos serão analisados por [NOME DA ÁREA, CARGO OU AUTORIDADE COMPETENTE], observadas as normas aplicáveis e os interesses institucionais legítimos.

9.4. A área de [NOME DA ÁREA RESPONSÁVEL] deverá divulgar esta Instrução Normativa aos seus destinatários e manter sua versão atualizada disponível em [LOCAL, SISTEMA OU CANAL DE ACESSO].


[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].


________________________________________

[NOME COMPLETO DA AUTORIDADE OU REPRESENTANTE LEGAL]

[CARGO]

CPF/CNPJ: [CPF OU CNPJ]


________________________________________

[NOME COMPLETO DO RESPONSÁVEL PELA CIÊNCIA, SE APLICÁVEL]

[CARGO]

CPF: [CPF]

Modo leitura

Tipos e variações de instrução normativa

A estrutura básica pode ser semelhante, mas o conteúdo muda conforme o objetivo. A escolha do tipo depende do processo que se pretende disciplinar e do grau de formalidade exigido pela instituição.

Instrução normativa administrativa

É voltada a rotinas de gestão, como compras, pagamentos, patrimônio, viagens, reembolsos, atendimento e protocolo. Deve detalhar os fluxos de trabalho e as aprovações necessárias, sem criar exigências incompatíveis com os recursos disponíveis.

Instrução normativa de recursos humanos

Pode orientar procedimentos internos relacionados a jornada, solicitações, documentos, equipamentos, condutas e comunicação entre setores. Nesse caso, é indispensável observar a legislação trabalhista aplicável, instrumentos coletivos e políticas já formalizadas pela empresa.

Instrução normativa de documentos e dados

Essa modalidade regula a classificação, circulação, armazenamento, retenção e descarte de documentos físicos ou digitais. Quando incluir informações de pessoas naturais, a redação deve prever acessos limitados e práticas adequadas de proteção de dados.

Instrução normativa para entidades e associações

Associações, condomínios, fundações e entidades sem fins lucrativos podem usar o instrumento para operacionalizar regras previstas no estatuto ou regulamento. A instrução não substitui alteração estatutária quando o tema exige aprovação por órgão específico ou alteração da norma superior.

Cuidados e erros comuns ao elaborar a norma

Uma redação clara reduz conflitos e facilita a fiscalização interna. Ainda assim, alguns erros tornam a instrução difícil de aplicar ou até incompatível com outras normas da organização.

  • Usar objeto amplo demais: um texto que pretende disciplinar muitos assuntos perde foco e gera interpretações divergentes.
  • Omitir responsáveis: informar uma tarefa sem indicar quem a executa cria lacunas no processo.
  • Fixar prazos inviáveis: o prazo interno deve considerar equipe, volume de trabalho e dependências externas.
  • Contrariar documento superior: a instrução não deve se sobrepor ao estatuto, contrato social, regulamento, contrato ou lei.
  • Prever punições sem análise adequada: consequências disciplinares ou trabalhistas exigem atenção às regras aplicáveis e ao devido procedimento interno.
  • Não registrar versões: alterações sem data, número ou controle podem causar dúvidas sobre qual texto está vigente.
  • Deixar de comunicar os destinatários: uma regra desconhecida tende a não ser observada e dificulta a cobrança de cumprimento.

Também é recomendável manter o documento em local de acesso controlado e, ao mesmo tempo, disponível às pessoas que precisam cumpri-lo. A instituição deve guardar evidências de divulgação, especialmente quando a regra gerar rotinas obrigatórias ou alterar processos já estabelecidos.

Vigência, divulgação e atualização

A cláusula de vigência informa a partir de quando a instrução normativa produz efeitos. Em procedimentos simples, pode-se estabelecer vigência na data de assinatura. Se os destinatários precisarem de treinamento, adaptação de sistema ou organização de documentos, uma data futura pode ser mais adequada.

Determine o canal de divulgação: e-mail institucional, comunicado interno, sistema corporativo, mural, reunião registrada ou outro meio compatível com a realidade da instituição. Para aumentar a rastreabilidade, registre o envio e mantenha uma versão oficial identificada.

A revisão periódica é importante quando houver mudança de equipe, ferramentas, legislação, contratos ou estrutura de aprovação. Ao substituir o texto, indique expressamente a revogação da instrução anterior, se existir, e preserve os arquivos históricos conforme as necessidades administrativas e legais aplicáveis.

Perguntas frequentes

Quem pode emitir uma instrução normativa?

A emissão deve ser feita pela autoridade, administrador, gestor ou setor que possua atribuição conforme a estrutura da instituição. Em empresas, é prudente verificar contrato social, procurações, políticas internas e regras de governança antes da assinatura.

Instrução normativa é igual a regulamento interno?

Não necessariamente. O regulamento interno pode tratar de regras mais amplas e permanentes. A instrução normativa costuma detalhar como uma atividade ou regra será executada. Os nomes, porém, podem variar de acordo com a organização e sua estrutura documental.

É obrigatório numerar a instrução normativa?

Nem sempre há obrigação geral para organizações privadas, mas a numeração é uma prática recomendável. Ela facilita o controle de versões, a localização do ato e a referência em comunicações futuras.

A instrução normativa precisa de testemunhas?

Em regra, testemunhas não são um requisito essencial para uma norma interna. Entretanto, a instituição pode adotar mecanismos de comprovação de assinatura, aprovação e ciência dos destinatários conforme sua política de documentos.

É possível assinar a instrução normativa eletronicamente?

Sim, desde que o meio escolhido seja adequado à finalidade e às regras internas da instituição. É recomendável preservar evidências de autoria, integridade do documento e data da assinatura, além de verificar exigências específicas aplicáveis ao caso.

Uma instrução normativa pode alterar direitos previstos em contrato ou lei?

Não. O documento interno não deve contrariar leis, contratos, instrumentos coletivos, estatutos ou normas superiores. Se o tema afetar direitos trabalhistas, obrigações contratuais, tributos ou dados pessoais, procure avaliação profissional antes de implementar a regra.

Referências

  1. Código Civil — Lei nº 10.406/2002.
  2. Consolidação das Leis do Trabalho — CLT.
  3. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — Lei nº 13.709/2018.

Vídeo explicativo

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Sobre o autor

SB

Editor e curador de modelos de documentos

Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.

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