Pular para o conteúdo

// Modelos gratuitos para editar, imprimir e exportar

MSG Center
Mapas mentais

Modelo de Mapa de Riscos para Licitação Editável

Entenda como estruturar um modelo de mapa de riscos para licitação, quais dados registrar, como avaliar probabilidade e impacto e quais cuidados adotar. A página também oferece um modelo editável para organizar riscos, responsáveis, controles e providências da contratação.

Publicado em 17 min de leitura
Editar documento
Modelo de Mapa de Riscos para Licitação Editável
Sumário
  1. 01 O que é um mapa de riscos para licitação
  2. 02 Para que serve esse documento no processo de contratação
  3. Benefícios práticos da identificação prévia
  4. 03 Quando usar o modelo de mapa de riscos para licitação
  5. Situações que merecem atenção especial
  6. 04 Elementos indispensáveis no mapa de riscos
  7. 05 Como preencher o mapa de riscos passo a passo
  8. 06 Modelo de Modelo de Mapa de Riscos para Licitação Editável
  9. 07 Como avaliar probabilidade, impacto e nível de risco
  10. Tratamentos normalmente adotados
  11. 08 Tipos e variações de mapa de riscos
  12. Mapa por fase da contratação
  13. Matriz de riscos contratuais
  14. Mapa de riscos para fornecedores
  15. 09 Cuidados e erros comuns ao elaborar o documento
  16. 10 Perguntas frequentes sobre mapa de riscos para licitação
  17. O mapa de riscos substitui o termo de referência?
  18. Quem deve elaborar o mapa de riscos?
  19. Pequenas empresas precisam fazer mapa de riscos para participar de licitação?
  20. Todo risco precisa ter uma ação de eliminação?
  21. É possível usar critérios de baixo, médio e alto?
  22. O mapa de riscos precisa ser alterado durante a execução?
  23. 11 Referências
  24. 12 Vídeo explicativo
  25. 13 Aviso importante

O modelo de mapa de riscos para licitação é uma ferramenta de planejamento usada para registrar situações que podem comprometer uma contratação pública, desde a definição da necessidade até a fiscalização da execução contratual. Ele ajuda a transformar riscos abstratos em informações objetivas, com causas, consequências, controles, responsáveis e providências previamente definidas.

Para pessoas e pequenas empresas que participam de processos de contratação pública, compreender esse documento também é útil. O mapa permite visualizar como a Administração organiza a prevenção de falhas, atrasos e problemas de execução. Nesta página, você encontra orientações práticas e o modelo editável desta página para adaptar ao contexto de cada processo.

O que é um mapa de riscos para licitação

O mapa de riscos é um registro estruturado dos eventos que podem afetar negativamente o planejamento, a seleção do fornecedor ou a execução de uma contratação. Em vez de esperar que um problema aconteça, a equipe responsável identifica antecipadamente situações relevantes, avalia sua chance de ocorrer e estima os efeitos que elas podem causar.

Na prática, o documento costuma apresentar cada risco em uma linha ou item próprio. Para cada evento, são indicados a fase afetada, as possíveis causas, as consequências, a probabilidade, o impacto, o nível de risco, os controles existentes e as ações de tratamento.

Esse instrumento se relaciona ao dever de planejamento e de governança nas contratações públicas. A Constituição Federal determina que a Administração Pública observe, entre outros, os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Um mapa bem construído auxilia a documentar decisões e a elevar a qualidade desse planejamento.

“A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.

Constituição Federal, art. 37, caput

Para que serve esse documento no processo de contratação

O objetivo principal é orientar medidas preventivas e respostas proporcionais aos problemas que podem surgir. O mapa não elimina todos os riscos, mas permite que a Administração decida conscientemente se deve evitar, reduzir, transferir, aceitar ou monitorar uma determinada situação.

Também serve para deixar mais clara a divisão de responsabilidades. Quando um risco se concretiza, a equipe já deve saber qual setor precisa atuar, que providência deve ser tomada e como verificar se o controle funcionou. Isso favorece a continuidade do serviço público e reduz improvisos.

Benefícios práticos da identificação prévia

  • Melhora a definição do objeto e dos requisitos da contratação.
  • Ajuda a evitar exigências excessivas, vagas ou incompatíveis com a necessidade pública.
  • Permite prever mecanismos de acompanhamento da execução.
  • Reduz a chance de atrasos causados por falhas de planejamento.
  • Registra justificativas e decisões para consulta dos responsáveis pelo processo.
  • Facilita a comunicação entre área requisitante, equipe de planejamento, agentes de contratação e fiscalização.

Quando usar o modelo de mapa de riscos para licitação

O documento deve ser pensado desde o início do planejamento da contratação e atualizado sempre que surgirem informações relevantes. Não é recomendável tratá-lo como mera formalidade preenchida ao final do processo. Quanto mais cedo os riscos forem mapeados, maior será a possibilidade de preveni-los de modo econômico e eficiente.

Ele pode ser empregado em aquisições de bens, contratações de serviços, obras, soluções de tecnologia, serviços continuados e outras necessidades administrativas. A profundidade da análise deve ser compatível com a complexidade, o valor, a criticidade do objeto e as particularidades da contratação.

Situações que merecem atenção especial

Uma análise mais detalhada costuma ser necessária quando o objeto apresenta especificações técnicas complexas, depende de prazos rígidos, envolve dados pessoais, exige integração entre setores, conta com poucos fornecedores no mercado ou pode comprometer atividade essencial do órgão caso a execução falhe.

Empresas interessadas em licitar também podem usar a lógica do mapa internamente. Elas podem avaliar riscos de formação de preço, disponibilidade de equipe, prazo de entrega, regularidade documental, capacidade operacional e cumprimento de obrigações contratuais antes de apresentar uma proposta.

Elementos indispensáveis no mapa de riscos

Um mapa útil precisa ir além da expressão genérica “há risco”. O evento deve ser descrito de maneira clara, permitindo que outra pessoa compreenda o que pode acontecer, por que aconteceria e quais efeitos seriam esperados. Quanto mais objetiva for a redação, melhor será a definição da resposta.

ElementoO que registrarExemplo de preenchimento
FaseMomento do processo afetadoPlanejamento da contratação
Evento de riscoFato incerto que pode prejudicar o resultadoEspecificação técnica insuficiente
Causas e consequênciasOrigem provável e efeito esperadoPesquisa inadequada; recebimento de propostas incompatíveis
AvaliaçãoProbabilidade, impacto e nível do riscoProbabilidade média e impacto alto
TratamentoControle, ação preventiva e responsávelRevisão técnica pela área requisitante

Além desses campos, é recomendável incluir um indicador de acompanhamento, o prazo para implementar a medida e a informação sobre risco residual. O risco residual é aquele que permanece mesmo depois da adoção de controles. Nem todo risco será zerado; o importante é verificar se o nível remanescente é aceitável e monitorável.

Como preencher o mapa de riscos passo a passo

Antes de começar, reúna os documentos disponíveis sobre a demanda, o objeto pretendido, as informações de mercado e as áreas envolvidas. A elaboração deve refletir a realidade da contratação, e não repetir textos genéricos de outro procedimento.

  1. Delimite a necessidade. Descreva o problema administrativo, o resultado esperado e o objeto que pode atender à demanda.
  2. Separe as fases críticas. Organize a análise entre planejamento, elaboração do edital ou instrumento equivalente, seleção do fornecedor, formalização e execução contratual.
  3. Liste eventos de risco. Pergunte o que pode dar errado em cada fase, considerando fatos internos e externos que sejam plausíveis.
  4. Identifique causas e consequências. Relacione a origem de cada risco com os efeitos concretos sobre prazo, custo, qualidade, competitividade, continuidade ou conformidade.
  5. Avalie probabilidade e impacto. Utilize critérios previamente definidos pelo órgão ou critérios simples e consistentes, como baixo, médio e alto.
  6. Defina o tratamento. Escolha medidas preventivas, controles de detecção e providências de contingência que sejam viáveis.
  7. Atribua responsáveis e prazos. Indique quem executará ou acompanhará cada ação e quando a medida deverá estar concluída.
  8. Revise e atualize. Reavalie o mapa se houver mudança no objeto, no mercado, no cronograma ou nas condições de execução.

O modelo editável desta página foi preparado para apoiar esse registro. Substitua todos os campos entre colchetes por informações específicas, elimine itens que não se aplicarem e acrescente riscos próprios do objeto. A qualidade do documento depende da análise concreta realizada pela equipe.

Modelo editável

Modelo Editável Aqui

Clique em “Editar documento” para preencher os campos entre colchetes. As alterações ficam salvas apenas neste navegador.

MAPA DE RISCOS PARA LICITAÇÃO


IDENTIFICAÇÃO DO PROCESSO

1. ÓRGÃO OU ENTIDADE: [NOME DO ÓRGÃO OU ENTIDADE].

2. UNIDADE REQUISITANTE: [NOME DA UNIDADE REQUISITANTE].

3. PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº: [NÚMERO DO PROCESSO].

4. OBJETO DA CONTRATAÇÃO: [DESCREVER DE FORMA CLARA O BEM, SERVIÇO, OBRA OU SOLUÇÃO A SER CONTRATADA].

5. RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO: [NOME COMPLETO], [CARGO OU FUNÇÃO], [MATRÍCULA, SE APLICÁVEL].

6. DATA DA ANÁLISE: [DIA] de [MÊS] de [ANO].


1. FINALIDADE DO DOCUMENTO

1.1. Este Mapa de Riscos tem por finalidade identificar, analisar, avaliar e tratar eventos que possam comprometer o planejamento, a seleção do fornecedor, a formalização e a execução da contratação referente ao objeto descrito neste documento.

1.2. A análise busca apoiar a tomada de decisão, definir controles preventivos, estabelecer providências de contingência e indicar responsáveis pelo acompanhamento dos riscos relevantes. O presente registro deverá ser revisto sempre que houver alteração significativa no escopo, no cronograma, nas condições de mercado ou em outros elementos capazes de afetar a contratação.


2. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

2.1. A probabilidade será classificada como [BAIXA], quando a ocorrência for pouco provável; [MÉDIA], quando houver possibilidade razoável de ocorrência; ou [ALTA], quando o evento tiver elevada chance de ocorrer nas condições conhecidas.

2.2. O impacto será classificado como [BAIXO], quando os efeitos forem limitados e facilmente corrigíveis; [MÉDIO], quando houver necessidade de medidas relevantes, sem prejuízo grave à finalidade da contratação; ou [ALTO], quando o evento puder causar atraso relevante, perda de qualidade, aumento de custos, interrupção de atividade ou descumprimento de obrigações.

2.3. O nível de risco será definido pela combinação entre probabilidade e impacto, observando-se a prioridade de tratamento indicada pela unidade responsável.


3. RISCO Nº 1 — DEFINIÇÃO INSUFICIENTE DO OBJETO

3.1. Fase afetada: [PLANEJAMENTO DA CONTRATAÇÃO].

3.2. Evento de risco: especificações, quantidades, requisitos técnicos ou condições de execução descritos de maneira incompleta, ambígua ou incompatível com a necessidade administrativa.

3.3. Causas possíveis: ausência de levantamento adequado da demanda; falta de participação da área técnica; pesquisa de mercado insuficiente; utilização de descrição padronizada sem adaptação ao objeto.

3.4. Consequências possíveis: propostas inadequadas; redução da competitividade; necessidade de correções; atraso no procedimento; contratação de solução incapaz de atender à necessidade.

3.5. Probabilidade: [BAIXA/MÉDIA/ALTA]. Impacto: [BAIXO/MÉDIO/ALTO]. Nível de risco: [BAIXO/MÉDIO/ALTO].

3.6. Medidas preventivas: realizar levantamento da necessidade; consultar a área técnica; revisar a descrição do objeto; verificar unidades de medida, quantidades, padrões de qualidade e resultados esperados.

3.7. Medidas de contingência: promover ajuste da documentação do processo antes da publicação do instrumento convocatório ou adotar as providências administrativas cabíveis caso a inconsistência seja identificada posteriormente.

3.8. Responsável pelo controle: [NOME COMPLETO OU SETOR RESPONSÁVEL]. Prazo: [DATA OU MARCO DO PROCESSO].


4. RISCO Nº 2 — PESQUISA DE MERCADO INADEQUADA

4.1. Fase afetada: [PLANEJAMENTO DA CONTRATAÇÃO].

4.2. Evento de risco: estimativa de preços ou condições de fornecimento baseada em dados insuficientes, desatualizados ou sem relação com as características do objeto.

4.3. Causas possíveis: consulta limitada de fontes; comparação entre objetos não equivalentes; desconsideração de custos de logística, garantia, tributos ou particularidades locais; falha no registro das fontes consultadas.

4.4. Consequências possíveis: preço estimado incompatível; propostas inexequíveis ou acima da referência; necessidade de revisão do processo; risco de insucesso da contratação.

4.5. Probabilidade: [BAIXA/MÉDIA/ALTA]. Impacto: [BAIXO/MÉDIO/ALTO]. Nível de risco: [BAIXO/MÉDIO/ALTO].

4.6. Medidas preventivas: utilizar fontes compatíveis com o objeto; registrar a metodologia adotada; comparar preços em condições equivalentes; justificar eventuais diferenças relevantes; submeter a análise à revisão do setor competente.

4.7. Medidas de contingência: atualizar a pesquisa, revisar a estimativa e ajustar os documentos do processo antes da continuidade da etapa seguinte.

4.8. Responsável pelo controle: [NOME COMPLETO OU SETOR RESPONSÁVEL]. Prazo: [DATA OU MARCO DO PROCESSO].


5. RISCO Nº 3 — BAIXA COMPETITIVIDADE OU AUSÊNCIA DE PROPOSTAS VÁLIDAS

5.1. Fase afetada: [SELEÇÃO DO FORNECEDOR].

5.2. Evento de risco: recebimento de número reduzido de propostas, inexistência de propostas válidas ou apresentação de propostas incompatíveis com o objeto e as condições exigidas.

5.3. Causas possíveis: requisitos restritivos sem justificativa técnica; prazo inadequado; estimativa de preço incompatível; divulgação insuficiente; descrição confusa do objeto; exigências documentais desproporcionais.

5.4. Consequências possíveis: procedimento deserto ou fracassado; atraso no atendimento da demanda; necessidade de revisão das condições da contratação.

5.5. Probabilidade: [BAIXA/MÉDIA/ALTA]. Impacto: [BAIXO/MÉDIO/ALTO]. Nível de risco: [BAIXO/MÉDIO/ALTO].

5.6. Medidas preventivas: revisar requisitos de participação; verificar a compatibilidade entre o objeto, o mercado e a estimativa; esclarecer condições de execução; observar a proporcionalidade das exigências.

5.7. Medidas de contingência: analisar as causas do insucesso, revisar a documentação e adotar o encaminhamento administrativo adequado para nova tentativa de contratação, quando necessário.

5.8. Responsável pelo controle: [NOME COMPLETO OU SETOR RESPONSÁVEL]. Prazo: [DATA OU MARCO DO PROCESSO].


6. RISCO Nº 4 — INEXECUÇÃO OU ATRASO NA EXECUÇÃO CONTRATUAL

6.1. Fase afetada: [EXECUÇÃO E GESTÃO CONTRATUAL].

6.2. Evento de risco: atraso, entrega parcial, fornecimento em desacordo com as especificações ou descumprimento de obrigações assumidas pelo contratado.

6.3. Causas possíveis: capacidade operacional insuficiente; cronograma inadequado; falhas de logística; ausência de acompanhamento; comunicação deficiente entre contratante e contratado; dependência de insumos ou terceiros.

6.4. Consequências possíveis: interrupção ou prejuízo à atividade administrativa; recebimento de objeto inadequado; necessidade de substituição, correção, aplicação de medidas contratuais ou adoção de solução emergencial, quando juridicamente cabível.

6.5. Probabilidade: [BAIXA/MÉDIA/ALTA]. Impacto: [BAIXO/MÉDIO/ALTO]. Nível de risco: [BAIXO/MÉDIO/ALTO].

6.6. Medidas preventivas: definir critérios objetivos de aceitação; acompanhar prazos e entregas; registrar ocorrências; manter canal formal de comunicação; verificar documentos e condições exigidas antes da formalização contratual.

6.7. Medidas de contingência: notificar o responsável, registrar a ocorrência, exigir correção conforme as condições pactuadas e encaminhar ao setor competente para avaliação das medidas administrativas aplicáveis.

6.8. Responsável pelo controle: [NOME COMPLETO OU SETOR RESPONSÁVEL]. Prazo de acompanhamento: [PERÍODO OU MARCO CONTRATUAL].


7. RISCO Nº 5 — TRATAMENTO INADEQUADO DE DADOS PESSOAIS

7.1. Fase afetada: [PLANEJAMENTO/SELEÇÃO/EXECUÇÃO].

7.2. Evento de risco: coleta, acesso, uso, armazenamento, compartilhamento ou divulgação de dados pessoais sem observância da finalidade necessária à contratação e às obrigações legais aplicáveis.

7.3. Causas possíveis: ausência de orientação aos envolvidos; acesso excessivo aos documentos; envio de arquivos por canais inadequados; falta de definição de responsabilidades; manutenção de documentos além do necessário.

7.4. Consequências possíveis: exposição indevida de informações, necessidade de adoção de medidas corretivas, prejuízo à privacidade dos titulares e comprometimento da segurança documental.

7.5. Probabilidade: [BAIXA/MÉDIA/ALTA]. Impacto: [BAIXO/MÉDIO/ALTO]. Nível de risco: [BAIXO/MÉDIO/ALTO].

7.6. Medidas preventivas: limitar o acesso a pessoas autorizadas; utilizar canais institucionais; evitar inclusão de dados desnecessários; orientar os envolvidos sobre guarda e compartilhamento de informações.

7.7. Medidas de contingência: restringir acessos, registrar a ocorrência, comunicar os setores competentes e adotar providências de correção e proteção conforme o caso concreto.

7.8. Responsável pelo controle: [NOME COMPLETO OU SETOR RESPONSÁVEL]. Prazo: [DATA OU MARCO DO PROCESSO].


8. CONSOLIDAÇÃO E ACOMPANHAMENTO

8.1. Os riscos identificados neste documento deverão ser acompanhados pelos responsáveis indicados, com registro das ações preventivas e das providências adotadas diante de eventuais ocorrências.

8.2. Quando identificados novos riscos ou alteração relevante na avaliação dos riscos já registrados, este Mapa de Riscos deverá ser atualizado, com indicação da justificativa, da data da revisão e do responsável pela alteração.

8.3. Riscos residuais considerados [ACEITÁVEIS/NÃO ACEITÁVEIS] deverão ser objeto de decisão motivada pela autoridade ou unidade competente, observadas as normas internas e as características da contratação.


9. DECLARAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS

9.1. Os signatários declaram que participaram da análise dos riscos relacionados ao objeto desta contratação, considerando as informações disponíveis até a presente data, e que as medidas indicadas serão acompanhadas nos limites de suas atribuições.


[CIDADE] – [UF], [DIA] de [MÊS] de [ANO].


________________________________________

[NOME COMPLETO DO RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO]

[CARGO OU FUNÇÃO] — [MATRÍCULA, SE APLICÁVEL]


________________________________________

[NOME COMPLETO DO RESPONSÁVEL TÉCNICO OU GESTOR]

[CARGO OU FUNÇÃO] — [MATRÍCULA, SE APLICÁVEL]


________________________________________

[NOME COMPLETO DA AUTORIDADE OU RESPONSÁVEL PELA APROVAÇÃO]

[CARGO OU FUNÇÃO] — [MATRÍCULA, SE APLICÁVEL]

Modo leitura

Como avaliar probabilidade, impacto e nível de risco

A avaliação pode adotar escalas qualitativas, como baixa, média e alta, desde que os critérios sejam coerentes. Probabilidade representa a possibilidade de o evento ocorrer. Impacto representa a gravidade das consequências se ele ocorrer. A combinação desses fatores orienta a prioridade de tratamento.

Por exemplo, a demora na entrega de um material comum pode ter probabilidade média e impacto baixo quando há estoque suficiente. Porém, a mesma demora pode ter impacto alto se o item for essencial para a continuidade de um serviço. Por isso, a avaliação não deve ser copiada de outro processo sem contextualização.

Tratamentos normalmente adotados

  • Evitar: alterar a solução ou a estratégia para eliminar a fonte do risco.
  • Reduzir: implantar controles para diminuir a probabilidade ou o impacto.
  • Transferir ou compartilhar: atribuir responsabilidades de forma legítima e claramente prevista no instrumento contratual, quando cabível.
  • Aceitar: manter o risco sob monitoramento quando a resposta for inviável ou desproporcional.
  • Contingenciar: preparar uma medida de resposta para ser adotada caso o evento aconteça.

A distribuição de obrigações e responsabilidades precisa respeitar o objeto, a legislação aplicável e as condições efetivamente controláveis por cada parte. Não é adequado transferir de forma genérica ao fornecedor riscos que pertencem ao planejamento ou à decisão administrativa.

Tipos e variações de mapa de riscos

Não existe uma única apresentação válida para todas as contratações. Alguns órgãos utilizam um documento narrativo por etapa; outros preferem uma matriz com escalas de risco; e há processos que combinam as duas formas. O essencial é que as informações permitam compreender o evento, acompanhar o controle e justificar as escolhas.

Mapa por fase da contratação

Esse formato divide os riscos conforme o momento em que podem surgir: planejamento, seleção do fornecedor e gestão contratual. É uma opção prática para objetos menos complexos, pois ajuda a equipe a organizar a análise cronologicamente.

Matriz de riscos contratuais

Em contratações que exigem maior detalhamento, pode haver uma matriz voltada à distribuição de responsabilidades relacionadas a eventos específicos da execução. Ela deve descrever o evento, a consequência, a parte responsável por suportar seus efeitos e a forma de atuação. Não deve ser confundida com um simples quadro de penalidades.

Mapa de riscos para fornecedores

Empresas podem criar uma versão interna para decidir se possuem condições de disputar e executar o objeto. Nesse caso, é útil mapear capacidade técnica, documentação, tributação, preços, estoque, equipe, logística, subcontratações permitidas e obrigações de garantia. Esse controle não substitui os documentos exigidos pelo edital, mas ajuda a reduzir propostas inviáveis.

Cuidados e erros comuns ao elaborar o documento

O mapa de riscos deve ser verdadeiro, específico e passível de acompanhamento. Um documento com frases padronizadas, sem relação com o objeto, pode dificultar a gestão e não oferece suporte real à tomada de decisão.

  • Usar o mesmo conteúdo para objetos diferentes sem analisar suas particularidades.
  • Descrever apenas consequências, sem indicar o evento e suas causas.
  • Classificar todos os riscos como altos, impedindo a definição de prioridades.
  • Indicar controles genéricos, como “acompanhar”, sem explicar quem, como e quando acompanhará.
  • Confundir risco com falha já ocorrida; o risco é um evento futuro e incerto.
  • Deixar de atualizar o documento após alterações relevantes no escopo ou no cronograma.
  • Prever exigências sem base na necessidade concreta do objeto.
  • Atribuir responsabilidades de modo impreciso ou incompatível com a capacidade de cada parte.

Também é importante proteger dados pessoais eventualmente usados nos documentos do processo. Quando o mapeamento envolver informações de pessoas físicas, a equipe deve observar a finalidade e a necessidade de tratamento previstas na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Perguntas frequentes sobre mapa de riscos para licitação

O mapa de riscos substitui o termo de referência?

Não. O mapa de riscos identifica eventos que podem afetar a contratação e define controles ou respostas. O termo de referência descreve o objeto, a necessidade, os requisitos, a forma de execução e outros elementos da contratação. Os documentos se complementam, mas possuem funções diferentes.

Quem deve elaborar o mapa de riscos?

A elaboração depende da organização interna do órgão ou entidade e das atribuições dos agentes envolvidos. Em geral, a área requisitante e a equipe responsável pelo planejamento contribuem com o conteúdo técnico, enquanto outros setores podem participar conforme a matéria, como gestão de contratos, tecnologia, orçamento ou jurídico.

Pequenas empresas precisam fazer mapa de riscos para participar de licitação?

Normalmente, não como documento obrigatório para habilitação, salvo se o instrumento convocatório estabelecer alguma exigência compatível com o objeto. Ainda assim, fazer uma análise interna de riscos é recomendável para verificar a viabilidade da proposta e a capacidade de cumprir o contrato.

Todo risco precisa ter uma ação de eliminação?

Não. Alguns riscos não podem ser eliminados completamente. Nesses casos, devem ser reduzidos, monitorados, aceitos de forma justificada ou tratados com planos de contingência. A resposta deve ser proporcional à importância do risco e aos recursos disponíveis.

É possível usar critérios de baixo, médio e alto?

Sim. Escalas qualitativas são úteis quando acompanhadas de critérios claros e aplicados de forma consistente. O mais importante é que a equipe consiga explicar por que atribuiu determinado nível de probabilidade e impacto e quais medidas foram escolhidas.

O mapa de riscos precisa ser alterado durante a execução?

Quando surgirem fatos novos ou mudanças relevantes no objeto, no cronograma, no mercado ou nas condições de execução, a atualização é recomendável. A gestão de riscos é contínua e deve acompanhar a realidade da contratação.

Referências

  1. Constituição da República Federativa do Brasil.
  2. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — Lei nº 13.709/2018.
  3. Receita Federal do Brasil.

Vídeo explicativo

Assistir no YouTube

Sobre o autor

SB

Editor e curador de modelos de documentos

Stefano Barcellos é editor do MSG Center e responsável pela curadoria dos modelos de documentos publicados no portal, com foco em linguagem clara, estrutura organizada e atualização constante do conteúdo.

+12Continue explorando

Modelos relacionados

Mapas mentais